A B3 está daquele jeito que a gente gosta: fervilhando! Nesta terça-feira, 28 de abril de 2026, com o pregão aberto e 5h ainda pela frente, o mercado corporativo não dá trégua e despeja uma enxurrada de notícias que podem (e vão) influenciar seus investimentos. É um dia que, para o investidor desatento, pode parecer um amontoado de números e nomes. Mas para quem está de olho, é um prato cheio de informações cruciais para montar a estratégia, seja você um caçador de dividendos, um adepto do crescimento ou um equilibrista de riscos.
B3 sob um Festival Corporativo: O que ferve nesta terça
Enquanto gigantes como Vale (VALE3) e Petrobras (PETR4) já ditam o ritmo da B3 com o peso de seus negócios, o burburinho hoje vem de diversos flancos. Tivemos notícias de balanços, anúncio de proventos, grandes investimentos e até desdobramento de ações. Em meio a tudo isso, a velha máxima do mercado: a informação é ouro. E a volatilidade, bem, essa a gente já conhece de cor e salteado.
Embraer Alça Voo com Recorde Histórico de Pedidos
Começamos com uma notícia que faz qualquer investidor de olho no crescimento abrir um sorriso. Segundo apuração do InfoMoney Mercados, a Embraer (EMBJ3) acaba de divulgar um feito e tanto para o primeiro trimestre de 2026: sua carteira de pedidos firmes (o famoso backlog) atingiu US$ 32,1 bilhões. Para colocar em perspectiva, isso é um salto de 22% em relação ao ano passado e representa o sexto recorde histórico consecutivo da companhia. Não é pouca coisa! A empresa entregou 44 aeronaves no período, um aumento de 47% na comparação anual, mostrando que a produção está a todo vapor.
Para o investidor, isso é um sinal robusto de que a Embraer está com o motor aquecido e com visibilidade de receitas para os próximos anos. É como ver o seu time favorito goleando e ainda por cima com um calendário cheio de jogos em casa. Um bom balanço operacional como esse costuma ser gasolina para as ações, especialmente para quem aposta no longo prazo e na capacidade de execução da gestão.
Proventos em Destaque: Gerdau Aquece o Bolso do Acionista
Se a Embraer acelera no crescimento, a Gerdau (GGBR4) e a Metalúrgica Gerdau (GOAU4) chegam com boas novas para quem busca renda passiva. A Gerdau, por exemplo, não só divulgou um lucro líquido ajustado de R$ 1 bilhão no primeiro trimestre de 2026, como também aprovou o pagamento de dividendos de R$ 0,18 por ação, com data-base em 13 de maio e pagamento em 9 de junho. Além disso, a companhia, como detalhou o InfoMoney Mercados, cancelou umas boas milhões de ações (225 mil ordinárias e 7,38 milhões preferenciais) sem mexer no capital social, o que, na prática, pode aumentar o valor das ações restantes ao reduzir a oferta de papéis no mercado.
A irmã Metalúrgica Gerdau (GOAU4) seguiu a linha, aprovando seus próprios dividendos de R$ 0,08 por ação, com data-base em 13 de maio e pagamento em 10 de junho. E tem mais: um programa de recompra de até 10 milhões de ações preferenciais, que representa cerca de 1,2% do total em circulação. Ver uma empresa com um bom balanço, pagando bons proventos e ainda recomprando ações é como receber um aluguel sem precisar vender o imóvel, e com o imóvel ainda valorizando. É uma tática clássica de empresas maduras para remunerar acionistas e mostrar confiança na própria saúde financeira. Fique de olho nessas datas se você é um dos sócios dessas gigantes do aço.
Desdobramento da Sabesp: Mais Ações na Carteira, Mesmo Valor
A Sabesp (SBSP3), por sua vez, traz uma proposta interessante para seus acionistas: o desdobramento de ações na proporção de 1 para 5, como mostrou o InfoMoney Mercados. Ou seja, para cada ação que você tem hoje, passará a ter cinco. É como trocar uma nota de R$100 por cinco notas de R$20. O valor total da sua participação continua o mesmo, mas o número de papéis na sua carteira aumenta, e o preço unitário de cada ação diminui. Isso geralmente é feito para aumentar a liquidez do ativo e tornar a ação mais “acessível” para novos investidores, especialmente os de menor capital. Pode não mudar o valor da sua fatia no bolo, mas muda o tamanho das fatias. A aprovação será em assembleia no dia 28 de abril.
