Sabe aquela história de pagar mais caro por eletrônicos? Parece que, por enquanto, ela teve um final feliz. Depois de muita polêmica e pressão, o governo voltou atrás e derrubou o aumento do imposto de importação para uma série de produtos, desde smartphones até máquinas industriais.

Por que essa novela toda?

No início de fevereiro, o governo tinha elevado o imposto de importação de mais de mil produtos. A ideia, segundo o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, era "regular" o mercado, já que muitos desses produtos são fabricados aqui no Brasil. Mas a conta não fechou. O aumento do imposto, na prática, ia encarecer os produtos importados, e quem ia sentir no bolso era o consumidor.

A reação foi imediata. Nas redes sociais e no Congresso, a medida foi duramente criticada. A pressão foi tanta que o governo não teve outra saída a não ser dar o braço a torcer.

O que muda AGORA?

Com a nova decisão, 105 produtos voltam a ter a tarifa de importação zerada. E outros 15 itens de informática e telecomunicações também terão as alíquotas mantidas nos níveis anteriores, como apurou a Folha. Isso significa que notebooks, placas-mãe, smartphones e outros eletrônicos devem ficar mais baratos – ou, pelo menos, não tão caros quanto ficariam se o imposto tivesse aumentado.

Quais produtos foram afetados?

  • Bens de capital: máquinas e equipamentos usados na indústria.
  • Informática e telecomunicações: smartphones, notebooks, roteadores, mouses, memórias, CPUs.

E o meu bolso?

Essa é a pergunta que não quer calar. A volta da alíquota original significa que você, consumidor, não deve sentir um impacto tão grande nos preços desses produtos. Pelo menos, não por causa desse imposto. Mas ATENÇÃO: o preço final de um produto depende de muitos fatores, como o câmbio (a cotação do dólar), os custos de produção e a margem de lucro de cada empresa. Então, não espere milagres.

Se você estava pensando em trocar de celular ou comprar um notebook novo, essa pode ser uma boa notícia. Mas fique de olho nos preços e compare antes de comprar. Afinal, cada centavo economizado faz diferença, não é mesmo?

Afinal, o que aprendemos com isso?

Essa novela dos impostos de importação nos mostra que, no fim das contas, quem manda é o consumidor. Quando a gente se manifesta, cobra e pressiona, o governo tem que ouvir. E, às vezes, até mudar de ideia. É como dizem: a voz do povo é a voz de Deus (ou, pelo menos, a voz do mercado!).

E por falar em infraestrutura, que tal falarmos sobre a Rota Mogiana? Ou sobre o leilão da rodovia que a Azevedo & Travassos está de olho, a concessão rodovia SP? São temas importantes que também impactam a nossa economia e o nosso dia a dia. Mas essa já é história para outro dia...