O que são Derivativos e para que servem?
Derivativos são instrumentos financeiros cujo valor deriva de um ativo subjacente, como ações, índices, moedas ou commodities. Em outras palavras, o preço de um derivativo está intrinsecamente ligado ao preço de outro ativo. Eles são amplamente utilizados por investidores e instituições para proteção (hedge), especulação e arbitragem, permitindo estratégias sofisticadas de gestão de risco e potencial de retorno.
Ativo Subjacente
O ativo subjacente é o "coração" do derivativo. É o ativo do qual o valor do derivativo é derivado. Esse ativo pode ser:
- Índices de mercado: Como o Ibovespa, S&P 500 ou Euro Stoxx 50.
- Moedas: Como o dólar americano (USD), euro (EUR) ou libra esterlina (GBP).
- Ações: De empresas listadas na bolsa de valores, como Petrobras (PETR4) ou Vale (VALE3).
- Commodities: Matérias-primas como soja, milho, café, ouro, petróleo e minério de ferro.
- Taxas de referência: Taxa DI (Depósitos Interfinanceiros), taxa Selic (taxa básica de juros da economia) e o CDI (Certificado de Depósito Interbancário).
A escolha do ativo subjacente dependerá da estratégia do investidor e dos seus objetivos.
Funções dos Derivativos: Hedge, Especulação e Arbitragem
Os derivativos desempenham três funções principais no mercado financeiro:
- Hedge (Proteção): Investidores e empresas utilizam derivativos para se proteger contra flutuações adversas de preços. Por exemplo, um produtor agrícola pode fixar o preço de venda de sua safra futura por meio de contratos futuros, garantindo uma receita previsível independentemente das oscilações de mercado.
- Especulação: Derivativos permitem que investidores assumam posições alavancadas, apostando na direção futura dos preços dos ativos subjacentes. Essa estratégia busca lucros com base nas expectativas de mercado, mas envolve riscos significativos devido à possibilidade de perdas amplificadas.
- Arbitragem: Investidores exploram ineficiências de preços entre mercados ou instrumentos relacionados, utilizando derivativos para obter lucros sem risco. Por exemplo, comprando um ativo em um mercado no qual está subvalorizado e vendendo em outro onde está sobrevalorizado, aproveitando a diferença de preços.
Como Funcionam os Derivativos?
Os derivativos financeiros são negociados tanto na bolsa de valores brasileira, a B3, quanto no mercado de balcão (OTC - Over-the-Counter).
Negociação na B3 e no Mercado de Balcão
- B3 (Bolsa de Valores Brasileira): Na Bolsa, os derivativos funcionam por meio de contratos padronizados, nos quais dois investidores se comprometem à compra ou venda de um determinado ativo em prazo determinado e por um valor predefinido. Todos os elementos da negociação, como quantidade, qualidade dos ativos, prazo de liquidação e forma de cotação, são especificados previamente, trazendo maior segurança e transparência para ambas as partes.
- Mercado de Balcão (OTC): No mercado de balcão, os contratos podem ser customizados conforme a necessidade das partes, mas também devem ser registrados na B3 para garantir transparência e segurança jurídica. A negociação OTC envolve, geralmente, acordos bilaterais entre duas partes, sem a intermediação de uma bolsa de valores. Isso permite maior flexibilidade na estruturação dos contratos, mas também pode implicar maior risco de crédito.
Transparência e Segurança Jurídica
Independentemente do tipo de derivativo, o valor do contrato sempre depende do desempenho de um ativo subjacente, como ações, índices, moedas, commodities ou taxas de referência. A B3 desempenha um papel crucial na garantia da transparência e segurança jurídica das operações com derivativos, tanto as negociadas em bolsa quanto as registradas no mercado de balcão.
Investidores institucionais e empresas são os principais usuários de derivativos, mas o acesso por investidores pessoa física vem crescendo no Brasil.
Tipos de Derivativos
Os quatro tipos mais comuns de derivativos são:
- Mercado a Termo
- Mercado Futuro
- Mercado de Opções
- Swaps
Mercado a Termo
No mercado a termo, ambas as partes envolvidas na negociação fazem um compromisso de compra e venda de um determinado ativo real (mercadoria) em quantidade e qualidade preestabelecidas. O investidor e o vendedor tendem a permanecer no investimento até a data final do contrato, quando o comprador paga pelo ativo e o vendedor o entrega, sendo concluída a negociação.
