Sabe aquele ditado que diz que a calmaria precede a tempestade? Pois é, Wall Street sentiu isso na pele hoje. Depois de um respiro matinal embalado por dados de inflação, as bolsas de Nova York fecharam no vermelho, com Dow Jones, S&P 500 e Nasdaq todos em queda. O que aconteceu?

Um caldeirão de preocupações

A resposta é: quase tudo de uma vez. Teve inflação, briga política, tensão internacional e, claro, o bom e velho balanço das empresas. Vamos por partes, como diria Jack, o Estripador (brincadeira, calma!).

Inflação americana: alívio passageiro?

O dia começou com um certo otimismo por causa do índice de preços ao consumidor (CPI) de dezembro nos EUA, que veio em linha com o esperado. A inflação americana encerrou 2025 com alta de 2,7%, acima da meta de 2% do Federal Reserve (Fed). Mas, como diria aquele meme, “calma, nem tudo são flores”.

Apesar do número dentro do esperado, a inflação ainda está acima da meta, o que pode complicar os planos do Fed de começar a cortar os juros. E por falar em Fed…

Trump vs. Fed: a novela continua

Donald Trump, sempre ele, voltou a atacar o presidente do Fed, Jerome Powell. A Capital Economics, inclusive, já alertou que essa interferência constante de Trump na política monetária “acabará por ter um custo” para os EUA. É como aquele amigo que vive dando palpite na sua relação: uma hora a coisa desanda.

Segundo Daniel Nogueira, head de alocação da InvestSmart, as ameaças de Trump sobre Powell são claras, e esse atrito, somado à inflação acima da meta, pode dificultar a queda dos juros. Ou seja, preparem-se para mais emoção nos próximos capítulos.

Geopolítica: o mundo em chamas (metaforicamente)

Para completar o cenário, as tensões geopolíticas também pesaram sobre o humor dos investidores. Trump prometeu “ajudar” o Irã, o que elevou o risco de conflitos e jogou mais lenha na fogueira da aversão ao risco. Quando o mundo lá fora espirra, a nossa bolsa aqui costuma pegar um resfriado, já reparou?

Balanços corporativos: nem tudo são lucros

E para fechar a conta, o JPMorgan, um dos maiores bancos dos EUA, divulgou um lucro abaixo do esperado no quarto trimestre de 2025. A receita cresceu, mas o lucro caiu 7% em relação ao ano anterior. O CEO do banco falou em “economia resiliente”, mas os números não foram tão animadores assim. Uma prévia de que a temporada de balanços pode trazer mais surpresas (e nem todas boas).

E o Brasil com isso?

Você deve estar se perguntando: “Ok, Lucas, mas o que eu tenho a ver com isso? Moro em Curitiba e não em Nova York”. Calma, jovem padawan. O mercado financeiro é como uma teia de aranha: um toque em um ponto e a vibração se espalha por toda a rede.

Além dos fatores globais, o Brasil também tem suas próprias preocupações. As eleições de 2026 já estão no radar dos investidores, e o cenário político incerto pode gerar volatilidade na bolsa. É como dirigir em uma estrada esburacada: você nunca sabe qual será o próximo solavanco.

Segundo analistas ouvidos pelo Money Times, a corrida eleitoral brasileira pode influenciar as decisões de investimento, principalmente se houver mudanças significativas nas políticas econômicas. Ou seja, fique de olho nas pesquisas e nos discursos dos candidatos.

O que fazer agora?

Diante de tantas incertezas, a palavra de ordem é cautela. Não se deixe levar pelo pânico nem pela euforia. Analise seus investimentos com cuidado, diversifique sua carteira e, se precisar, procure a ajuda de um profissional. Lembre-se: investir é como plantar uma árvore. Requer paciência, cuidado e, acima de tudo, conhecimento.

E, claro, continue acompanhando o The Brazil News para ficar por dentro de tudo o que acontece no mercado financeiro. Afinal, informação é o melhor remédio contra a volatilidade. E, como diria minha avó, “é melhor prevenir do que remediar”.