O mata-mata da Copa do Mundo 2026 entrou na fase em que cada jogo mexe com dezenas de milhões de dólares. Com a eliminação do Brasil pela Noruega neste domingo (5), três seleções já garantiram vaga nas quartas de final — Marrocos, França e a própria Noruega — e, com ela, um cheque mínimo de US$ 19 milhões da Fifa, cerca de R$ 98 milhões na cotação atual do dólar.
A edição deste ano distribui o maior bolo de prêmios da história do torneio: US$ 727 milhões no total, sendo US$ 655 milhões atrelados ao desempenho em campo. O montante é cerca de 50% maior que o pago no Catar, em 2022, quando o total foi de US$ 440 milhões.
A tabela completa da premiação
Os valores aprovados pelo Conselho da Fifa escalonam o prêmio conforme a colocação final:
- Campeão: US$ 50 milhões (cerca de R$ 258 milhões)
- Vice-campeão: US$ 33 milhões
- 3º lugar: US$ 29 milhões
- 4º lugar: US$ 27 milhões
- Quartas de final (5º ao 8º): US$ 19 milhões
- Oitavas de final (9º ao 16º): US$ 15 milhões
- Segunda fase (17º ao 32º): US$ 11 milhões
- Fase de grupos (33º ao 48º): US$ 9 milhões
Além disso, cada uma das 48 seleções recebeu US$ 1,5 milhão antes do torneio para custos de preparação — o que garante um piso de US$ 10,5 milhões até para quem caiu na primeira fase.
Quanto vale cada vitória daqui para frente
O desenho da premiação transforma o mata-mata em uma escada financeira. Avançar das oitavas para as quartas rende US$ 4 milhões extras. Quem passa das quartas tem, no mínimo, o prêmio de 4º lugar assegurado — US$ 27 milhões, um salto de US$ 8 milhões. Chegar à final garante ao menos os US$ 33 milhões do vice. E o título paga US$ 50 milhões, o maior prêmio já dado a um campeão mundial: a Argentina levou US$ 42 milhões em 2022 e a França, US$ 38 milhões em 2018.
Somando a verba de preparação, o campeão desta Copa sairá dos Estados Unidos com US$ 51,5 milhões — na cotação atual, algo próximo de R$ 266 milhões. Como o pagamento é feito em dólar às federações, o valor final em moeda local ainda depende do câmbio no momento da conversão.
Quem já garantiu o quê
Marrocos abriu as oitavas no sábado goleando o Canadá por 3 a 0 e foi a primeira seleção a assegurar os US$ 19 milhões das quartas. Horas depois, a França venceu o Paraguai por 1 a 0, com gol de pênalti de Mbappé, e garantiu a mesma faixa — os dois se enfrentam na quinta-feira (9), em Boston. Neste domingo foi a vez da Noruega, que bateu o Brasil por 2 a 1 com dois gols de Haaland e disputa as quartas no sábado (11), contra o vencedor de México x Inglaterra.
As seleções eliminadas nas oitavas, como Brasil, Canadá e Paraguai, ficam com US$ 15 milhões cada. Ainda nesta segunda-feira (6) jogam Portugal x Espanha e Estados Unidos x Bélgica; na terça (7), Argentina x Egito e Suíça x Colômbia fecham a fase — em cada um desses jogos, os US$ 4 milhões de diferença entre uma faixa e outra estarão em disputa.
Por que a Fifa aumentou tanto o prêmio
O salto de 50% no bolo acompanha a expansão do torneio de 32 para 48 seleções e o aumento das receitas da entidade com direitos de transmissão e patrocínio no ciclo 2023-2026. Quem acompanha as finanças do futebol há algum tempo reconhece o padrão: a cada ciclo, a Fifa amplia o prêmio para acomodar mais federações no bolo sem reduzir o incentivo de quem chega longe. Na prática, o dinheiro novo foi mais para a base da pirâmide — o piso de US$ 10,5 milhões por participação é recorde — enquanto o topo segue concentrando os maiores saltos por fase.
Para federações de menor orçamento, esses valores não são detalhe contábil. Os US$ 19 milhões já garantidos pelo Marrocos, por exemplo, superam com folga a receita anual de boa parte das confederações africanas — e ajudam a explicar por que cada vaga no mata-mata avançado é tratada como um projeto de Estado esportivo. A final está marcada para 19 de julho, em Nova Jersey, e definirá para onde vai o maior cheque da história das Copas.
Disclaimer: Este artigo tem fins informativos e não constitui recomendação de investimento. Cada investidor deve realizar sua própria análise e consultar um profissional qualificado antes de tomar qualquer decisão.