Sabe aquele papo de que robôs vão roubar nossos empregos? Pois bem, ele está ficando cada vez mais real. A Snap, dona do Snapchat, anunciou nesta quarta-feira (15) que vai mandar embora 1.000 funcionários. O motivo? A inteligência artificial (IA) está fazendo o trabalho deles – e, aparentemente, de forma mais eficiente.

O que rolou?

A empresa alega que os avanços em IA estão permitindo simplificar as operações e trabalhar com equipes menores. Para se ter uma ideia, mais de 65% do novo código do Snapchat já é gerado com ajuda da tecnologia. Isso significa que menos gente precisa programar, testar e manter o aplicativo funcionando. A informação é do G1 Economia.

É como trocar um time de futebol inteiro por um único jogador que faz todos os gols. Pode ser bom para o clube (no caso, a Snap), mas não é nada animador para quem está no banco de reservas.

A decisão da Snap vem após pressão da Irenic Capital Management, um investidor ativista com uma fatia de 2,5% na empresa, para que a Snap otimize seu portfólio e melhore o desempenho. Resumindo: os caras querem ver lucro, e a IA parece ser o caminho mais rápido para isso.

E o Brasil com isso?

Pode parecer distante, mas o que acontece lá fora serve de termômetro para o que pode acontecer por aqui. A IA não está substituindo só programadores do Snapchat. Ela está chegando em diversas áreas, desde a agricultura até o atendimento ao cliente. Lembra dos carros elétricos? Eles também estão mudando o setor automotivo e exigindo novas habilidades dos trabalhadores.

Pense bem: o Pix por aproximação já está aposentando as maquininhas de cartão. Em breve, os robôs de entrega (que já estão sendo testados em algumas cidades) podem ocupar o lugar dos motoboys. E por aí vai.

O que esperar do futuro?

Calma, o mundo não vai acabar (pelo menos não por causa da IA). Mas é bom ficar de olho nas mudanças e se preparar para elas. Segundo especialistas, a chave é investir em qualificação e requalificação profissional. Aprender novas habilidades, desenvolver o pensamento crítico e a criatividade são formas de se manter relevante no mercado de trabalho.

É como aprender a surfar para não ser engolido pela onda. Quem se adaptar mais rápido terá mais chances de pegar as melhores ondas (ou seja, os melhores empregos).

O Fórum Econômico Mundial estima que, até 2027, 69 milhões de novos empregos serão criados em todo o mundo, impulsionados pela tecnologia. Mas, ao mesmo tempo, 83 milhões de postos de trabalho serão eliminados. Ou seja, a dança das cadeiras já começou.

A IA não é o bicho-papão, mas é bom ficar esperto. Em vez de lutar contra a tecnologia, que tal aprender a usá-la a seu favor? Afinal, quem domina a ferramenta tem mais chances de construir um futuro melhor.