Depois de um tombo que assustou muita gente, o Bitcoin parece estar ensaiando uma recuperação. Nesta sexta-feira, a principal criptomoeda do mundo voltou a superar os US$ 70 mil, aliviando um pouco o clima tenso que tomou conta do mercado nos últimos dias. Pra quem acompanha de perto, a montanha-russa não é novidade, mas a velocidade da queda recente acendeu um sinal de alerta.
O que derrubou o Bitcoin?
Na quinta-feira, o Bitcoin chegou a despencar 14%, a maior queda diária desde o escândalo da FTX, aquela corretora que faliu lá em 2022. Pra quem não lembra, o caso da FTX abalou o mundo cripto e deixou muita gente no prejuízo. O mercado, que já vinha meio instável, sentiu o golpe. De acordo com a Bloomberg, essa turbulência recente foi causada, em parte, pelo desmonte de posições alavancadas – ou seja, gente que apostou alto demais e teve que sair correndo pra não perder tudo.
E não foi só o Bitcoin que sofreu. Outras criptomoedas menores também sentiram o baque. O Ethereum, por exemplo, também teve um dia difícil, mas conseguiu se recuperar com um salto de 11% hoje. É como se o mercado cripto inteiro tivesse levado um susto e, agora, estivesse tentando se reerguer.
Fevereiro indigesto
Segundo a Elos Ayta, o desempenho do Bitcoin em fevereiro (até o dia 5) já configura um dos piores da história recente, ficando atrás apenas de maio de 2021 e junho de 2022. E olha que fevereiro ainda não acabou! De acordo com a consultoria, essa sequência de meses de perdas é estatisticamente rara. É como se o Bitcoin estivesse passando por um período de turbulência incomum.
O que esperar agora?
A grande questão é: o que vem por aí? É difícil cravar qualquer coisa, mas alguns pontos merecem atenção. Primeiro, a volatilidade continua sendo uma marca registrada do mercado de criptomoedas. Quem investe nesse tipo de ativo precisa estar preparado para fortes emoções. Segundo, o cenário macroeconômico global também influencia o humor dos investidores. Taxas de juros, inflação e outros indicadores podem impactar o apetite por risco e, consequentemente, o desempenho das criptomoedas.
Por fim, vale lembrar que o Bitcoin ainda domina boa parte do mercado cripto. Pra ter uma ideia, ele representa quase 60% do valor total, que hoje está estimado em US$ 2,3 trilhões. Ou seja, o que acontece com o Bitcoin geralmente dita o ritmo do resto do mercado. Então, fiquemos de olho nos próximos capítulos dessa novela.
E aí, vai encarar essa montanha-russa ou prefere ficar de fora? A decisão é sua. O importante é estar bem informado e consciente dos riscos antes de investir em qualquer tipo de ativo.
Disclaimer: Este artigo tem fins informativos e não constitui recomendação de investimento. Cada investidor deve realizar sua própria análise e consultar um profissional qualificado antes de tomar qualquer decisão.