E aí, tudo bem? Lucas Mendonça aqui, direto da redação do The Brazil News, pra te deixar por dentro do que realmente importa no mercado. Hoje, o cardápio é variado: o BTG Pactual, que não brinca em serviço, soltou análises sobre o impacto do acordo UE-Mercosul no agro, mexeu na carteira de dividendos e ainda deu um raio-x na situação do minério de ferro. Bora ver o que eles andam aprontando?

Quem vai se dar bem com o acordo UE-Mercosul, segundo o BTG

Apesar de não esperarem uma revolução da noite para o dia, os analistas do BTG Pactual (Thiago Duarte e Guilherme Guttilla, pra ser mais exato) apontam alguns setores do agronegócio que devem se beneficiar do acordo entre União Europeia e Mercosul. Na visão deles, café, aves, etanol e açúcar são os que têm maior potencial de ganho estrutural.

“Estrutural” é a palavra-chave aqui. Não espere um boom imediato, mas sim uma melhora gradual nas condições de preço e uma leve expansão dos mercados para onde a gente exporta. É plantar pra colher no futuro, sabe? Eles não citaram nomes de empresas específicas, mas deixaram claro que tem espaço pra muita gente se dar bem, mesmo que de forma modesta no começo.

Açúcar e Etanol: o copo meio cheio (ou meio vazio?)

Vamos ser honestos: no caso do açúcar, o impacto imediato é limitado. O acordo mantém a cota de 180 mil toneladas com tarifa zero. Isso representa uns 3% das nossas exportações de açúcar, mas a gente já manda bem mais que isso pra Europa (umas 670 mil toneladas a mais, pra ser preciso). Ou seja, a mudança não é tão grande.

O lado bom? Quem já exporta pode conseguir preços melhores dentro dessa cota. Mas, no geral, não espere grandes mudanças nos volumes exportados. Pro etanol, foi criada uma cota específica, o que é um avanço.

Mudança na carteira de dividendos: Caixa Seguridade entra em campo

Janeiro chegou e, com ele, a tradicional troca de figurinhas nas carteiras recomendadas. O BTG Pactual não ficou de fora e trocou Gerdau (GGBR4) por Caixa Seguridade (CXSE3) na carteira de dividendos. A pergunta que não quer calar: por que a mudança?

Segundo o banco, a Caixa Seguridade apresentou resultados sólidos no terceiro trimestre de 2025, mesmo com o cenário econômico não sendo dos mais fáceis. Crescimento de receita, lucro… tudo isso mostrou a resiliência da empresa. E, em tempos de incerteza, resiliência vale ouro, né?

Minério de ferro: a calmaria antes da tempestade?

O minério de ferro deu um pulinho e voltou a ser negociado na casa dos US$ 110 por tonelada. Mas calma! Nem tudo que reluz é ouro. Pelo menos, essa é a visão da Genial Investimentos, que soltou um relatório dizendo que esses preços não se sustentam nos fundamentos do mercado.

A alta, segundo eles, é mais um reflexo de fatores de curto prazo, como a reposição de estoques antes do Ano Novo Lunar na China. Ou seja, um movimento especulativo, e não uma melhora real na demanda. E pra completar, os estoques nos portos chineses estão bombando, no maior nível desde abril de 2022.

É como se o mercado estivesse enchendo o tanque antes de uma possível crise. A Genial Investimentos (e aqui cabe a citação porque essa visão é específica deles) vê um desequilíbrio estrutural entre oferta e demanda, o que sugere que essa alta do minério pode ser passageira. Fica de olho!

Recapitulando: o que o investidor precisa saber

  • Acordo UE-Mercosul: Café, aves, etanol e açúcar são os setores com maior potencial, mas o impacto será gradual.
  • Dividendos: BTG trocou Gerdau por Caixa Seguridade na carteira recomendada, de olho na resiliência da empresa.
  • Minério de ferro: Alta recente pode ser passageira, impulsionada por fatores de curto prazo e estoques elevados.

E aí, curtiu o resumo da ópera? Lembre-se: essa é uma análise com base nas informações disponíveis no momento. O mercado é dinâmico e tudo pode mudar. Então, continue acompanhando o The Brazil News pra ficar sempre por dentro das novidades e tomar as melhores decisões para o seu bolso. Até a próxima!