Fala, investidor! Lucas Mendonça na área, pra te dar um panorama direto e sem firulas sobre duas notícias que agitaram o mercado essa semana. Prepare o café, porque o assunto é indigesto, mas importante.

O (Interminável) Caso Americanas

Três anos se passaram desde que a bomba estourou nas Americanas (AMER3). Lembra daquele rombo bilionário, das inconsistências contábeis que deixaram todo mundo de cabelo em pé? Pois é, a novela continua. E o pior: até agora, ninguém foi punido. Parece roteiro de filme, mas é a vida real do mercado brasileiro.

Para o pequeno investidor que tinha ações da Americanas, a situação é especialmente dolorosa. É como ver seu bolo de aniversário desmoronar bem na hora de cantar parabéns. A empresa, que já foi gigante, hoje luta para se reerguer em meio a um mercado cada vez mais competitivo. A recuperação judicial segue seu curso, mas a incerteza paira no ar.

Segundo apuração do Seu Dinheiro, o escândalo ainda reúne investigações em andamento, sanções sem desfecho na B3 e disputas por ressarcimento. E o tempo passa, a poeira assenta, mas o prejuízo permanece. Uma baita dor de cabeça para quem acreditou na empresa.

O que esperar?

Sinceramente? Paciência. A recuperação judicial é um processo lento e complexo. Acompanhe de perto as notícias, fique atento aos comunicados da empresa e, se precisar, procure um profissional para te ajudar a tomar as melhores decisões. E, claro, use esse caso como um aprendizado valioso: diversificação é a chave para proteger seus investimentos de imprevistos como esse.

FedEx Dá Tchau ao Brasil

E não foi só a Americanas que chamou a atenção. Outra notícia que pegou muita gente de surpresa foi o anúncio da FedEx, gigante da logística, de que vai encerrar suas operações de transporte doméstico no Brasil após 37 anos. É como ver aquele seu vizinho gringo, que sempre te cumprimentava com um sorriso, de repente colocar a casa à venda e sumir do mapa.

A empresa alega que a decisão faz parte de uma reestruturação global, com foco no transporte internacional e em soluções de cadeia de suprimentos. Em outras palavras, eles decidiram que o Brasil não vale mais a pena para esse tipo de operação. Uma pena, já que a FedEx era uma alternativa aos Correios e, em tese, trazia mais competição ao mercado.

O que isso significa?

A saída da FedEx do transporte doméstico abre espaço para outras empresas do setor, como os próprios Correios e transportadoras privadas. A expectativa é que haja um aumento da concorrência, o que pode ser bom para o consumidor final, com preços mais competitivos e serviços aprimorados. Pelo menos, essa é a teoria. Na prática, vamos ver como o mercado se adapta a essa mudança.

Segundo o Seu Dinheiro, a decisão foi comunicada a clientes e parceiros em 7 de janeiro de 2026. Resta saber como o mercado brasileiro vai lidar com essa mudança e se outras empresas estrangeiras seguirão o mesmo caminho.

Lições para o Investidor

E o que esses dois casos têm em comum? A imprevisibilidade do mercado. Ações podem desabar, empresas podem fechar as portas, e o investidor precisa estar preparado para lidar com esses altos e baixos. Por isso, repito: diversificação é fundamental. Não coloque todos os seus ovos na mesma cesta. Invista em diferentes setores, empresas e tipos de ativos. Assim, você reduz os riscos e aumenta as chances de ter um portfólio equilibrado e rentável.

E lembre-se: informação é poder. Acompanhe as notícias do mercado, leia análises de especialistas, converse com outros investidores e, acima de tudo, não tenha medo de fazer perguntas. O mercado financeiro pode parecer complexo, mas com conhecimento e disciplina, você pode navegar por ele com segurança e alcançar seus objetivos.

Até a próxima, e bons investimentos!