Se você acompanha o mercado, deve ter sentido o sobe e desce intenso da última semana. Ações que pareciam mortas ressuscitaram, outras que vinham bem tropeçaram. É o famoso 'segue o baile' da bolsa, mas calma, vamos destrinchar o que rolou.
Azul: do inferno ao céu (em um dia)
Começando pela Azul (AZUL54), a saga foi digna de filme. Depois de derreter uns 90% e fechar a R$ 25, a ação simplesmente explodiu, com um salto de 200% e fechando a R$ 75. Uma montanha-russa daquelas que testa o coração de qualquer investidor. Pra ter ideia, se quisesse voltar ao patamar de antes da queda, ainda precisaria de uma valorização gigante. É pra glorificar de pé?
O que aconteceu? A empresa fez um aumento de capital bilionário, convertendo dívidas em ações. O problema é que quem já era acionista viu sua participação diluir consideravelmente. Daí a queda. A alta posterior? Bom, depois de apanhar tanto, sempre tem gente que aposta numa recuperação. Mas, sinceramente, é para estômagos fortes.
Reydson Matos, estrategista da NMS Research, cravou: o processo de subscrição da Azul foi um “caos previsível”, com destruição imediata de valor para quem entrou na oferta sem uma estratégia clara. Concordo plenamente. Entrar em uma dessas sem saber o que está fazendo é receita para dor de cabeça. A InfoMoney repercutiu a análise.
E agora, José?
Opinião sincera? Com a turbulência da Azul, eu ficaria de fora por enquanto. A empresa ainda está em recuperação judicial, e o futuro é incerto. Se você tem nervos de aço e gosta de emoção, boa sorte. Mas, para a maioria dos investidores, existem opções mais seguras no mercado. É como tentar pegar uma faca caindo: bonito de ver, mas perigoso.
C&A: a moda (e a ação) que não pegou
Outra que não teve uma semana fácil foi a C&A (CEAB3). As ações da varejista lideraram as quedas do Ibovespa, com uma desvalorização de mais de 13%. E olha que até tentou se recuperar na sexta, mas não foi suficiente para compensar o tombo.
O motivo? Boatos de que as vendas do quarto trimestre não foram tão boas quanto o esperado. E quando o boato se espalha, já viu, né? A galera vende e a ação despenca. O UBS, inclusive, revisou suas projeções para a companhia, já prevendo vendas “decepcionantes”.
Pra quem investe em FIIs e Renda Fixa, acostumado com a previsibilidade, ações assim podem dar um frio na barriga. Mas essa é a beleza (e o perigo) da renda variável: um dia você ganha, no outro você perde. O importante é diversificar e não colocar todos os ovos na mesma cesta.
O que esperar da C&A?
Aqui, a análise é um pouco mais complexa. A C&A é uma empresa estabelecida, com uma marca forte. Mas o varejo de moda é um setor complicado, sujeito a tendências e sazonalidades. Se os resultados do quarto trimestre realmente decepcionarem, a ação pode sofrer ainda mais. Mas, se a empresa conseguir se reinventar e atrair os consumidores, pode ser uma boa oportunidade de compra no longo prazo.
Lições da semana (e da vida)
O que aprendemos com tudo isso? Primeiro, que a bolsa é imprevisível. Segundo, que é fundamental ter uma estratégia clara antes de investir em qualquer ação. Terceiro, que diversificação é a chave para dormir tranquilo. E, por último, que notícias de mercado podem ser tão voláteis quanto os preços das ações.
E, claro, que não dá pra confiar em tudo que você lê por aí. Analise, questione, pesquise. E, se precisar de ajuda, procure um profissional qualificado. Afinal, o seu dinheiro suado merece ser bem cuidado.
Ah, e só pra constar: essa análise não é recomendação de investimento. É só a minha opinião, baseada nos fatos que observei. Faça suas próprias escolhas e bons investimentos!
Outros destaques da semana
Além da montanha-russa da Azul e do tropeço da C&A, a semana também teve outros destaques. As ações da Cogna (COGN3), por exemplo, lideraram os ganhos do Ibovespa. Já a Patria Investments disparou após um sinal de subvalorização. E a concessionária CEG Rio caiu forte após um alerta de sobrevalorização. É um mundo de oportunidades (e riscos) para quem está atento.
E por falar em oportunidades, vale lembrar que nem só de ações vive o investidor. Os Fundos Imobiliários (FIIs) continuam sendo uma boa opção para quem busca renda passiva. E a Renda Fixa, com a Selic ainda alta, oferece segurança e rentabilidade. O segredo é encontrar o equilíbrio entre os diferentes tipos de investimentos e montar uma carteira diversificada e adequada ao seu perfil de risco. Consulte sempre um especialista do BTG Pactual para te ajudar nessa jornada.
Disclaimer: Este artigo tem fins informativos e não constitui recomendação de investimento. Cada investidor deve realizar sua própria análise e consultar um profissional qualificado antes de tomar qualquer decisão.