Sabe aquela sensação de que o dinheiro está rendendo menos? Os números do comércio varejista mostram que você não está sozinho nessa. As vendas no varejo cresceram 1,6% em 2025, mas o ritmo desacelerou bastante em comparação com o ano anterior, quando o crescimento foi de 4,1%. Em dezembro, inclusive, as vendas caíram 0,4% em relação a novembro.
Por que essa freada no comércio?
Vários fatores explicam essa desaceleração. Um deles é a famosa Black Friday. Muita gente aproveitou as promoções de novembro para adiantar as compras de Natal, o que acabou esvaziando um pouco o movimento de dezembro. É como se a gente tivesse esticado a corda do orçamento em um mês e precisado dar uma folga no seguinte.
Outro fator importante é a taxa de juros ainda elevada. Desde junho do ano passado, a Selic está em 15%. Se a Selic sobe, é como se o freio da economia fosse acionado – tudo fica mais caro, do financiamento da casa própria ao crediário da loja de eletrodomésticos.
Juros altos, crédito mais caro
Com o crédito mais caro, as famílias pensam duas vezes antes de comprar. Afinal, ninguém quer se endividar e perder o sono, né? E quando as pessoas seguram os gastos, o comércio sente o impacto.
O que as lojas estão vendendo mais (e menos)
Nem todos os setores do varejo sofreram da mesma forma. Segundo apuração do Money Times Economia, sete das oito atividades do varejo registraram expansão em 2025. Artigos farmacêuticos, móveis, eletrodomésticos e equipamentos de informática foram alguns dos destaques positivos.
Por outro lado, o setor de livros, jornais, revistas e papelaria foi o único a apresentar queda nas vendas. No varejo ampliado, que inclui veículos e material de construção, também houve retração.
E a inflação nessa história?
A inflação, medida pelo IGP-10, caiu 0,42% em fevereiro, ficando abaixo das projeções. Boa notícia, certo? Mais ou menos. Uma inflação mais baixa pode indicar uma demanda mais fraca, o que reforça o cenário de desaceleração da economia.
Commodities e o impacto no seu bolso
Os preços das commodities, como petróleo e minério de ferro, também influenciam a inflação e, consequentemente, o poder de compra do brasileiro. Se as commodities sobem, fica tudo mais caro, desde o combustível até os alimentos.
O que esperar para o futuro?
É difícil cravar o que vai acontecer nos próximos meses, mas a expectativa é que o Banco Central comece a reduzir a taxa de juros em breve. Se isso acontecer, o crédito deve ficar mais barato, o que pode dar um novo impulso ao comércio.
Por enquanto, a dica é pesquisar bastante antes de comprar, comparar preços e, se possível, evitar o endividamento. Afinal, com a economia ainda patinando, todo cuidado é pouco para proteger o seu bolso.
Pense assim: o momento é de cautela, mas não de pânico. A economia brasileira é resiliente e, com as medidas certas, pode voltar a crescer em breve.
Disclaimer: Este artigo tem fins informativos e não constitui recomendação de investimento. Cada investidor deve realizar sua própria análise e consultar um profissional qualificado antes de tomar qualquer decisão.