A semana começou com boas notícias no front financeiro. Enquanto o Ibovespa tenta encontrar um rumo, os grandes bancos mostram que ainda têm fôlego para entregar resultados sólidos. E não é só isso: no mercado de Fundos Imobiliários (FIIs), uma oportunidade chamou a atenção do BTG Pactual e pode turbinar a sua renda passiva.

Bancões: Lucros em alta e Bradesco surpreende

Os resultados dos bancões brasileiros referentes ao último ano confirmam uma tendência: o setor financeiro segue resiliente, mesmo com a Selic ainda nas alturas (atualmente em 15%). Banco do Brasil (BBAS3), Bradesco (BBDC4), Itaú Unibanco (ITUB4) e Santander Brasil (SANB11) já divulgaram seus números, e a performance, no geral, é positiva.

Com exceção do Banco do Brasil, todos registraram aumento no lucro. O Bradesco, inclusive, foi o destaque positivo, com um avanço de 20% no lucro, mostrando que a estratégia de recuperação está dando certo. O lucro líquido consolidado dos maiores bancos do país somou R$ 86,55 bilhões em 2025, o maior valor nominal da série histórica, iniciada em 2006. Em dois anos, o avanço acumulado foi de 50,6%, segundo dados da Elos Ayta. Um desempenho e tanto, não?

O contra-ataque do Bradesco (BBDC4)

O Bradesco, em particular, vinha sendo alvo de críticas, mas parece estar virando o jogo. Segundo apuração do Seu Dinheiro, o CEO do banco, Marcelo Noronha, rebateu as críticas e detalhou o plano para reduzir custos, turbinar o digital e recuperar o ROE (Retorno sobre o Patrimônio Líquido). Aparentemente, a receita está funcionando, e o mercado já começa a enxergar o banco com outros olhos.

Para quem gosta de acompanhar os bastidores, Noronha está há 823 dias no comando do Bradesco, e a missão de “mudar a rota” de um gigante como esse não é fácil. Mas, pelo visto, o motor está sendo reajustado para um melhor desempenho.

FII no radar: Tellus Properties (TEPP11) e o 'selo de aprovação' do BTG

Saindo um pouco dos bancões e entrando no mundo dos Fundos Imobiliários, o TEPP11 (Tellus Properties) chamou a atenção do BTG Pactual, que reiterou a recomendação de compra para o fundo. O preço-alvo das cotas é de R$ 10,10, o que representa um potencial de valorização de 10% frente ao último fechamento (R$ 9,19).

Mas o que realmente atraiu os analistas Daniel Marinelli e Matheus Oliveira, do BTG, foi o dividend yield (DY) estimado para o curto prazo. Eles estimam que os ganhos não recorrentes do fundo sustentem proventos na casa de R$ 0,12 por cota até o fim do primeiro semestre de 2026. Isso significaria um DY anualizado de 15,7%, bem acima da média de 10% observada no segmento de lajes comerciais. Ou seja, um fluxo de caixa robusto.

Por que o TEPP11 se destaca?

O TEPP11 tem uma estratégia interessante: adquirir participações relevantes em ativos corporativos classe B, promover melhorias operacionais, realizar benfeitorias, estreitar o relacionamento com inquilinos, elevar a ocupação e, posteriormente, desinvestir com captura de ganho de capital. É uma tese de gestão ativa que, pelo visto, tem dado resultados.

Além do DY atrativo, o BTG destaca que o FII negocia com um desconto de 4% em relação ao valor patrimonial (P/VP), o que torna a relação risco-retorno ainda mais interessante. É como investir em um imóvel bem localizado com potencial de valorização, e ainda ter a oportunidade de adquiri-lo por um preço mais acessível.

Lembre-se: antes de tomar qualquer decisão, é fundamental analisar o seu perfil de risco e objetivos de investimento. O mercado financeiro oferece diversas oportunidades, mas cada investidor deve encontrar aquelas que se encaixam melhor em sua estratégia. E, claro, acompanhe o The Brazil News para ficar por dentro de tudo que acontece no mundo dos investimentos!