Se você estava sentindo falta de novidades no mercado de IPOs, prepare-se: o termômetro está voltando a subir. Nesta quinta-feira, o PicPay tocou o sino na Nasdaq, quebrando um jejum de estreias brasileiras na bolsa. E por aqui, a privatização da Copasa ganha força, com uma proposta de venda das ações do governo de Minas Gerais.

PicPay na Nasdaq: um sopro de otimismo?

É inegável que o IPO do PicPay, quase 14 anos depois de sua fundação, injeta ânimo no mercado. A fintech, que começou como uma carteira digital e hoje é um banco múltiplo com mais de 40 milhões de clientes ativos, agora figura ao lado de gigantes da tecnologia. Uma trajetória e tanto, não é?

A estreia do PicPay na Nasdaq pode ser vista como um termômetro do apetite dos investidores por empresas brasileiras de tecnologia. Será que essa abertura vai inspirar outras empresas a buscarem recursos no mercado de capitais? A conferir.

Privatização da Copasa: água no mercado

Enquanto isso, no Brasil, a Copasa (CSMG3) está no centro das atenções. O governo de Minas Gerais propôs a venda de sua participação na empresa, que hoje é de 50,03%, por meio de uma oferta secundária de ações. Ou seja, o dinheiro da venda iria direto para os cofres do estado, para ajudar a quitar dívidas com a União. É como trocar dívida por um ativo, buscando um alívio financeiro.

A proposta prevê a possibilidade de o governo vender até a totalidade de sua participação. Caso apareça um investidor estratégico, o estado pode manter uma fatia de 5%. Segundo a InfoMoney, esse investidor estratégico poderá abocanhar até 30% do capital social da Copasa, podendo comprar ainda mais ações na oferta.

Ouro de Minas?

O governador Romeu Zema (Novo) já declarou que a privatização da Copasa deve acontecer até abril, com uma movimentação financeira estimada em R$ 10 bilhões. Se concretizada, a operação promete agitar o mercado de saneamento e atrair investidores de olho em um setor que, convenhamos, é essencial para o país.

O que esperar do mercado de ofertas?

Com o IPO do PicPay e a possível privatização da Copasa, a pergunta que fica é: o mercado de ofertas vai engrenar de vez em 2026? É cedo para cravar, mas os sinais são positivos. A taxa Selic em patamares mais civilizados, a inflação sob controle (pelo menos por enquanto) e um otimismo moderado em relação à economia brasileira podem impulsionar novas ofertas de ações.

É claro que, como todo investimento, as ofertas de ações (IPOs e ofertas subsequentes) envolvem riscos. É fundamental analisar a fundo a empresa, o setor em que atua e as perspectivas de crescimento antes de colocar seu dinheiro. Diversificar a carteira continua sendo a melhor estratégia para proteger seus investimentos, como diz o velho ditado: não coloque todos os ovos na mesma cesta.

Lembre-se: investir em ações é como garimpar ouro. É preciso paciência, pesquisa e, acima de tudo, conhecimento para encontrar as melhores oportunidades. E, claro, nunca invista um dinheiro que você não pode perder. Afinal, no mercado financeiro, a cautela é sempre a melhor amiga do investidor.