Prepare o bolso: a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) estima que a conta de luz vai subir, em média, 8% em 2026. Pode parecer pouco, mas essa alta é quase o dobro da inflação esperada, que está na casa dos 3,9%. Ou seja, o que já estava caro pode ficar ainda mais salgado.
Por que a luz vai ficar mais cara?
A culpa, em grande parte, é dos chamados encargos setoriais, especialmente a Conta de Desenvolvimento Energético (CDE). Para 2026, o orçamento da CDE está previsto em R$ 52,7 bilhões. Desse montante, R$ 47,8 bilhões vêm da CDE-Uso, que é paga diretamente pelos consumidores através da tarifa de energia. Esse valor é 15,4% maior do que em 2025 e deve impactar a tarifa em 4,6%. É como se um percentual maior da conta de luz fosse destinado a essa finalidade.
Além disso, entram na conta o aumento dos custos de transmissão de energia e a compra de energia pelas distribuidoras. As chamadas receitas irrecuperáveis, que são os valores que as empresas consideram perder por inadimplência ou outras razões, também entram no cálculo e acabam pesando no bolso do consumidor.
Decisão judicial aumenta ainda mais a conta da Light
Como se não bastasse a previsão de alta generalizada, a distribuidora Light conseguiu uma decisão judicial que eleva ainda mais o reajuste tarifário anual para seus clientes. Segundo a Aneel, o aumento médio será de 16,69%, bem acima dos 8,59% inicialmente aprovados.
A decisão judicial, obtida pela Light, anula os créditos tributários referentes a PIS/Cofins que deveriam ser revertidos aos consumidores. Em outras palavras, um valor de R$ 1,04 bilhão que seria usado para amenizar o aumento da tarifa não poderá ser utilizado, elevando o valor final da conta. A Advocacia-Geral da União (AGU) já informou que vai recorrer da decisão.
O que isso significa para você?
Um aumento de 8% na conta de luz, ainda mais com a inflação sob controle, significa que você terá que destinar uma parte maior do seu orçamento para pagar a energia. Em tempos de juros altos e custo de vida elevado, cada centavo faz diferença. Se você é cliente da Light, o impacto será ainda maior, com um reajuste de quase 17%.
Para tentar amenizar a situação, vale a pena redobrar a atenção com o consumo de energia em casa. Desligue aparelhos que não estão sendo usados, evite banhos muito longos e, se possível, invista em equipamentos mais eficientes. Cada pequena economia conta no final do mês.
E o futuro do setor de energia?
O setor de energia brasileiro está em constante transformação. A Petrobras, por exemplo, continua explorando novas fontes de gás natural, inclusive na Colômbia. Novas descobertas e tecnologias podem, no futuro, ajudar a reduzir os custos de produção e distribuição de energia, aliviando o bolso do consumidor. No entanto, no curto prazo, a tendência é de que a conta de luz continue pesando no orçamento das famílias.
Disclaimer: Este artigo tem fins informativos e não constitui recomendação de investimento. Cada investidor deve realizar sua própria análise e consultar um profissional qualificado antes de tomar qualquer decisão.