Bom dia, investidor! A quinta-feira (02/04/2026) na B3 começou com notícias que mexem com diferentes setores e podem impactar diretamente sua carteira. Vamos ao que interessa, sem rodeios.

BBAS3: Limpando a barra ou maquiando o problema?

O Banco do Brasil (BBAS3) anunciou a renegociação de R$ 1,7 bilhão em dívidas só no mês de março. Foram 180 mil acordos, numa tentativa de diminuir o endividamento e, claro, os temidos calotes. A pergunta que fica é: essa faxina é um sinal de alerta ou uma oportunidade?

Para o banco, é positivo. Reduz a inadimplência, melhora o balanço e, no fim das contas, pode turbinar os resultados futuros. Mas, cá entre nós, um volume tão grande de renegociação acende uma luz amarela. Será que a carteira de crédito do BB não está com problemas maiores?

O investidor precisa ficar de olho nos próximos balanços para ver se essa estratégia vai se sustentar ou se os calotes vão voltar a assombrar.

O Agro no radar do BB

Vale lembrar que o Banco do Brasil tem forte exposição ao setor agro. E, como a gente sabe, o agro tem seus ciclos: um ano é colheita recorde, no outro é seca e prejuízo. Se a guerra no Irã continuar a impactar os preços das commodities, como aponta o E-Investidor, o cenário pode mudar rapidamente para o banco.

IRB (IRBR3) adoça a vida do acionista com JCP

Em meio a um mar de incertezas, uma boa notícia para quem investe no IRB (IRBR3): a empresa aprovou o pagamento de R$ 77,9 milhões em Juros Sobre Capital Próprio (JCP), o que equivale a R$ 0,954977384591 por ação. A InfoMoney detalhou que o pagamento será dividido em três parcelas, com a primeira já em maio. Dividendos são como aluguéis: pingam na conta sem você precisar vender o “imóvel”, no caso, as ações.

Petróleo nas alturas: PRIO (PRIO3) voa alto

A PRIO (PRIO3) está comemorando números robustos. A produção no primeiro trimestre de 2026 saltou 42,1% em relação ao mesmo período do ano passado, atingindo 155,355 mil barris de óleo equivalente por dia (boepd). Já as vendas totais cresceram 45,7%, somando 14,8 milhões de boepd. Com o preço do petróleo nas alturas, impulsionado pelas tensões geopolíticas no Oriente Médio, a empresa nada de braçada.

Gerdau (GGBR4) e Vale (VALE3) no radar

A Gerdau (GGBR4) também está no radar dos investidores. Após recomendação de compra do Itaú BBA, as ações da siderúrgica ganharam um novo fôlego. Já a Vale (VALE3) mira ambiciosos 700 mil toneladas de cobre, tentando convencer o mercado de que a reprecificação (ou seja, uma nova avaliação mais positiva) está a caminho.

BB Investimentos muda a escalação para abril

Para quem gosta de seguir carteiras recomendadas, o BB Investimentos promoveu uma reformulação geral para o mês de abril. Segundo o Money Times, saíram Axia Energia (AXIA6), Auren Energia (AURE3), C&A Modas (CEAB3), Cosan (CSAN3) e Vivo/Telefônica (VIVT3). Para o lugar, entraram Cemig (CMIG4), Hapvida (HAPV3), Marfrig (MRFG3), PetroReconcavo (RECV3) e SLC Agrícola (SLCE3).

Vale lembrar que, no mês de março, a carteira do BB Investimentos teve um desempenho negativo de 5,73%, abaixo da queda de 0,70% do Ibovespa. No acumulado do ano, a valorização é de 8,1%, contra 16,3% do índice. Fica a dica para quem usa essas carteiras como guia, mas a decisão final é sempre sua.

Embraer (EMBJ3) decola com BTG

E não podemos esquecer da Embraer (EMBJ3), que também está chamando a atenção neste pregão. A inclusão da empresa na carteira do BTG Pactual impulsionou suas ações, mostrando que o mercado está de olho nas oportunidades que surgem no setor aéreo.

O que esperar para o resto do dia?

Com o mercado aberto e as notícias circulando, a volatilidade deve continuar. Fique atento aos seus investimentos, revise sua estratégia e, acima de tudo, mantenha a calma. Bons negócios!