Lembra daquela história de que o FGC (Fundo Garantidor de Créditos) é tipo um seguro para o seu dinheiro no banco? Pois bem, ele está prestes a entrar em ação para quem tinha investimentos no Banco Master.

Após a liquidação extrajudicial do banco em novembro passado, o FGC anunciou que vai começar a pagar os investidores. A pergunta que não quer calar é: você está nessa lista e sabe o que fazer?

Quem recebe e como?

Primeiro, é bom saber que o FGC não vai depositar a grana na sua conta automaticamente. É você quem precisa ir atrás. O processo é relativamente simples: baixar o aplicativo do FGC, fazer o cadastro e seguir as instruções. Parece burocrático, mas é o caminho para reaver seu dinheiro.

E quem tem direito a essa grana? Aqueles que tinham investimentos cobertos pelo FGC no Banco Master. Estamos falando de produtos como:

  • Depósitos à vista
  • Depósitos de poupança
  • CDB (Certificado de Depósito Bancário)
  • RDB (Recibo de Depósito Bancário)
  • LCI e LCA (Letras de Crédito Imobiliário e do Agronegócio)
  • LC (Letra de Câmbio)
  • LH (Letra Hipotecária)

Se você tinha algum desses produtos no Banco Master, respire aliviado. O FGC vai te ressarcir – até o limite de R$ 250 mil por CPF e por instituição financeira.

Qual o prazo? Fique esperto!

Aqui vai um ponto crucial: você não tem a vida inteira para pedir o pagamento. O prazo é de cinco anos a partir da data da liquidação do banco. Como a liquidação aconteceu em 18 de novembro de 2025, você tem até 18 de novembro de 2030 para correr atrás. Anota aí para não perder o prazo!

É como aquela promoção imperdível: se você não aproveitar dentro do prazo, já era. Não deixe para a última hora, hein?

E a CVC Brasil com isso?

Você deve estar se perguntando o que a crise do Banco Master tem a ver com a CVC Brasil e suas ações (e até com a recente troca de CEO da empresa). A resposta é: indiretamente, tudo está interligado no mundo dos investimentos. Um evento como a liquidação de um banco pode gerar um efeito cascata, afetando a confiança no mercado e, consequentemente, o desempenho de outras empresas, inclusive as listadas na bolsa.

Não que a CVC estivesse diretamente ligada ao Banco Master, mas o clima de incerteza no mercado financeiro pode influenciar as decisões dos investidores, tanto para o bem quanto para o mal. E, claro, a turbulência em uma empresa pode respingar em outras, especialmente se o mercado estiver mais sensível.

O caso Tanure

Para dar mais tempero à história, o empresário Nelson Tanure, chegou a afirmar que não era controlador do Banco Master, nem sócio, direto ou indiretamente. Segundo ele, as relações com o banco eram estritamente comerciais, como cliente ou aplicador. De acordo com o Money Times, Tanure disse ter sido surpreendido com um pedido de “busca pessoal” emitido pelo Supremo Tribunal Federal (STF) no âmbito das investigações.

FGC: seu escudo financeiro

O FGC é um fundo privado, mantido pelas instituições financeiras, que serve justamente para proteger os investidores em casos como esse. É como um seguro do seu carro: você espera nunca precisar usar, mas é bom saber que ele está lá caso aconteça o pior.

Muita gente nem se lembra do FGC na hora de investir, mas ele faz toda a diferença quando as coisas dão errado. É por isso que vale a pena dar preferência a investimentos que contam com essa proteção – especialmente se você não quiser ter dor de cabeça no futuro.

Atenção, investidor!

É importante lembrar que o FGC tem suas regras e limites. Nem todos os investimentos são protegidos, e o valor máximo de cobertura é de R$ 250 mil por CPF e por instituição. Então, antes de colocar todo o seu dinheiro em um só lugar, vale a pena diversificar e conferir se seus investimentos contam com a garantia do FGC.

Diversificar, aliás, é como diz o ditado: não coloque todos os ovos na mesma cesta. Assim, se uma cesta cair, você não perde tudo.

E lembre-se: o FGC é uma proteção, não uma garantia de lucro. Ele te ajuda a não perder dinheiro em caso de quebra da instituição financeira, mas não te protege das oscilações do mercado. Por isso, é fundamental investir com responsabilidade e conhecer os riscos de cada aplicação.

Agora que você já sabe como o FGC funciona e como ele pode te proteger no caso do Banco Master, é hora de colocar a mão na massa e correr atrás dos seus direitos. Não deixe o prazo passar e garanta que seu dinheiro esteja seguro. Afinal, como diz o ditado, “seguro morreu de velho” – e investidor prevenido vale por dois.