A inteligência artificial e as novidades tecnológicas continuam a dar o que falar, com anúncios que vão desde mudanças nas plataformas de jogos infantis até a evolução dos sistemas operacionais dos nossos celulares. E enquanto uns celebraram as novas funcionalidades, outros viram a tecnologia dar um 'respiro', com o popular ChatGPT saindo do ar nesta quarta-feira (17).

No universo dos games, o Roblox, plataforma que virou febre entre a garotada e que simula um universo virtual onde usuários criam avatares e jogos, anunciou mudanças importantes na sua logística para proteger crianças e adolescentes. A partir de agora, a plataforma vai segmentar os usuários em três tipos de conta, baseadas na faixa etária. Quem tem entre 9 e 15 anos terá acesso à versão Select, enquanto os mais novos, com menos de 9 anos, ficarão na versão Kids. Para os maiores de 16 anos, a versão padrão continua, mas com a exigência de reconhecimento facial para acesso. A diferença entre as contas está na quantidade de jogos disponíveis e no nível de controle parental, além da possibilidade de uso do chat.

Para os pais brasileiros, isso pode significar um alívio e mais controle sobre o conteúdo que os filhos consomem. Em um mundo onde a interação digital é cada vez mais presente, a preocupação com a segurança e a adequação da idade dos jogos e conversas é uma pauta constante. Essa mudança no Roblox visa justamente oferecer uma experiência mais segura e adaptada a cada fase do desenvolvimento, sem deixar de lado a proposta lúdica que atrai cerca de 144 milhões de usuários ativos globalmente por dia.

Android 17: Multitarefa em 'bolhas' e mais segurança

Enquanto isso, o Google apresentou o Android 17, a nova versão do seu sistema operacional para celulares. A principal novidade visual é a possibilidade de transformar aplicativos em 'bolhas' flutuantes. Sabe aquela tela cheia que às vezes impede você de fazer outras coisas no celular? Com o Android 17, basta tocar e segurar o ícone de um aplicativo para que ele apareça sobre os demais, sem ocupar a tela inteira. Isso pode ser especialmente útil para quem usa smartphones com telas maiores, como os dobráveis, onde essas 'bolhas' podem ser organizadas em uma área dedicada, lembrando um pouco a barra de tarefas do Windows.

Essa funcionalidade de aplicativos em 'bolhas' tem o potencial de otimizar o nosso dia a dia, permitindo que a gente responda uma mensagem rápida sem sair do vídeo que está assistindo ou confira uma informação enquanto joga. Para os donos de celulares dobráveis, a experiência promete ser ainda mais interessante, com uma interface de jogos que divide a tela, permitindo usar um controle virtual em uma metade enquanto o jogo roda na outra. Além disso, o novo sistema traz aprimoramentos na segurança e um recurso que permite usar o gravador de tela nativo para reagir a conteúdos, recortando a imagem do usuário para que ele comente o que aparece ao fundo.

IA nas empresas: o desafio da transformação

Apesar das novidades tecnológicas que chegam aos nossos dispositivos, o avanço da inteligência artificial (IA) dentro das empresas ainda enfrenta seus desafios. Segundo Evandro Armelin, head de Digital Technology da NTT Data, muitas companhias cometem o erro de tentar adaptar a IA a processos já existentes, em vez de repensar o negócio a partir dela. "É como tentar consertar uma casa com os alicerces errados", explicou ele em uma análise divulgada pela Folha. Para Armelin, a dificuldade não está na tecnologia em si, mas na transformação organizacional.

Isso significa que, para que a IA realmente traga os benefícios esperados, as empresas precisam mudar sua estrutura, seus métodos de trabalho e até mesmo sua cultura. Não basta simplesmente comprar um software de IA; é preciso repensar como essa ferramenta pode otimizar tarefas, gerar novos produtos ou serviços e, em última instância, melhorar a experiência do cliente. Para o consumidor final, isso pode se traduzir em serviços mais eficientes, produtos mais personalizados e, quem sabe, até em preços mais competitivos no futuro, à medida que as empresas se tornam mais produtivas.

ChatGPT fora do ar: um lembrete da fragilidade tecnológica

E como em toda história de tecnologia, nem tudo são flores. O popular ChatGPT, da OpenAI, sofreu uma interrupção significativa nesta terça-feira (17), com a página aparecendo como inexistente e mensagens de erro no aplicativo. A plataforma de inteligência artificial, que se tornou uma ferramenta indispensável para muitos na criação de textos, pesquisas e até mesmo no desenvolvimento de código, ficou indisponível para usuários no Brasil e no mundo. A empresa informou que estava investigando o problema, mas a pane serviu como um lembrete da dependência que já criamos dessas ferramentas e da fragilidade que a infraestrutura digital pode apresentar.

Essa instabilidade pode ter gerado transtornos para estudantes, profissionais e empresas que dependem do ChatGPT para suas atividades diárias. A queda de um serviço tão amplamente utilizado demonstra como a dependência de plataformas centralizadas pode ser um ponto de atenção. Espera-se que a OpenAI resolva o problema rapidamente para minimizar os impactos e que, no futuro, serviços de IA ofereçam maior robustez para evitar que imprevistos como esse afetem a produtividade de tantos.