Mercado Futuro
O mercado futuro funciona de forma semelhante ao mercado a termo, mas com uma diferença fundamental: os preços são ajustados diariamente. Isso significa que todos os dias são apuradas as alterações de preços dos ativos para contabilizar as perdas e ganhos dos envolvidos, que podem permanecer no investimento ou sair, dependendo das condições e das expectativas de cada parte. O investidor que aplica em derivativos no mercado futuro não está comprando o ativo em si, mas o direito sobre as oscilações do valor daquele produto. Esse tipo de derivativo precisa de depósito de garantia, tem custo mais elevado do que os contratos do mercado a termo e pode trazer mais instabilidade ao fluxo de caixa do investidor.
Mercado de Opções
Nesta modalidade de derivativo, é negociado o direito de compra (call) ou venda (put) de um ativo – que pode ser uma aplicação financeira ou uma mercadoria – por um preço fixo em uma data futura. Para adquirir esse direito, o investidor (titular) paga ao vendedor (lançador) um valor chamado prêmio. O titular tem o direito, mas não a obrigação, de exercer a opção na data acordada. O vendedor (lançador) da opção, por sua vez, tem a obrigação de cumprir o contrato caso o titular decida exercer o direito.
Swaps
Os swaps são a modalidade mais institucional de derivativos. Grandes empresas, governos e instituições usam esse instrumento para, basicamente, se proteger de cenários de incerteza. Em linhas gerais, há uma troca de rentabilidade entre dois ativos diferentes, considerando os objetivos de cada parte. No swap, a operação é finalizada apenas ao fim do contrato.
Mercado a Termo: Compromisso de Compra e Venda
No mercado a termo, as partes firmam um contrato para comprar ou vender um ativo em uma data futura, a um preço predeterminado. É um compromisso firme, o que significa que ambas as partes são obrigadas a cumprir o acordo, independentemente das flutuações de preço do ativo subjacente.
Exemplo de Negociação a Termo
Imagine que um produtor de milho negocie um contrato a termo com uma empresa de alimentos para vender 100 toneladas de milho em 6 meses, ao preço de R$ 800 por tonelada. O produtor garante um preço de venda fixo, independentemente de o preço do milho subir ou descer no mercado. A empresa de alimentos garante o recebimento do milho pelo preço acordado, protegendo-se contra uma possível alta nos preços.
Se, na data de vencimento do contrato, o preço do milho no mercado à vista estiver R$ 900 por tonelada, o produtor ainda será obrigado a vender o milho por R$ 800 por tonelada, cumprindo o contrato a termo. Por outro lado, se o preço do milho cair para R$ 700 por tonelada, a empresa de alimentos ainda será obrigada a comprar o milho por R$ 800 por tonelada.
Aplicações do Mercado a Termo
O mercado a termo pode ser utilizado tanto para mercadorias (commodities) quanto para ativos financeiros, como ações e moedas. Esses contratos podem ser negociados na bolsa de valores – onde são mais comuns para ações – ou no mercado de balcão, que oferece maior flexibilidade em relação a prazos e tipos de ativos.
- Produtores agrícolas: Para fixar o preço de venda de suas safras futuras, protegendo-se contra quedas nos preços.
- Empresas de alimentos: Para garantir o fornecimento de matérias-primas a preços predefinidos, protegendo-se contra altas nos preços.
- Investidores: Para especular sobre a direção futura dos preços de ativos, como ações e moedas.
Mercado Futuro
O mercado futuro é um ambiente de negociação onde são comprados e vendidos contratos padronizados para a entrega futura de um ativo a um preço predeterminado. A principal característica do mercado futuro é a sua liquidez e a presença de ajustes diários (marcação a mercado), o que o diferencia do mercado a termo.
Marcação a Mercado: Diariamente, as posições dos investidores são ajustadas de acordo com a variação do preço do contrato futuro. Se o preço subir, o investidor que comprou o contrato recebe a diferença. Se o preço cair, o investidor que vendeu o contrato recebe a diferença. Esse processo garante que as perdas e ganhos sejam reconhecidos diariamente, minimizando o risco de crédito.
Depósito de Garantia: Para operar no mercado futuro, os investidores precisam depositar uma margem de garantia, que é uma porcentagem do valor total do contrato. Essa margem serve para cobrir eventuais perdas decorrentes da variação do preço do ativo subjacente. Se a margem for consumida pelas perdas, o investidor precisa complementar o depósito, sob pena de ter sua posição encerrada compulsoriamente.
Exemplo Prático:
Imagine que um investidor acredite que o preço do contrato futuro de boi gordo (BGI) irá subir. Em 26 de abril de 2024, o contrato BGIK24 (vencimento em abril de 2024) está cotado a R$ 245,00 por arroba. Cada contrato corresponde a 330 arrobas de boi gordo. Portanto, o valor total do contrato é de R$ 80.850,00 (245,00 x 330).
