Se você pensou em trocar de carro ou moto nos últimos meses, não está sozinho. O financiamento de veículos no Brasil bombou no primeiro trimestre de 2026, atingindo o melhor resultado desde 2008. De acordo com dados da Trillia, divisão de dados da B3, foram financiados 1,89 milhão de veículos entre janeiro e março, um salto de quase 13% em relação ao mesmo período do ano passado.
E não foi só carro novo que fez sucesso. Os usados também tiveram um ótimo desempenho, mostrando que o brasileiro está buscando alternativas para realizar o sonho de ter um veículo na garagem. Mas o que explica esse aquecimento no mercado automotivo?
Crédito como motor da retomada
Um dos principais fatores é a maior oferta de crédito. Com a inflação mais controlada e a Selic em patamares mais razoáveis (embora ainda altas, sejamos sinceros!), os bancos estão mais dispostos a emprestar dinheiro para a compra de veículos. Isso facilita a vida de quem não tem todo o valor à vista e precisa de um empurrãozinho para fechar negócio.
Para ter uma ideia, a modalidade de Crédito Direto ao Consumidor (CDC) foi responsável pela maior parte dos financiamentos, com um aumento de 14,3% em relação ao ano anterior. Ou seja, a boa e velha prestação ainda é a forma preferida de muitos brasileiros para adquirir um carro ou moto.
E as taxas de juros?
É claro que nem tudo são flores. As taxas de juros dos financiamentos ainda pesam no bolso do consumidor. Afinal, quanto maior a taxa, mais caro fica o veículo no final das contas. É como comprar uma pizza: se o pizzaiolo aumentar muito o preço do queijo, o preço final da pizza também sobe.
Por isso, é fundamental pesquisar e comparar as opções de financiamento antes de tomar uma decisão. Consulte diferentes bancos, cooperativas de crédito e até mesmo as financeiras das montadoras. Às vezes, uma pequena diferença na taxa de juros pode significar uma economia considerável no longo prazo.
O que esperar do futuro?
O cenário para o mercado automotivo continua positivo, mas é preciso ter cautela. A expectativa é de que o crédito continue impulsionando as vendas, mas a velocidade desse crescimento pode depender de diversos fatores, como a evolução da economia, a confiança do consumidor e, claro, as decisões do Banco Central em relação à Selic.
Especialistas do setor apontam que a demanda por veículos usados deve se manter aquecida, principalmente entre aqueles que buscam opções mais acessíveis. Já os carros novos podem ganhar um impulso extra com a chegada de novos modelos e tecnologias, como os carros elétricos e híbridos, que vêm conquistando cada vez mais espaço no mercado.
Se você está pensando em financiar um veículo, a dica é: pesquise, compare e negocie. E lembre-se: o carro novo (ou usado) pode ser uma ótima conquista, mas é importante que caiba no seu orçamento sem comprometer suas finanças. Afinal, ninguém quer trocar um sonho por uma dor de cabeça, certo?
Disclaimer: Este artigo tem fins informativos e não constitui recomendação de investimento. Cada investidor deve realizar sua própria análise e consultar um profissional qualificado antes de tomar qualquer decisão.