A quarta-feira (25) foi de termômetro ligado no mercado financeiro, com a divulgação de resultados do quarto trimestre de 2025 de algumas empresas importantes da B3. Teve de tudo: balanço que agradou, balanço que preocupou e balanço que deixou o pessoal coçando a cabeça. Vamos ao resumo da ópera, porque tempo é dinheiro (e informação, mais ainda!).

Nubank Surpreende e Acelera

Começando com as boas notícias, o Nubank (ROXO34) mostrou a que veio e elevou o lucro líquido em 50% no quarto trimestre, para US$ 894,8 milhões. É dinheiro que não acaba mais! O banco digital, que já conquistou 131 milhões de clientes no Brasil, México e Colômbia, segue se preparando para fincar o pé nos Estados Unidos. A receita total também impressionou, com um salto de 45% em relação ao mesmo período do ano anterior, atingindo US$ 4,86 bilhões.

Segundo o diretor financeiro do Nubank, Guilherme Lago, o aumento no lucro foi impulsionado pelo aumento da base de clientes, pela receita por cliente ativo e pela estabilidade no custo de servir. Em bom português, a receita está subindo mais rápido que os gastos. O retorno sobre o patrimônio líquido (ROE) também animou, ficando em 33%, ante 29% no ano anterior.

GPA Acende Sinal de Alerta

Nem tudo são flores, e o balanço do GPA (PCAR3) acendeu um sinal de alerta no mercado. A varejista reportou um prejuízo de R$ 572 milhões no quarto trimestre, embora represente uma melhora em relação ao prejuízo de R$ 1,1 bilhão no 4T24. No acumulado de 2025, o prejuízo caiu 65,8%, mas o mercado não pareceu muito animado. As ações da empresa chegaram a cair, refletindo a cautela dos investidores.

O que mais assustou o mercado, segundo a InfoMoney, foi a dúvida lançada pelo GPA sobre a sua “continuidade operacional” no balanço. Para o JPMorgan, os resultados operacionais foram fracos no 4T25, apesar de estarem em linha com o esperado. O EBITDA (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado cresceu 2% na comparação anual, em linha com as estimativas do banco e 6% acima do consenso. A receita líquida ficou estável ano contra ano, principalmente impactada pela operação “Aliados”, que está sendo descontinuada.

A margem EBITDA ajustada avançou 40 pontos-base na comparação anual, para 10%, ante estimativa do JPMorgan de 9,8%, impulsionada por maior margem bruta e por ganhos de eficiência em despesas. Resta saber se essa melhora será sustentável nos próximos trimestres, em meio a um cenário ainda desafiador para o setor.

WEG: Margens Boas, Crescimento Nem Tanto

A WEG (WEGE3), gigante brasileira de motores elétricos, também divulgou seus números, e o resultado dividiu opiniões. As ações da empresa fecharam em baixa, após a divulgação do balanço. A empresa registrou lucro líquido de R$ 1,59 bilhão no quarto trimestre, queda de 6,3% em relação ao ano anterior. O Ebitda somou R$ 2,29 bilhões, representando recuo de 4% ano a ano, mas a margem Ebitda subiu para 22,4%.

A receita líquida caiu 5,3%, para R$ 10,25 bilhões. A receita encolheu 12,2% no mercado interno e 0,5% no exterior, quando calculada em real. Em dólar, a receita no mercado externo cresceu 7,8% em relação ao quarto trimestre de 2024.

Na visão da Ativa Investimentos, a WEG reportou um resultado fraco, conforme o esperado. A receita foi impactada pela queda em GTD (Geração, Transmissão e Distribuição) no mercado interno e uma demanda mais acomodada de forma geral. Ou seja, o mercado lá fora está um pouco mais animado que o mercado doméstico para a WEG.

É importante lembrar que a WEG é uma empresa com forte presença no mercado externo, e que tem investido pesado em tecnologia, inclusive em soluções que envolvem inteligência artificial. A companhia está de olho nas tendências globais e busca se posicionar como um player relevante no mercado de tecnologia, o que pode trazer bons frutos no longo prazo. Isso demonstra o potencial de crescimento da WEG no mercado de tecnologia.

Outros Resultados em Breve

A temporada de balanços continua a todo vapor, e nos próximos dias teremos resultados de outras empresas importantes da B3. Fique de olho aqui no The Brazil News para não perder nenhum detalhe. E lembre-se: investir é como plantar uma árvore. É preciso paciência, cuidado e, acima de tudo, informação de qualidade.