Para operar esse contrato, o investidor precisa depositar uma margem de garantia, que, para fins de exemplo, vamos supor que seja de 10% do valor total do contrato, ou seja, R$ 8.085,00.
- Cenário 1: O preço do contrato sobe para R$ 250,00 por arroba. O investidor tem um lucro de R$ 1.650,00 (5,00 x 330). Esse valor é creditado na conta do investidor no dia seguinte.
- Cenário 2: O preço do contrato cai para R$ 240,00 por arroba. O investidor tem um prejuízo de R$ 1.650,00 (5,00 x 330). Esse valor é debitado da conta do investidor no dia seguinte. Se o prejuízo consumir grande parte da margem de garantia, o investidor será notificado para complementar o depósito.
Aplicações do Mercado Futuro:
- Hedge: Produtores e consumidores de commodities podem usar o mercado futuro para proteger seus preços contra flutuações.
- Especulação: Investidores podem usar o mercado futuro para apostar na direção futura dos preços de ativos, buscando lucros rápidos.
- Arbitragem: Investidores podem explorar diferenças de preços entre mercados futuros e à vista, buscando lucros sem risco.
Riscos do Mercado Futuro:
- Alavancagem: O mercado futuro oferece alta alavancagem, o que pode amplificar tanto os lucros quanto as perdas.
- Marcação a Mercado: A marcação a mercado pode gerar chamadas de margem inesperadas, exigindo que o investidor complemente o depósito rapidamente.
- Volatilidade: Os preços dos contratos futuros podem ser voláteis, o que pode gerar grandes perdas em um curto período de tempo.
Mercado de Opções: Flexibilidade e Estratégias Diversificadas
O mercado de opções oferece aos investidores a flexibilidade de comprar ou vender o direito (mas não a obrigação) de negociar um ativo subjacente a um preço predeterminado (preço de exercício) até uma data de vencimento específica. As opções são instrumentos versáteis que podem ser usados para hedge, especulação e geração de renda.
Tipos de Opções:
- Opção de Compra (Call): Dá ao comprador o direito de comprar o ativo subjacente ao preço de exercício. O comprador de uma call espera que o preço do ativo suba.
- Opção de Venda (Put): Dá ao comprador o direito de vender o ativo subjacente ao preço de exercício. O comprador de uma put espera que o preço do ativo caia.
Elementos de uma Opção:
- Ativo Subjacente: O ativo que será comprado ou vendido se a opção for exercida.
- Preço de Exercício (Strike Price): O preço pelo qual o ativo será comprado ou vendido se a opção for exercida.
- Data de Vencimento: A data final em que a opção pode ser exercida.
- Prêmio: O preço pago pelo comprador ao vendedor da opção.
Exemplo Prático:
Imagine que um investidor acredite que as ações da Petrobras (PETR4) irão subir nos próximos meses. As ações da PETR4 estão sendo negociadas a R$ 35,00. O investidor pode comprar uma opção de compra (call) com preço de exercício de R$ 36,00 e vencimento em 3 meses, pagando um prêmio de R$ 2,00 por ação.
- Cenário 1: As ações da PETR4 sobem para R$ 40,00. O investidor pode exercer a opção, comprando as ações por R$ 36,00 e vendendo-as no mercado por R$ 40,00, obtendo um lucro de R$ 4,00 por ação (antes de descontar o prêmio pago). Descontando o prêmio de R$ 2,00, o lucro líquido é de R$ 2,00 por ação.
- Cenário 2: As ações da PETR4 permanecem em R$ 35,00 ou caem abaixo de R$ 36,00. O investidor não exerce a opção, perdendo apenas o prêmio pago de R$ 2,00 por ação.
Estratégias com Opções:
- Compra de Call: Aposta na alta do preço do ativo subjacente.
- Compra de Put: Aposta na queda do preço do ativo subjacente.
- Venda Coberta (Covered Call): Venda de uma call para gerar renda em uma carteira de ações existente.
- Compra de Straddle: Compra simultânea de uma call e uma put com o mesmo preço de exercício e data de vencimento, apostando em alta volatilidade do ativo subjacente.
Riscos do Mercado de Opções:
- Perda Total do Prêmio: Se a opção não for exercida, o comprador perde todo o prêmio pago.
- Volatilidade: O preço das opções pode ser volátil, especialmente perto da data de vencimento.
- Complexidade: As estratégias com opções podem ser complexas e exigir conhecimento e experiência.
