O pregão desta terça-feira (02/06/2026) traz movimentações interessantes para investidores de olho em oportunidades. Enquanto o Ibovespa busca fôlego com os holofotes voltados para as tarifas dos EUA, papéis como Klabin (KLBN11), WEG (WEGE3) e Rede D’Or (RDOR3) ganham destaque com análises e recomendações que merecem atenção.

Klabin (KLBN11): Otimismo no horizonte

Para os aficionados por papel e celulose, a Klabin (KLBN11) surge como um ponto de virada. Após um desempenho no vermelho no acumulado do ano, o Safra elevou sua recomendação para as ações da companhia de neutra para compra. A justificativa é que o sentimento mais pessimista em relação ao setor já parece ter sido precificado pelos papéis, abrindo espaço para uma recuperação. O banco estabeleceu um preço-alvo de R$ 21,10 para o fim de 2026, o que representa um potencial de valorização de cerca de 26,8% em relação ao fechamento anterior. Os analistas do Safra acreditam que a combinação de uma moeda local mais forte e o ceticismo sobre a sustentabilidade da alta nos preços da celulose já foram absorvidos pelo mercado. Para os mais atentos, é como se o balão estivesse murcho, e agora ele pode voltar a encher.

Apesar do otimismo, a dupla de analistas do Safra também aponta para riscos pontuais, especialmente ligados aos volumes de papel. Exportações fortes registradas neste ano podem ter sido antecipações de embarques de carne bovina para a China antes de eventuais tarifas, gerando dúvidas sobre a sustentabilidade desses volumes no segundo semestre.

WEG (WEGE3): De olho na tecnologia e nos motores

No universo do swing trade, a WEG (WEGE3) aparece como uma recomendação de compra do BB Investimentos para esta terça-feira. O relatório de análise técnica sugere a expectativa de um movimento de alta a ser capturado pelo algoritmo. A orientação é clara: a compra ideal seria na abertura do mercado, com um limite de preço de até 1% acima do preço de abertura. Para o investidor de curto prazo, é uma oportunidade de surfar a onda logo no início. A BB Investimentos acompanha posições em andamento como Gerdau (GGBR4) e Lojas Renner (LREN3), que no momento apresentam pequenas desvalorizações, mas com o potencial de recuperação. A Eneva (ENEV3), por outro lado, mostra uma performance robusta, com mais de 21% de alta.

Rede D’Or (RDOR3): Expansão em ritmo controlado

A gigante do setor hospitalar, Rede D’Or (RDOR3), também está no radar. A companhia divulgou uma atualização em seu plano de expansão orgânica, prevendo a abertura de 2.690 novos leitos hospitalares entre 2026 e 2028. O número representa uma redução mínima, de apenas 0,8%, em relação à projeção anterior, e o investimento médio por leito se mantém em R$ 1,4 milhão. Para o JPMorgan, essa atualização é vista como amplamente neutra, alinhada às expectativas do banco. A boa notícia, segundo a análise, é que isso tende a diminuir os argumentos mais pessimistas sobre revisões constantes e dificuldades na execução.

No momento em que escrevo, por volta das 15h30, as ações da Rede D’Or operavam em alta de 1,74%, a R$ 34,46. Historiamente, os investidores têm demonstrado cautela com os planos de expansão da empresa devido a sucessivas alterações em cronogramas e adições de leitos desde seu IPO. Contudo, desta vez, o cenário parece diferente, trazendo um respiro para a confiança. É como se a Rede D'Or estivesse acertando os ponteiros em seu planejamento, mas sem perder o destino final de vista.

Outros pontos do mercado

Enquanto isso, o índice geral da bolsa brasileira busca se firmar acima dos 174 mil pontos, mesmo com a atenção voltada para a ameaça tarifária dos EUA ao Brasil. No cenário internacional, as bolsas americanas recuam após atingirem novas máximas ontem. No setor elétrico, a ISA Energia (ISAE4) viu sua recomendação ser elevada para neutra pelo Morgan Stanley, que, no entanto, ressalta a falta de catalisadores fortes para uma recomendação mais positiva. A relação risco-retorno melhorou, mas ainda depende de eventos específicos, como a resolução de disputas com a SEFAZ.

Para os investidores, o cenário atual pede cautela e análise criteriosa. A diversificação de carteira, como sempre, continua sendo uma estratégia fundamental para se manter seguro no mercado financeiro. Acompanhar as atualizações e os relatórios de análise é essencial para tomar decisões informadas e alinhadas aos seus objetivos.