As ações da CVC (CVCB3) ensaiam uma recuperação neste pregão, depois de uma semana daquelas. Quem acompanha o mercado financeiro sabe que a montanha-russa é diária, mas a CVC radicalizou nos últimos dias, com direito a tombo forte e troca de comando. Agora, a notícia de um novo acionista relevante injeta um pouco de otimismo nos investidores.

O que aconteceu com a CVC?

Na sexta-feira passada, os papéis da CVC chegaram a despencar mais de 22%, batendo na casa dos R$ 2,10. O motivo? A empresa anunciou uma mudança na sua gestão executiva, o que sempre gera um certo receio no mercado. Afinal, mudança de rumo nunca é totalmente previsível.

Para quem investe, é como trocar o piloto no meio da corrida: a gente nunca sabe se o novo vai ser melhor ou pior. Mas, como dizem, depois da tempestade sempre vem a bonança (ou pelo menos uma calmaria). E a CVC parece estar surfando nessa onda agora.

Novo acionista na área

A notícia que animou o mercado hoje foi o aumento da participação acionária do BTG Pactual Gestão e Consultoria de Investimento, o BTGP Gestão. Eles agora detêm cerca de 20,47% das ações ordinárias da CVC. Mais especificamente, o GJP Fundo de Investimento em Ações, sob gestão do BTGP, passou a controlar individualmente cerca de 20,02% do capital da companhia.

Segundo a CVC, o BTGP informou que a aquisição tem um caráter estritamente financeiro, sem intenção de alterar o controle ou a estrutura administrativa da empresa. Mas, convenhamos, um acionista relevante sempre tem um peso nas decisões, mesmo que nos bastidores.

Especialistas ouvidos pela Exame Invest apontam que a entrada de um acionista relevante ajuda a explicar a reação positiva do mercado. É como ter um sócio de peso no negócio: dá mais confiança e credibilidade.

Reação do mercado

No momento, as ações da CVC sobem 5,39%, cotadas a R$ 2,54. É uma recuperação, ainda que parcial, das perdas da semana passada. Mas vale lembrar: o mercado é volátil e o que sobe hoje pode cair amanhã. Então, nada de euforia desmedida.

Para quem está de fora, observando a situação, a CVC parece estar tentando se reerguer após um período turbulento. A entrada do novo acionista pode ser um bom sinal, mas é preciso acompanhar de perto os próximos capítulos dessa história.

O que esperar da CVC?

Essa é a pergunta que não quer calar. Será que a CVC vai voltar a decolar? Ou será que a turbulência ainda não acabou? A resposta, como sempre, é: depende. Depende de uma série de fatores, como o desempenho da economia brasileira, a concorrência no setor de turismo e a capacidade da nova gestão em colocar a empresa nos trilhos.

O setor de turismo, em particular, é bastante sensível a crises econômicas e eventos inesperados (como pandemias, por exemplo). Então, é preciso estar atento ao cenário macroeconômico e aos riscos que podem afetar o desempenho da CVC.

E, claro, é fundamental fazer uma análise criteriosa dos fundamentos da empresa antes de tomar qualquer decisão de investimento. Olhe os números, compare com os concorrentes e avalie se o preço das ações está justo em relação ao potencial de crescimento da CVC.

Conclusão: cautela e análise

A recuperação das ações da CVC é uma notícia positiva, mas não significa que o problema está resolvido. A entrada de um novo acionista relevante pode ser um catalisador para o crescimento da empresa, mas é preciso esperar para ver se essa expectativa vai se concretizar.

Se você já investe na CVC, mantenha a calma e acompanhe de perto os acontecimentos. Se você está pensando em investir, faça a lição de casa e não se deixe levar pelo hype do momento. Lembre-se: investir é uma maratona, não uma corrida de 100 metros.

E, como sempre, diversifique seus investimentos. Não coloque todos os seus ovos na mesma cesta, porque se a cesta cair, você perde tudo. Essa é uma das regras de ouro do mercado financeiro, e vale para a CVC e para qualquer outra empresa.