Sabe aquele pacote de biscoito, o macarrão de todo dia, o iogurte do café da manhã? Pois é, a indústria que produz tudo isso está faturando alto, mas também de olho nos desafios que vêm por aí. Em 2025, o setor alimentício brasileiro faturou R$ 1,38 trilhão, um crescimento de 8,02% em relação ao ano anterior. Isso demonstra a robustez da economia brasileira, impulsionada pelo setor alimentício.

Os dados, divulgados pela Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (Abia), mostram que o mercado interno, pela primeira vez, ultrapassou a marca de R$ 1 trilhão. As vendas no varejo e no food service (comer fora de casa) também cresceram, impulsionando esse resultado. E não para por aí: as exportações somaram R$ 373 bilhões, representando quase 20% do total exportado pelo Brasil. Ou seja, o Brasil não só alimenta seus cidadãos, como também manda comida para o mundo todo.

Um futuro com ares de preocupação

Apesar dos bons números, nem tudo são flores no mundo da indústria alimentícia. Uma discussão que está no radar e promete mexer com os preços é a possível redução da jornada de trabalho no Brasil. A Abia estima que, se a jornada semanal passar de 44 para 40 horas, os custos para o setor podem aumentar em R$ 23 bilhões. E adivinha quem vai sentir esse impacto?

É isso mesmo, caro leitor: seu bolso. Segundo a Abia, esse aumento de custos provavelmente será repassado para o preço dos produtos. Ou seja, o que já não está barato no supermercado pode ficar ainda mais salgado.

Por que a jornada menor pesa tanto?

A lógica é simples: com menos horas de trabalho, as empresas precisam contratar mais gente para manter a produção no mesmo ritmo. Isso gera mais encargos, salários e outros custos trabalhistas. No fim das contas, a conta fecha no preço final do produto.

“A gente reconhece que é legítimo buscar uma melhor qualidade de vida, mas não deve ser uma coisa descasada do crescimento econômico. Esperamos que esse exercício seja feito sem nenhuma afobação, que haja muita discussão e respeito às especificidades dos setores”, afirmou João Dornellas, presidente-executivo da Abia.

E o que esperar daqui para frente?

Ainda é cedo para cravar o que vai acontecer com os preços dos alimentos. A discussão sobre a jornada de trabalho ainda está em andamento e muita água pode rolar por baixo dessa ponte. Mas uma coisa é certa: o tema merece atenção, porque mexe diretamente com o nosso dia a dia e com o quanto a gente gasta para colocar comida na mesa.

Para o consumidor, resta ficar de olho nas notícias, comparar preços e, quem sabe, buscar alternativas mais em conta. Afinal, na hora de fazer as compras, cada centavo economizado faz a diferença.

E você, o que acha dessa discussão sobre a jornada de trabalho? Acha justo que o preço dos alimentos aumente por causa disso? Deixe sua opinião nos comentários!