Swaps: Troca de Fluxos Financeiros Personalizados
Os swaps são contratos que permitem a troca de fluxos de caixa entre duas partes, com base em diferentes variáveis, como taxas de juros, moedas ou índices. Os swaps são instrumentos altamente customizáveis e são amplamente utilizados por empresas e instituições financeiras para gerenciar riscos e otimizar seus fluxos de caixa.
Tipos de Swaps:
- Swap de Taxa de Juros (Interest Rate Swap): Troca de fluxos de caixa baseados em diferentes taxas de juros, como fixa por variável.
- Swap de Moedas (Currency Swap): Troca de fluxos de caixa denominados em diferentes moedas.
- Swap de Commodities (Commodity Swap): Troca de fluxos de caixa baseados no preço de uma commodity.
- Swap de Crédito (Credit Default Swap - CDS): Transferência do risco de crédito de um emissor para outro.
Exemplo Prático:
Uma empresa brasileira tem uma dívida em dólar com taxa de juros variável (Libor + 2%). A empresa está preocupada com a possibilidade de alta da taxa Libor e quer se proteger contra esse risco. A empresa pode celebrar um swap de taxa de juros com um banco, em que a empresa paga uma taxa de juros fixa ao banco e recebe do banco a taxa Libor + 2%. Dessa forma, a empresa transforma sua dívida com taxa variável em uma dívida com taxa fixa, eliminando o risco de alta da Libor.
Aplicações dos Swaps:
- Gerenciamento de Riscos: Empresas podem usar swaps para proteger seus fluxos de caixa contra flutuações de taxas de juros, moedas e commodities.
- Otimização de Fluxos de Caixa: Empresas podem usar swaps para ajustar seus fluxos de caixa às suas necessidades de financiamento.
- Especulação: Investidores podem usar swaps para apostar na direção futura de taxas de juros, moedas e commodities.
Riscos dos Swaps:
- Risco de Crédito: Risco de que a contraparte do swap não cumpra suas obrigações.
- Risco de Mercado: Risco de perdas devido a flutuações de taxas de juros, moedas e commodities.
- Complexidade: Os swaps são instrumentos complexos e exigem conhecimento e experiência para serem utilizados de forma eficaz.
Por que investir em Derivativos?
Os derivativos são usados, majoritariamente, por causa de fatores específicos que os tornam bastante diferentes de outras opções de investimento.
Mesmo que sejam alguns dos instrumentos financeiros mais complexos do mercado, há bons argumentos a favor de manter uma estratégia em derivativos, principalmente para grandes investidores e empresas.
Proteção aos riscos
Contratos futuros e contratos de opções podem alterar o risco de investir no mercado à vista. Um investidor que tem um ativo pode se proteger vendendo um contrato futuro ou comprando uma opção de venda, por exemplo, compensando perdas no mercado à vista.
O mercado de derivativos é bastante conhecido principalmente por oferecer essa proteção para quem sabe operar esses contratos, pois permitem trocar o risco entre investidores. Isto é, quem deseja reduzir o risco pode transferi-lo para quem quer assumi-lo.
Vantagens operacionais
Os derivativos têm custos de transação mais baixos e maior liquidez em comparação ao mercado à vista da Bolsa. Além disso, com uma boa garantia, é possível investir em um lote considerável com menos dinheiro do que no mercado à vista. Por outro lado, isso também aumenta os riscos, pois, assim como os ganhos podem ser maiores, as perdas também podem.
Quais os riscos dos derivativos?
Uma das principais desvantagens do uso de derivativos é a complexidade das operações. Os termos e condições dos contratos podem ser difíceis de entender, monitorar e executar. Isso significa que qualquer erro por falta de conhecimento pode acarretar grandes perdas de patrimônio.
- Risco de mercado: é a possibilidade de perdas devido a flutuações nos preços dos ativos subjacentes. Como os derivativos derivam seu valor de outros ativos, mudanças inesperadas no mercado podem impactar significativamente seu valor;
- Risco de liquidez: é a dificuldade de comprar ou vender um derivativo sem afetar seu preço. Se um investidor precisar liquidar sua posição rapidamente, pode não encontrar compradores dispostos a pagar um preço justo;
- Risco de crédito: é o risco de que a contraparte em um contrato de derivativo não cumpra suas obrigações. Isso é mais relevante no mercado de balcão, onde os contratos são negociados diretamente entre as partes;
- Risco de alavancagem: a alavancagem amplifica tanto os ganhos quanto as perdas. Um pequeno movimento no preço do ativo subjacente pode resultar em grandes perdas para o investidor alavancado;
- Risco de modelo: os modelos de precificação de derivativos são complexos e podem conter erros. Se o modelo estiver incorreto, o investidor pode tomar decisões erradas e sofrer perdas.
