Bom dia, investidor! Quinta-feira agitada no mercado financeiro, com a temporada de balanços do quarto trimestre de 2025 (4T25) ditando o ritmo da B3. Os números do Banco do Brasil surpreenderam, Suzano (SUZB3) disparou após a divulgação dos seus resultados e, após o fechamento do mercado, é a vez da Vale (VALE3) apresentar suas contas.

Banco do Brasil: lucro acima do esperado, mas agro no radar

O Banco do Brasil (BBAS3) encerrou a temporada de resultados dos grandes bancos com um lucro líquido ajustado de R$ 5,7 bilhões no 4T25. O número superou as expectativas do mercado, que, segundo projeções compiladas pela LSEG, esperava algo em torno de R$ 4,5 bilhões. No entanto, a InfoMoney destaca que, apesar do lucro acima do esperado, a qualidade dos ativos ainda gera questionamentos.

A XP Investimentos apontou que o resultado positivo foi impulsionado por um efeito tributário de R$ 1,8 bilhão. Além disso, os custos de crédito permanecem elevados, na casa dos R$ 18 bilhões. O mercado está de olho nas tendências de qualidade de ativos no agronegócio, que seguem pressionando o balanço do BB.

Apesar da queda no lucro em relação ao mesmo período de 2024 (quando o lucro foi de R$ 9,59 bilhões), o BB anunciou a distribuição de R$ 1,23 bilhão em Juros sobre Capital Próprio (JCP) relativos ao quarto trimestre de 2025, o que equivale a R$ 0,21978938776 por ação.

Suzano: balanço positivo impulsiona ações

A Suzano (SUZB3) também apresentou seus números, com resultados acima do esperado. A forte geração de caixa da empresa reforçou o desconto nas ações, impulsionando os papéis da companhia neste pregão.

Vale: expectativa alta e olho no minério

Após o fechamento do mercado, é a vez da Vale (VALE3) divulgar seus resultados. Analistas esperam um 4T25 positivo, mas as ações já estão em níveis recordes, o que divide opiniões sobre o potencial de valorização. O preço do minério de ferro, claro, será um fator crucial para determinar a reação do mercado aos números da Vale.

Outros resultados: Ambev, Neoenergia...

Além dos destaques, outras empresas como Ambev (ABEV3) e Neoenergia (NEOE3) também divulgaram seus resultados. A Ambev viu seu lucro líquido recuar quase 10% no 4º trimestre, mas a receita líquida cresceu 4,8%. A companhia também definiu a data de pagamento da primeira parcela dos juros sobre capital próprio para 6 de abril de 2026, no valor bruto de R$ 0,075 por ação.

A Neoenergia, por sua vez, teve um aumento de 73% nos seus lucros no quarto trimestre de 2025, acumulando R$1,48 bilhão.

Ibovespa e o cenário externo

O Ibovespa opera em ritmo de compasso de espera, repercutindo os balanços já divulgados e aguardando os números da Vale. No cenário externo, os pedidos de seguro-desemprego nos EUA (Payroll) também estão no radar dos investidores.

Lá fora, os investidores aguardam dados importantes sobre a economia americana, que podem influenciar as decisões do Federal Reserve (Fed) em relação aos juros. Números mais fortes podem indicar que o Fed continuará com sua política de juros altos por mais tempo, o que impacta diretamente o dólar e, consequentemente, o mercado brasileiro.

Para quem acompanha o mercado de perto, essa enxurrada de balanços é como assistir a um campeonato de futebol: cada empresa entra em campo para mostrar seus resultados e o investidor precisa analisar o desempenho de cada uma para tomar as melhores decisões. E lembre-se: a decisão final é sempre sua!