Sabe aquela história de que o sistema tributário brasileiro é complicado? Pois bem, ela ganhou mais um capítulo nesta quarta-feira. O Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu que as empresas que optam pelo regime de lucro presumido, uma forma simplificada de tributação, terão que incluir o PIS (Programa de Integração Social) e a Cofins (Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social) na base de cálculo do Imposto de Renda da Pessoa Jurídica (IRPJ) e da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL).
O que muda com a decisão do STJ?
Para entender o que isso significa na prática, vamos simplificar. Imagine que você tem uma pequena empresa e escolheu o regime de lucro presumido para facilitar o pagamento de impostos. Nesse regime, em vez de calcular o imposto sobre o lucro real, o governo presume uma porcentagem de lucro sobre o seu faturamento e cobra os impostos sobre esse valor.
A decisão do STJ determina que, para calcular essa base de cálculo presumida, você terá que considerar também os valores referentes ao PIS e à Cofins. Em outras palavras, o valor a ser tributado será um pouco maior.
Por que essa decisão é importante?
Essa decisão é importante porque ela afeta diretamente a carga tributária das empresas que optam pelo lucro presumido. A inclusão do PIS/Cofins na base de cálculo do IRPJ e da CSLL significa, na prática, um aumento nos impostos a serem pagos.
Segundo a Folha de S.Paulo, a decisão foi tomada de forma unânime pela 1ª Seção do STJ ao julgar o Tema Repetitivo 1.312. O relator do caso, ministro Paulo Sérgio Domingues, argumentou que o lucro presumido é uma sistemática simplificada que restringe as possibilidades de dedução, justificando a inclusão do PIS/Cofins na base de cálculo.
Qual o impacto para as empresas?
O impacto dessa decisão varia de empresa para empresa, dependendo do seu faturamento e das suas despesas. No entanto, de forma geral, a expectativa é de que as empresas que optam pelo lucro presumido terão que desembolsar um pouco mais para pagar os impostos.
Para o consumidor final, a consequência pode ser um leve aumento nos preços de alguns produtos e serviços, já que as empresas podem repassar parte desse aumento de custos para o consumidor. Em outras palavras, o aumento dos custos para as empresas pode resultar em preços ligeiramente mais altos para os consumidores.
O que é o regime de lucro presumido?
É importante lembrar que o regime de lucro presumido é uma das opções de tributação disponíveis para as empresas no Brasil. Ele é geralmente escolhido por empresas menores, com faturamento anual de até R$ 78 milhões, por ser considerado mais simples do que o regime de lucro real.
Nesse regime, o governo presume uma porcentagem de lucro sobre o faturamento da empresa, que varia de acordo com a atividade exercida. Sobre essa base de cálculo presumida, são aplicadas as alíquotas de IRPJ e CSLL.
O que esperar daqui para frente?
A decisão do STJ já foi tomada, e agora as empresas que optam pelo lucro presumido precisam se adequar à nova regra. É importante que os empresários conversem com seus contadores para entender como essa mudança impactará seus negócios e planejar o pagamento dos impostos.
Em um sistema tributário já complexo, essa decisão adiciona mais uma camada de atenção para os empreendedores. Resta acompanhar os próximos capítulos e ver como essa mudança se refletirá na economia brasileira.
Disclaimer: Este artigo tem fins informativos e não constitui recomendação de investimento. Cada investidor deve realizar sua própria análise e consultar um profissional qualificado antes de tomar qualquer decisão.