Se Wall Street espirra, o Brasil pega um resfriado? Calma, não vamos de proverbio popular logo de cara. Mas, falando sério, os resultados dos bancões americanos Goldman Sachs e Morgan Stanley dão uma boa prévia do humor do mercado. E, pelo visto, o humor é bom, viu?
Enquanto isso, por aqui, Movida e Cury também entregaram números que animaram os investidores. Bora entender o que rolou?
Wall Street no azul: Goldman e Morgan Stanley turbinados
Os resultados do quarto trimestre de 2025 de Goldman Sachs e Morgan Stanley vieram melhores do que o esperado. E não foi por pouco, viu? As duas instituições financeiras se beneficiaram de um mercado aquecido e de uma maior atividade em Wall Street.
No caso do Goldman Sachs, o lucro líquido saltou para US$ 4,38 bilhões. Um dos principais impulsionadores desse resultado foi o segmento de fusões e aquisições (M&A), que andou bem movimentado. Para ter uma ideia, o banco assessorou grandes operações como a aquisição da Electronic Arts e da empresa de segurança em nuvem Wiz pela Alphabet.
Já o Morgan Stanley viu seu lucro líquido avançar 45% em relação ao mesmo período do ano anterior, alcançando US$ 4,61 bilhões. A receita também bateu recorde, atingindo US$ 18,22 bilhões. Um dos destaques foi o trading de ações, cuja receita saltou 35%.
O que explica esse desempenho?
Vários fatores contribuíram para esse cenário positivo. Um deles é o ambiente regulatório mais amigável nos Estados Unidos, que incentivou as empresas a buscarem mais acordos de fusões e aquisições. Além disso, as taxas de juros mais baixas e o excesso de caixa também ajudaram a impulsionar os negócios.
Traduzindo para o português claro: o dinheiro ficou mais barato e as empresas se sentiram mais confiantes para investir e crescer. Resultado? Mais negócios para os bancões.
Movida (MOVI3) pisa no acelerador e supera expectativas
No Brasil, a Movida (MOVI3) também apresentou resultados que agradaram o mercado. A empresa de locação de veículos divulgou dados prévios do quarto trimestre de 2025 que superaram as expectativas, impulsionando suas ações na Bolsa.
O lucro líquido da Movida atingiu R$ 102 milhões, superando em 24% o guidance da companhia para o trimestre. A receita líquida somou R$ 3,66 bilhões, com destaque para o crescimento nos segmentos de aluguel e Seminovos.
A XP Investimentos destacou a dinâmica sólida de receita em ambos os segmentos, resultando em um forte desempenho do lucro líquido. Segundo a corretora, houve uma surpresa positiva na receita em todos os segmentos, com Seminovos +7% versus a projeção da XP e Aluguéis +5% versus a expectativa da casa.
Cury (CURY3) turbina a geração de caixa
Outra empresa que também chamou a atenção foi a Cury (CURY3). A construtora e incorporadora divulgou seus resultados operacionais do quarto trimestre de 2025, com destaque para a forte geração de caixa.
O BTG Pactual e o Bradesco BBI consideraram os números sólidos e mantiveram a recomendação de compra para as ações da Cury. Agora, o que fazer com a ação, a decisão é sempre sua, certo?
O que esperar para as próximas semanas?
A temporada de balanços está apenas começando, e ainda teremos muitos resultados para analisar. Mas, por enquanto, o clima é de otimismo. Os números divulgados até agora mostram que as empresas estão conseguindo se adaptar a um cenário econômico desafiador e entregar resultados consistentes.
É claro que nem tudo são flores. A inflação ainda preocupa, as taxas de juros seguem elevadas e a instabilidade política continua no radar. Mas, se os resultados das primeiras empresas forem um indicativo, podemos esperar um ano de boas notícias para o mercado financeiro.
Disclaimer: Este artigo tem fins informativos e não constitui recomendação de investimento. Cada investidor deve realizar sua própria análise e consultar um profissional qualificado antes de tomar qualquer decisão.