Sabe aquela TV nova que você está de olho? Ou o smartphone dos seus sonhos? A espera pode estar perto do fim. O governo espera que o acordo entre Mercosul e União Europeia entre em vigor até o final de maio. A previsão é do vice-presidente Geraldo Alckmin, que deu a declaração nesta sexta-feira (27).

“Se a gente conseguir resolver tudo em março, até o fim de maio o acordo já pode estar em vigência”, disse Alckmin, segundo a Folha Mercado.

Mas o que isso significa para você, que está aí, contando as moedas? Basicamente, a promessa é de produtos importados mais baratos, principalmente eletrônicos. Calma, que eu te explico como isso deve acontecer.

Imposto de importação: o vilão dos preços altos

Hoje, quando uma empresa traz um produto de fora, ela paga uma série de impostos, incluindo o imposto de importação. Esse valor é repassado para o preço final, encarecendo bastante os produtos, especialmente os eletrônicos. Com o acordo, a tendência é que essa taxa diminua, o que poderia refletir em preços menores nas lojas.

Eletrônicos mais em conta? Depende…

A redução do imposto de importação em eletrônicos é uma das grandes apostas para baratear esses produtos. Mas não espere milagres! A queda nos preços vai depender de vários fatores, como o ritmo da redução das tarifas e a reação do mercado. A Receita Federal estima que o impacto inicial nos preços pode ser pequeno, mas com o tempo a tendência é de que os valores se tornem mais competitivos.

Imagine que o imposto de importação seja como um pedágio para os produtos estrangeiros entrarem no Brasil. Se o pedágio diminui, a tendência é que fique mais barato trazer esses produtos para cá.

E a indústria nacional?

Nem tudo são flores. A abertura do mercado pode acirrar a concorrência e afetar a indústria nacional. Afinal, empresas brasileiras terão que disputar espaço com produtos importados, que podem chegar com preços mais competitivos.

Para alguns setores, como o agronegócio, o acordo é visto com bons olhos, pois pode abrir novas oportunidades de exportação. O governo já encaminhou à Casa Civil uma proposta de decreto presidencial que regulamenta as salvaguardas previstas no acordo, mecanismos que permitem suspender temporariamente a redução de tarifas de importação em caso de aumento repentino das compras externas, ou surto de importações, como informa a Folha.

É como um jogo de xadrez: cada movimento tem suas consequências, e é preciso estar preparado para lidar com elas.

O que esperar nos próximos meses?

O acordo ainda precisa passar pelo Senado e ser sancionado pelo presidente Lula. Depois disso, entra em vigor em 60 dias. A expectativa do governo é que tudo seja resolvido até março, para que o acordo comece a valer em maio. De acordo com o vice-presidente Alckmin, a União Europeia já decidiu aplicar provisoriamente o acordo com os países do Mercosul que já concluíram a ratificação interna – por enquanto, Uruguai e Argentina.

Fique de olho!

Ainda é cedo para cravar se os preços dos eletrônicos vão despencar, mas a perspectiva é positiva. Acompanhe de perto as notícias e prepare o bolso para aproveitar as possíveis promoções. E lembre-se: pesquisar é sempre a melhor forma de economizar!

No fim das contas, o acordo Mercosul-UE é uma daquelas novelas econômicas que afetam diretamente o nosso dia a dia. Resta saber se o final será feliz para o nosso bolso.