O pregão desta terça-feira (27) foi marcado por análises otimistas de grandes bancos sobre algumas empresas brasileiras, com destaque para Vale e Yduqs. Em um dia de agenda relativamente tranquila, as recomendações influenciaram o humor dos investidores, sinalizando possíveis oportunidades no mercado nacional.

Itaú BBA aposta em Yduqs e Cogna

O Itaú BBA elevou a recomendação para as ações da Yduqs (YDUQ3) e da Cogna (COGN3) de neutra para compra. A notícia impulsionou os papéis da Yduqs, que fecharam em alta de 6,96%, cotados a R$ 14,76. A Cogna, por sua vez, apresentou estabilidade.

Os analistas do banco justificam a mudança de recomendação para a Yduqs com o valuation considerado atrativo, de 7 vezes o preço sobre lucro (P/L) estimado para 2026, e o potencial de forte geração de caixa. Segundo o Itaú BBA, a Yduqs ficou para trás de seus pares no rali do setor de educação em 2025, o que representa uma oportunidade de entrada para investidores.

O banco também elevou o preço-alvo da Yduqs de R$ 16 para R$ 19, o que representa um potencial de valorização de 37,7% sobre o preço de fechamento do dia anterior (26). O Itaú BBA ainda apontou a Cruzeiro do Sul (CSED3) como destaque entre as small caps do setor, com um posicionamento estratégico que a torna potencial beneficiária de um futuro ciclo de fusões e aquisições (M&A).

Ainda de acordo com o Itaú BBA, a receita líquida da Yduqs deve crescer 5,5% em 2026, impulsionada pela expansão no segmento presencial. Já a área digital pode sofrer pressão devido à migração de alunos.

JPMorgan prevê dividendos robustos para a Vale

Quem também animou o mercado foi a Vale (VALE3). O JPMorgan reafirmou a recomendação de compra para as ações da mineradora, com preço-alvo de R$ 100 até dezembro de 2026. Isso representa um potencial de valorização de cerca de 20% em relação à cotação da data da publicação do relatório.

Além disso, o JPMorgan estima que a Vale deve distribuir dividendos equivalentes a 8,2% do valor das ações em 2026. Essa projeção, combinada com a expectativa de valorização dos papéis, torna a Vale uma opção interessante para investidores que buscam renda passiva e ganho de capital.

Entre os fatores que sustentam a visão otimista do JPMorgan, destaca-se a resolução definitiva do caso Mariana, que elimina uma das principais incertezas jurídicas da companhia. O relatório também aponta o desempenho operacional consistente da Vale, com produção firme de minério de ferro e custos em queda, além da geração de caixa robusta.

Vale lembrar que, nos últimos 12 meses, a ação da Vale acumulou uma valorização de quase 80% no retorno total ao acionista, métrica que considera a alta dos papéis e a distribuição de dividendos.

E a WEG? Onde entra nessa história?

Enquanto Vale e Yduqs ganham destaque, é importante lembrar da WEG (WEGE3), outra gigante brasileira que costuma figurar nas carteiras de investidores. Apesar de não ter sido tema central das análises de hoje, a WEG continua sendo uma referência em seus setores de atuação, com perspectivas de crescimento consistentes a longo prazo. É sempre bom diversificar, como diz o ditado: não coloque todos os ovos na mesma cesta.

O que esperar do mercado?

As recomendações positivas para Yduqs e Vale, juntamente com o otimismo em relação a empresas como WEG, refletem uma percepção de que há valor a ser destravado em algumas empresas brasileiras. No entanto, é fundamental lembrar que o mercado financeiro é dinâmico e está sujeito a diversas variáveis, como o cenário macroeconômico, a política interna e o desempenho de outros mercados globais.

Portanto, antes de tomar qualquer decisão de investimento, é essencial que você faça sua própria análise, considerando seus objetivos financeiros, seu perfil de risco e as perspectivas de cada empresa. Afinal, o mercado financeiro não é um cassino, mas sim um ambiente onde o conhecimento e a disciplina são fundamentais para o sucesso. E lembre-se: investir com responsabilidade é sempre o melhor caminho.