A aproximação do Dia das Mães, que neste ano cai no domingo, 10 de maio, já está fazendo o varejo brasileiro se animar. A expectativa é de que as vendas atinjam a marca de R$ 17 bilhões em todo o país, um crescimento de 4,25% em relação ao ano passado. Para muitos, essa data é uma oportunidade de demonstrar carinho e gratidão, mas para a economia, significa um termômetro importante do comportamento do consumidor.

A pesquisa da Abecs (associação que representa o setor de meios eletrônicos de pagamento) em parceria com o Datafolha aponta para um otimismo considerável. A maioria dos consumidores, cerca de 75% dos entrevistados por outro estudo da SYN, pretende presentear a mãe ou alguém próximo. O que chama a atenção é que 65% desses consumidores planejam ir pessoalmente às lojas físicas para fazer suas compras. Parece que o toque e a experiência de ver o presente de perto ainda têm seu valor!

Para quem tem o costume de presentear, a boa notícia é que muitos planejam gastar mais do que no ano anterior. Apenas 9% dos entrevistados sinalizaram a intenção de reduzir os gastos. Isso sugere que, apesar dos desafios econômicos que o país pode estar enfrentando em outros setores, a data comemorativa tem força suficiente para impulsionar o consumo e até mesmo incentivar um gasto um pouco maior.

O Efeito na Prática: O que o consumidor sente?

Mas o que esse volume de R$ 17 bilhões em transações significa para o seu dia a dia? Se o comércio está vendendo mais, isso geralmente se reflete em maior dinamismo para a economia. Para o varejo, significa mais movimentação de estoques, maior necessidade de contratação de pessoal – mesmo que temporário – para atender à demanda, e um impulso nas vendas de diversos setores, de moda a eletrônicos, passando por perfumaria e flores.

Pense nisso como um fôlego de vida para muitas lojas. Esse aumento nas vendas pode ajudar a sustentar empregos no setor e, em alguns casos, impulsionar a abertura de novas vagas. Para quem está no mercado de trabalho, especialmente no varejo, esse período pode significar uma chance de renda extra ou até mesmo a efetivação em algum posto.

Por outro lado, o planejamento de gastar mais por parte de uma parcela significativa dos consumidores pode indicar uma confiança, mesmo que pontual, na estabilidade financeira. Essa confiança se espelha na forma como as pessoas se sentem em relação a gastar um valor um pouco maior em um presente, impulsionadas pela ocasião. É como decidir comprar um item especial para si mesmo, mesmo que um pouco mais caro, porque se sente bem no momento.

A volta às lojas físicas

O dado de 65% dos consumidores preferindo as lojas físicas é particularmente interessante. Em tempos de ascensão do e-commerce, essa preferência sugere que a experiência de compra presencial ainda é um diferencial importante para presentes. A possibilidade de ver, tocar e experimentar o produto, além do atendimento personalizado, podem ser fatores decisivos para a escolha. Isso também pode significar um alívio para o comércio de rua e shoppings, que buscam atrair o público de volta.

Para as famílias, o Dia das Mães é um momento de celebração. A expectativa é que esse movimento nas lojas físicas também gere um ambiente mais animado nos centros comerciais, trazendo de volta o fluxo de pessoas que buscam não apenas presentes, mas também um passeio agradável. Essa movimentação de pessoas pode beneficiar outros comércios no entorno, como restaurantes e cafeterias, criando um efeito cascata positivo.

Embora o cenário geral de consumo possa apresentar seus desafios, a força das datas comemorativas, como o Dia das Mães, demonstra a resiliência do varejo brasileiro. A capacidade de gerar um volume expressivo de negócios, mesmo em contextos de incerteza econômica, reforça a importância desses eventos para o aquecimento da economia e para o bolso de muitos brasileiros.