A quinta-feira (19) no mundo da economia veio com duas notícias que merecem a sua atenção: a confirmação de Dario Durigan como futuro ministro da Fazenda e a restrição da China à exportação de fertilizantes. Vamos entender o que cada uma delas significa para o seu dia a dia.
Durigan assume a Fazenda com saída de Haddad
O presidente Lula bateu o martelo: com a iminente saída de Fernando Haddad para se candidatar ao governo de São Paulo, o secretário-executivo Dario Durigan será o novo comandante do Ministério da Fazenda. O anúncio foi feito durante a abertura da Caravana Federativa em São Paulo.
Lula pediu para que Durigan se levantasse e fosse reconhecido pelo público, dizendo que era dele que as pessoas deveriam cobrar a partir de agora. Haddad, presente no evento, fez um balanço de sua gestão e agradeceu o apoio do Congresso nas pautas do governo.
O que esperar da nova gestão?
A mudança no comando da Fazenda acontece em um momento importante para a economia brasileira. A inflação, apesar de mostrar sinais de arrefecimento, ainda preocupa. Os juros altos, consequência da política de aperto monetário do Banco Central, também pesam no bolso do brasileiro. A expectativa é que Durigan dê continuidade ao trabalho de Haddad, buscando o equilíbrio fiscal e o crescimento econômico sustentável.
É importante lembrar que Durigan já vinha atuando ativamente na Fazenda como secretário-executivo, ou seja, conhece bem os desafios e as prioridades da pasta. Resta saber se ele terá a mesma articulação política de Haddad para negociar com o Congresso e implementar as medidas necessárias.
China restringe a exportação de fertilizantes
No cenário global, a China, um dos principais fornecedores de fertilizantes para o Brasil, está restringindo suas exportações. A medida, segundo a agência Reuters, visa proteger o mercado interno chinês, mas acaba impactando outros países, incluindo o nosso.
Para quem não está familiarizado, fertilizantes são essenciais para a agricultura. Eles nutrem o solo e garantem boas colheitas. Sem eles, a produção cai e, consequentemente, os preços dos alimentos sobem.
Por que isso afeta o Brasil?
O Brasil depende muito da importação de fertilizantes, e a China é um dos nossos principais parceiros. Em 2025, 11,5% dos fertilizantes comprados pelo Brasil vieram de lá, o que representa mais de US$ 93 milhões. Com a restrição chinesa, a oferta de fertilizantes no mercado internacional diminui, e os preços tendem a subir. E quem paga a conta? Você, no supermercado.
É como se, de repente, o padeiro te dissesse que o saco de farinha, que antes custava R$ 50, agora está custando R$ 75. Ele provavelmente vai ter que repassar parte desse aumento para o preço do pão, certo?
Guerra no Oriente Médio agrava a situação
Para piorar o cenário, a guerra no Oriente Médio também está impactando a disponibilidade de fertilizantes. O Estreito de Ormuz, rota crucial para o transporte marítimo, está com o tráfego dificultado, o que dificulta a chegada dos produtos. Segundo a Reuters, cerca de um terço do suprimento de fertilizantes passa por ali.
Com a restrição chinesa e os problemas no Oriente Médio, o agronegócio brasileiro fica em alerta. A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) já manifestou preocupação com a situação e cobra medidas do governo para garantir o abastecimento de fertilizantes a preços justos.
A solução pode passar por diversificar os fornecedores, buscar alternativas de produção nacional e investir em tecnologias que reduzam a dependência de fertilizantes importados. O futuro da nossa comida está em jogo.
Disclaimer: Este artigo tem fins informativos e não constitui recomendação de investimento. Cada investidor deve realizar sua própria análise e consultar um profissional qualificado antes de tomar qualquer decisão.