A semana começou com notícias que merecem a sua atenção, principalmente se você quer entender como a economia impacta o seu dia a dia. Juros, crédito, reforma tributária... Calma, não precisa ser economista para entender o que está acontecendo. Vamos direto ao ponto, como de costume.

Crédito: a corda bamba entre o acesso e o calote

A Febraban (Federação Brasileira dos Bancos) divulgou um levantamento que mostra um aumento nas concessões de crédito em janeiro. Boa notícia, certo? Nem tanto. O problema é que esse crescimento está vindo de linhas de crédito mais arriscadas, o que aumenta a preocupação com a inadimplência, ou seja, o risco de calotes.

É como se o banco estivesse liberando crédito para quem já está no vermelho, sabe? A esperança é que a pessoa consiga pagar, mas o risco de não conseguir é alto. E por que isso acontece? Simples: com a Selic ainda nas alturas, o crédito fica mais caro. Quem precisa de dinheiro, mas não tem um bom histórico, acaba recorrendo a opções mais arriscadas, com juros ainda maiores.

Para o seu bolso: fique atento às taxas de juros antes de pegar um empréstimo ou usar o cartão de crédito rotativo. Planeje seus gastos e evite se endividar em linhas de crédito com juros altíssimos, pois a bola de neve pode ser implacável.

Reforma tributária: a novela continua

A reforma tributária, que prometia simplificar a vida de empresas e pessoas físicas, enfrenta novos obstáculos. Segundo uma nota técnica da Febrafite (Associação Nacional de Fiscais de Tributos Estaduais), a desaceleração econômica de 2025 comprometeu a arrecadação do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços), o que agrava o cenário fiscal dos estados justamente na véspera da transição para o novo sistema tributário.

Imagine que a reforma é uma grande obra. Se a arrecadação dos estados diminui, é como se faltasse material de construção. Fica mais difícil concluir a obra no prazo e dentro do orçamento. A Febrafite aponta que a situação se soma a uma quebra estrutural iniciada em 2022, com a redução da arrecadação sobre combustíveis.

PEC do fim da escala 6x1: mais custos para as empresas?

E por falar em reforma, a CNI (Confederação Nacional da Indústria) fez um alerta sobre a PEC que propõe o fim da escala 6x1 (seis dias de trabalho e um de descanso) e a redução da jornada de trabalho. Segundo a CNI, a medida pode elevar os custos das empresas em até R$ 267,2 bilhões por ano, o que equivale a 7% da folha de pagamento. O cálculo leva em conta a redução da jornada de 44 para 40 horas semanais.

Para o seu bolso: se as empresas tiverem custos mais altos, a tendência é que repassem esses custos para o consumidor, seja através de preços mais altos ou da redução de investimentos. Por isso, é importante acompanhar de perto o debate sobre a reforma tributária e seus impactos.

Mercado de ações: nem tudo é notícia ruim

Nem só de notícias preocupantes vive a economia. No mercado de ações, as ações da Tecnisa dispararam 14% após uma proposta do BTG Pactual por participação em um imóvel da empresa em São Paulo. Para quem investe na bolsa, é um sinal de que nem tudo está perdido. Claro que é preciso cautela e diversificação, mas oportunidades sempre surgem.

Para o seu bolso: se você investe em ações, fique de olho nas notícias das empresas em que você investe. Uma notícia positiva pode impulsionar as ações, mas uma notícia negativa pode derrubá-las. E lembre-se: diversificar é fundamental para reduzir os riscos.

Desaceleração econômica: freio de mão puxado?

Ainda sobre a reforma tributária, a desaceleração econômica de 2025, como mencionado anteriormente, é um sinal de alerta. O PIB (Produto Interno Bruto), que mede a atividade econômica do país, cresceu menos do que o esperado, o que impacta a arrecadação de impostos e dificulta o equilíbrio das contas públicas. É como se o governo tivesse menos dinheiro para investir em áreas importantes como saúde, educação e infraestrutura.

Se a economia não cresce, as empresas vendem menos, contratam menos e a geração de empregos fica comprometida. O resultado é que as famílias têm menos dinheiro para gastar, o que realimenta o ciclo de desaceleração.

Para o seu bolso: em um cenário de desaceleração econômica, é fundamental ter cautela com os gastos, evitar dívidas desnecessárias e buscar formas de aumentar a sua renda. Planejar o futuro e criar uma reserva de emergência são medidas importantes para enfrentar momentos de incerteza.

Enfim, o cenário econômico exige atenção e planejamento. Acompanhe as notícias, entenda os impactos no seu bolso e tome decisões conscientes. E lembre-se: a informação é a sua melhor ferramenta para navegar em tempos de turbulência.