Bom dia, investidor! Sexta-feira, 29 de maio de 2026, e o mercado brasileiro ainda está em compasso de espera antes da abertura oficial da B3, daqui a pouco mais de uma hora. Mas o que acontece lá fora já nos dá pistas do tom que podemos ter por aqui.
A principal notícia que embala os mercados globais nesta madrugada é a expectativa em torno de um possível acordo preliminar entre Estados Unidos e Irã. Fontes indicam que as duas nações teriam chegado a um entendimento para estender o cessar-fogo por 60 dias, com a possível retomada da navegação no estratégico Estreito de Ormuz. Se confirmada e aprovada pelas lideranças, essa notícia pode ser um verdadeiro bálsamo para a tranquilidade econômica.
O que rolou no overnight
Olhando para a Ásia, os mercados fecharam com um misto de cautela e otimismo. Já na Europa, a visão é mais positiva. As bolsas europeias operam em alta nesta sexta-feira, com os investidores digerindo as notícias que chegam do Oriente Médio. O setor de defesa, por sua vez, sentiu o impacto de tensões recentes, mas um acordo traria um ar de normalidade que pode beneficiar outros segmentos.
Em Wall Street, o cenário é de leve alta nos futuros. O Dow Jones Futuro aponta para um avanço de 0,10%, enquanto o S&P 500 Futuro segue de perto com +0,04%. O Nasdaq Futuro, que reúne empresas de tecnologia, mostra um leve recuo de 0,04%, mas é importante lembrar que as ações de tecnologia e semicondutores já vêm se beneficiando forte da onda de inteligência artificial. A Dell, por exemplo, disparou cerca de 38% em negociações estendidas após divulgar resultados acima do esperado. Isso mostra que, mesmo em meio a tensões geopolíticas, setores com forte potencial de crescimento seguem no radar.
Ontem, as bolsas de Nova York fecharam em alta, com o Dow Jones e o S&P 500 batendo novos recordes. O Nasdaq também renovou máximas. Essa euforia foi alimentada, além do noticiário sobre o Irã, pela divulgação de dados de inflação (PCE) nos EUA que vieram abaixo do esperado. Essa informação traz um certo alívio, pois pode sinalizar que o fantasma da inflação descontrolada não assombra tanto o Fed (Federal Reserve), o que abre caminho para decisões mais favoráveis aos ativos de risco.
E o mercado brasileiro?
Por aqui, o Ibovespa teve um dia de altos e baixos ontem. Apesar da volatilidade, o índice fechou em queda de 0,39%. A ação da Petrobras, que geralmente move o ponteiro, esteve sob pressão negativa, mesmo com o anúncio de reajuste no preço da gasolina. O volume financeiro negociado ficou abaixo da média diária de maio, o que pode indicar um mercado mais retraído em antecipação a eventos.
O cenário de maior tranquilidade internacional pode trazer um alívio para os nossos ativos. A queda nos preços do petróleo, que pode ocorrer com a normalização do Estreito de Ormuz, é um ponto a ser observado. Para quem investe no Brasil, menos incerteza externa geralmente se traduz em um ambiente mais previsível para se tomar decisões de alocação. O dólar, por sinal, já sentiu essa brisa de otimismo e ontem caiu 0,56%, fechando a R$ 5,03.
No mercado de juros futuros, as taxas dos DIs mostraram volatilidade durante o dia. Houve um movimento de queda após as notícias sobre o acordo EUA-Irã, mas uma certa instabilidade ressurgiu em meio a desmentidos pontuais. No final, as taxas se reaproximaram da estabilidade, com o DI para janeiro de 2028 em leve queda e o para janeiro de 2035 com leve alta. Isso mostra que o mercado ainda está ponderando os riscos e buscando clareza.
O que esperar para hoje?
Com o mercado internacional dando sinais de otimismo cauteloso, a expectativa é de que a B3 abra em território positivo nesta sexta-feira. Os investidores estarão atentos aos desdobramentos das negociações entre EUA e Irã e se o acordo preliminar ganhará força. Qualquer notícia que sinalize um arrefecimento das tensões pode impulsionar o apetite por risco e, consequentemente, a bolsa brasileira.
As ações de commodities, como as de Petrobras e Vale, podem ter um dia mais sereno ou até mesmo se beneficiar de um cenário de maior estabilidade global. Já o setor de tecnologia, que tem mostrado resiliência, pode continuar no radar, mas a volatilidade específica de cada empresa, como vimos com a Dell, será crucial.
Para o investidor brasileiro, este é um momento de observar. A calmaria internacional é um convite para reavaliar as carteiras e buscar oportunidades em setores que podem se beneficiar de um cenário mais estável. Por outro lado, a cautela é sempre bem-vinda, afinal, acordos em política externa podem ter idas e vindas, e o mercado financeiro não gosta de surpresas.
Fiquemos de olho no desenrolar do dia. A B3 tem potencial para começar o dia no azul, mas o caminho até o fechamento é longo e pode reservar seus próprios temperos. O importante é estar informado e preparado!
Disclaimer: Este artigo tem fins informativos e não constitui recomendação de investimento. Cada investidor deve realizar sua própria análise e consultar um profissional qualificado antes de tomar qualquer decisão.