A CVC (CVCB3) pegou o mercado de surpresa nesta semana. A empresa anunciou a troca no comando, com a saída de Fabio Martinelli Godinho e a chegada de Fabio Mader ao cargo de CEO. A mudança, no entanto, não foi bem recebida pelos investidores, e as ações da companhia sentiram o baque.

Na sexta-feira (16), os papéis da CVC chegaram a tombar mais de 20% na bolsa, refletindo a incerteza e a desconfiança em relação ao futuro da empresa. Por volta das 14h30, a queda era de 13,70%, com as ações cotadas a R$ 2,33. Uma correção no final do dia diminuiu o estrago, mas o sinal de alerta já estava ligado.

Por que a troca de CEO assustou o mercado?

Fabio Martinelli Godinho havia sido nomeado CEO em 2023 com a missão de reestruturar a CVC, que vinha enfrentando dificuldades financeiras. A mudança repentina no comando, portanto, levanta dúvidas sobre a continuidade do plano de recuperação e a capacidade da empresa de superar seus desafios.

É como trocar o piloto no meio de uma tempestade: a turbulência pode aumentar e colocar em risco a viagem. No caso da CVC, a tempestade são os desafios financeiros e a alta concorrência no setor de turismo.

Quem é o novo CEO?

Fabio Mader, o novo CEO, já fazia parte da CVC, onde atuava como vice-presidente executivo de Produtos e Revenue Management. Segundo a empresa, Mader tem mais de 20 anos de experiência no setor de turismo, sendo cerca de 15 anos dedicados à CVC. Em fato relevante, a companhia destacou que Mader esteve à frente de agendas centrais da transformação da empresa nos últimos anos.

Resta saber se a experiência de Mader será suficiente para acalmar os ânimos do mercado e conduzir a CVC a um novo patamar. Afinal, assumir o comando em meio a uma crise não é tarefa fácil.

O que dizem os analistas?

O mercado financeiro parece dividido em relação à troca de CEO. O Citi, por exemplo, considera a decisão “neutra” — e potencialmente positiva. Já o Santander, em relatório, adotou uma postura mais cautelosa, aguardando mais informações sobre os planos de Mader para a CVC.

A reação inicial do mercado, com a forte queda das ações, mostra que os investidores estão receosos. Mas, como sempre digo, o mercado é soberano e pode mudar de humor rapidamente. É preciso acompanhar de perto os próximos passos da CVC e as decisões de seu novo CEO.

O papel do Banco Master e Nelson Tanure

A CVC tem passado por mudanças importantes em sua estrutura de capital, com o Banco Master assumindo um papel relevante na companhia. O empresário Nelson Tanure também tem se mostrado ativo na renegociação de dívidas da empresa, buscando alternativas para fortalecer o caixa e garantir a sustentabilidade do negócio.

Essas movimentações nos bastidores da CVC mostram que a empresa está buscando alternativas para se reerguer. Mas é importante lembrar que a reestruturação de uma empresa não acontece da noite para o dia. É um processo complexo e que exige paciência por parte dos investidores.

A participação do Banco Master e de Nelson Tanure pode ser vista como um sinal de confiança no potencial da CVC. Mas, ao mesmo tempo, aumenta a complexidade da análise, já que é preciso considerar os interesses e as estratégias de todos os envolvidos.

O futuro da CVC

A CVC é uma empresa com uma marca forte e com grande potencial no mercado de turismo. Mas, para voltar a crescer de forma sustentável, precisa superar seus desafios financeiros e se adaptar às novas tendências do setor.

A troca de CEO é apenas mais um capítulo nessa história. Resta saber se Fabio Mader será capaz de conduzir a CVC a um futuro mais próspero e se os investidores voltarão a confiar na empresa. Aos investidores, cautela e acompanhamento constante são fundamentais.

Lembre-se: investir em ações é sempre um risco. A decisão final é sempre sua.