Sabe aquele aperto no orçamento que a gente sente toda vez que vai ao supermercado? Pois é, ele pode estar prestes a diminuir um pouquinho. Donald Trump, o ex-presidente dos EUA que pode estar voltando ao cenário político, está considerando aliviar as tarifas de importação sobre o aço e o alumínio. E acredite, essa história lá de fora tem tudo a ver com o seu bolso aqui no Brasil.
Por que Trump quer mudar as regras?
A pressão vem de um lado bem conhecido de todos nós: o custo de vida. Nos Estados Unidos, assim como aqui, a inflação tem pesado no bolso dos consumidores. E, como as eleições legislativas estão chegando em novembro, Trump quer mostrar que está do lado do povo. Segundo reportagem do Financial Times, autoridades do governo americano já notaram que as tarifas estão encarecendo produtos básicos, como as formas de torta e as latas de alimentos. Imagina pagar mais caro até pela embalagem?
Para quem não lembra, o republicano impôs tarifas de até 50% sobre importações de aço e alumínio em junho do ano passado e, depois, estendeu a cobrança para diversos produtos feitos com esses materiais. Foi um choque e, como sempre acontece, a conta acaba sobrando para o consumidor final.
Como isso afeta o Brasil?
O Brasil também sentiu o baque das tarifas de Trump. Parte da produção brasileira ainda é impactada pela cobrança adicional de sobretaxa de 40%, que foi determinada por Trump em junho do ano passado. Na época, o governo americano isentou uns 700 itens, incluindo peças de aviação, e depois aliviou a carga sobre outros 200, principalmente produtos agrícolas e de pecuária. Mas, ainda assim, cerca de 22% das exportações brasileiras continuam pagando essa taxa extra, segundo dados do vice-presidente da República.
Afinal, o que acontece se Trump realmente aliviar essas tarifas? A resposta é simples: os produtos feitos com aço e alumínio, tanto lá quanto aqui, podem ficar mais baratos. E isso vai desde a latinha de cerveja do fim de semana até o carro novo que você está sonhando em comprar. É como se fosse um pequeno respiro para o seu orçamento.
O que esperar?
Ainda é cedo para cravar que tudo vai ficar mais barato da noite para o dia. A decisão de Trump ainda está em estudo e pode levar um tempo para ser implementada. Além disso, outros fatores também influenciam os preços, como o câmbio, a inflação interna e as decisões do Banco Central.
Se a Selic sobe, por exemplo, é como se o freio da economia fosse acionado. Tudo fica mais caro, as pessoas gastam menos e a inflação tende a cair. Mas, se as tarifas de importação diminuírem, é como se déssemos um empurrãozinho para a economia, aliviando um pouco a pressão sobre os preços.
Vale lembrar que o cenário econômico é sempre complexo e cheio de variáveis. O que acontece lá fora, muitas vezes, tem um impacto direto no nosso bolso. Por isso, é importante ficar de olho nas notícias e entender como as decisões políticas e econômicas podem influenciar o seu dia a dia.
E por falar em cenário complexo, a situação envolvendo o Banco Master e as recentes investigações que chegaram até o STF mostram como o mercado financeiro pode ser sensível a mudanças e incertezas. Uma crise financeira, por exemplo, poderia anular qualquer efeito positivo da redução das tarifas de Trump. É como um castelo de cartas: basta uma peça cair para tudo desmoronar.
Por fim, é bom lembrar que o mercado de fundos também está de olho nessas mudanças. Afinal, a performance dos investimentos está diretamente ligada à saúde da economia. Se as tarifas diminuírem e a economia americana se fortalecer, os fundos que investem em empresas ligadas ao comércio internacional podem se beneficiar. Mas, como sempre, é importante diversificar e não colocar todos os ovos na mesma cesta.
Disclaimer: Este artigo tem fins informativos e não constitui recomendação de investimento. Cada investidor deve realizar sua própria análise e consultar um profissional qualificado antes de tomar qualquer decisão.