Negócios no Pré-Sal e o Investimento Colossal do Nubank
O setor de óleo e gás também agitou o pregão. A Brava Energia (BRAV3) celebrou um acordo com a Petrobras (PETR4) para a venda de sua fatia no campo de Argonauta, na Bacia de Campos, uma transação que soma R$ 700 milhões e US$ 150 milhões, conforme apurou o InfoMoney Mercados. E não parou por aí: a Brava antecipou o pagamento de seus dividendos para 30 de abril, um total de R$ 57,4 milhões, ou R$ 0,1236 por ação. Quem não gosta de um dividendo antecipado, não é mesmo?
E falando em aposta pesada no Brasil, o Nubank chega com um anúncio de fazer barulho: um investimento recorde de R$ 45 bilhões no país em 2026. Isso não é trocado de pinga, é uma aposta gigante no nosso mercado e na digitalização. É um voto de confiança que reverbera por todo o setor financeiro e pode até aquecer outros segmentos, impulsionando a concorrência e o desenvolvimento de novas tecnologias que, indiretamente, podem impactar até empresas de outros ramos, como uma Cogna ou uma Vivo, que também investem em soluções digitais e de crédito. Um investimento desse porte mostra que, apesar dos desafios, o Brasil continua sendo um terreno fértil para quem tem visão e capital.
Balanços e Movimentos Pontuais: De Usiminas a Cury, de Odontoprev a São Martinho
O dia também teve seus altos e baixos mais focados em balanços corporativos. A Usiminas (USIM5), por exemplo, teve um novo salto na B3 após seu balanço, mostrando que o setor de siderurgia ainda tem fôlego para surpreender positivamente. Já a Cury (CURY3) registrou um tombo, reforçando que nem todo resultado agrada o mercado, mesmo em um setor tão sensível como o imobiliário. Para o investidor, essas variações mostram a importância de mergulhar nos detalhes de cada relatório.
O Citi, por sua vez, está de olho no primeiro resultado da Odontoprev (ODPV3) após a operação com a Bradsaúde, um movimento que pode redefinir o cenário da saúde suplementar. E no agronegócio, a São Martinho (SMTO3) aprovou a emissão de debêntures no valor de R$ 1,1 bilhão, um passo estratégico para a captação de recursos. Por fim, o mercado de ofertas públicas iniciais (IPOs) também ganhou um novo capítulo com a Compass, que lançou seu IPO de 89,3 milhões de ações com oferta base de R$ 2,5 bilhões, mostrando que o apetite por novas oportunidades segue ativo na B3.
Oportunidades no Crédito? Cuidado com as Armadilhas, Bradesco Alerta
Para fechar o nosso panorama, um ponto de atenção importante: o mercado de crédito. Ele está volátil, para não dizer selvagem. O Bradesco, segundo o E-Investidor Mercado, vê oportunidades surgindo nesse cenário, mas faz um alerta crucial: os riscos podem estar escondidos. É como uma estrada cheia de curvas perigosas, onde a beleza da paisagem pode te distrair dos buracos. Para o investidor que pensa em atuar nesse segmento, seja diretamente ou via fundos de crédito, a palavra de ordem é cautela redobrada e muita análise. Não adianta só olhar para o rating, é preciso entender a fundo a saúde de quem está pegando o dinheiro.
No fim das contas, esta terça-feira está sendo um verdadeiro teste de agilidade para o investidor. As notícias pipocam de todos os lados, exigindo atenção, discernimento e, claro, um bom plano de voo para a sua carteira. O mercado segue em movimento, e quem está bem informado tem sempre uma vantagem.
Disclaimer: Este artigo tem fins informativos e não constitui recomendação de investimento. Cada investidor deve realizar sua própria análise e consultar um profissional qualificado antes de tomar qualquer decisão.