Considerações Finais:
Investir em derivativos exige conhecimento, disciplina e uma compreensão clara dos riscos envolvidos. Antes de começar a operar, é fundamental estudar o mercado, definir seus objetivos e tolerância a riscos, e buscar orientação de profissionais qualificados. Os derivativos podem ser ferramentas poderosas para investidores experientes, mas também podem ser perigosos para quem não está preparado.
Perguntas Frequentes
O que acontece se eu não tiver dinheiro para cobrir as margens em um contrato futuro?
Se você não tiver fundos suficientes para cobrir as chamadas de margem em um contrato futuro, sua corretora pode liquidar sua posição para cobrir o déficit. Isso pode resultar em perdas significativas, pois você será forçado a vender seus contratos a preços desfavoráveis no mercado, além de possíveis taxas e encargos da corretora.
Qual a diferença entre derivativos negociados na B3 e no mercado de balcão?
Derivativos negociados na B3 (Bolsa de Valores) são padronizados, possuem maior liquidez e são compensados por uma câmara de compensação, o que reduz o risco de contraparte. Já os derivativos negociados no mercado de balcão (OTC) são personalizados, com termos negociados diretamente entre as partes, e o risco de contraparte é maior, exigindo análise mais aprofundada.
Como a alavancagem nos derivativos pode afetar meus investimentos?
A alavancagem nos derivativos permite controlar uma grande quantidade de ativos com um investimento relativamente pequeno, potencializando os lucros, mas também as perdas. Se o mercado se mover contra a sua posição, as perdas podem exceder o valor investido inicialmente, levando a um endividamento considerável.
Quais são as taxas e impostos envolvidos ao investir em derivativos?
Ao investir em derivativos, você estará sujeito a taxas de corretagem, emolumentos da bolsa e, no caso de lucro, Imposto de Renda. A alíquota do Imposto de Renda sobre ganhos em derivativos é de 15% para operações comuns e 20% para day trade, sendo que parte dos impostos são retidos na fonte e a diferença deve ser paga pelo investidor.
Qual o papel da corretora ao investir em derivativos?
A corretora atua como intermediária entre você e o mercado de derivativos, executando suas ordens de compra e venda. Além disso, a corretora é responsável por garantir que você tenha margem suficiente para operar, monitorar suas posições e fornecer informações sobre o mercado.
Como posso usar derivativos para proteger minha carteira de investimentos?
Derivativos como opções e contratos futuros podem ser utilizados para proteger sua carteira contra quedas no mercado ou volatilidade excessiva, através de estratégias de hedge. Por exemplo, você pode comprar opções de venda (puts) de um índice para se proteger contra uma queda generalizada no mercado acionário.
É possível investir em derivativos com pouco dinheiro?
Sim, é possível investir em derivativos com pouco dinheiro devido à alavancagem, que permite controlar um valor maior de ativos com um investimento inicial menor. No entanto, é crucial ter cautela e entender os riscos envolvidos, pois a alavancagem também pode amplificar as perdas.
Quais os principais erros que investidores iniciantes cometem ao operar derivativos?
Investidores iniciantes frequentemente cometem o erro de não entender completamente os riscos da alavancagem, superestimar seus conhecimentos e operar sem um plano de negociação definido. Outros erros comuns incluem não diversificar as operações, ignorar a importância do gerenciamento de risco e deixar as emoções influenciarem as decisões de investimento.
Onde posso encontrar informações e cursos sobre derivativos?
Você pode encontrar informações sobre derivativos em sites especializados em finanças, plataformas de notícias do mercado financeiro, e nos sites das bolsas de valores, como a B3. Diversas corretoras e instituições financeiras também oferecem cursos e materiais educativos sobre o tema, tanto online quanto presenciais.
Qual a relação entre o ativo subjacente e o preço de um derivativo?
O preço de um derivativo é derivado do preço de um ativo subjacente, como ações, commodities, moedas ou taxas de juros. A variação no preço do ativo subjacente impacta diretamente o preço do derivativo, e a relação entre eles pode ser complexa, influenciada por fatores como tempo até o vencimento, volatilidade e taxas de juros.
Disclaimer: Este guia tem fins educacionais e informativos, não constituindo recomendação de investimento. Cada investidor deve realizar sua própria análise e consultar um profissional qualificado antes de tomar qualquer decisão.