Sexta-feira 13 para a CVC Brasil (CVCB3). Não que a data tenha alguma relação, mas as ações da empresa de turismo sofreram um duro golpe após o anúncio da troca de CEO. Os papéis, que vinham em uma trajetória de recuperação, chegaram a tombar mais de 20% no pregão, fechando com queda de 10,74%, cotados a R$ 2,41. A pergunta que fica é: o que aconteceu e o que esperar agora?
Troca de comando: Por que a turbulência?
A CVC anunciou a saída de Fabio Godinho, que havia assumido o cargo em 2023 com a missão de reestruturar a companhia, e a nomeação de Fabio Mader, até então vice-presidente executivo de Produtos e Revenue Management. A mudança, a princípio, não seria um grande problema. Afinal, Mader já estava na empresa há 15 anos e vinha liderando áreas importantes da transformação da CVC. A questão é que o mercado financeiro não gosta de incertezas, e uma troca de CEO sempre gera dúvidas.
É como trocar o piloto no meio de um voo: mesmo que o novo piloto seja experiente, a mudança repentina pode causar apreensão nos passageiros (nesse caso, os investidores). A reação imediata do mercado foi de cautela, com muitos investidores optando por se desfazer das ações, o que explica a forte queda.
O que dizem os analistas?
A opinião dos analistas sobre a troca de CEO é dividida. O Citi, por exemplo, considera a mudança “neutra” e até potencialmente positiva. A instituição argumenta que Godinho conduziu um processo de turnaround importante na empresa e que Mader tem o conhecimento e a experiência necessários para dar continuidade ao trabalho. Outros analistas, no entanto, mostram-se mais cautelosos, ressaltando que a mudança pode trazer volatilidade para as ações no curto prazo.
Thiago Pedroso, responsável pela área de renda variável da Criteria, disse à InfoMoney que a troca na presidência-executiva pode ter adicionado volatilidade, mas acredita que a intensidade do movimento é um movimento pontual, devido ao aumento de fluxo repentino, e também depois da forte alta nas últimas semanas.
E o futuro da CVC?
Apesar do tombo recente, é importante lembrar que a CVC vinha mostrando sinais de recuperação. A empresa passou por um período difícil durante a pandemia, com o setor de turismo praticamente paralisado, mas conseguiu se reestruturar e voltar a crescer. A nomeação de Godinho em 2023 foi parte desse processo, e o executivo conseguiu implementar medidas importantes para melhorar a eficiência da empresa e reduzir o endividamento.
Agora, com Mader no comando, a expectativa é que a CVC continue trilhando esse caminho de recuperação. A empresa tem um plano de expansão ambicioso, com foco no mercado nacional e na digitalização dos seus serviços. Além disso, a retomada do turismo, impulsionada pela vacinação e pelo relaxamento das restrições de viagem, deve beneficiar a CVC nos próximos anos.
CVCB3: Vale a pena investir?
Essa é a pergunta de um milhão de dólares. Como sempre, a resposta depende do seu perfil de investidor e dos seus objetivos financeiros. Se você busca retornos rápidos e não se importa com o risco, a CVC pode ser uma opção interessante. As ações da empresa estão baratas (depois da queda, ficaram ainda mais), e a retomada do turismo pode impulsionar os papéis no curto prazo.
Por outro lado, se você é um investidor mais conservador e busca segurança, talvez seja melhor esperar para ver como a CVC vai se comportar sob o comando de Mader. A troca de CEO sempre traz incertezas, e é importante acompanhar de perto os próximos passos da empresa antes de tomar qualquer decisão.
De qualquer forma, é fundamental lembrar que investir em ações sempre envolve risco. O desempenho passado não garante resultados futuros, e é importante diversificar a sua carteira para proteger o seu patrimônio. Ou seja, não coloque todos os seus ovos na mesma cesta da CVC, nem da VAMO3, HAPV3 ou BRAV3.
Disclaimer: Este artigo tem caráter informativo e não representa recomendação de investimento. A decisão de investir em ações é pessoal e deve ser baseada em suas próprias análises e objetivos financeiros.
Disclaimer: Este artigo tem fins informativos e não constitui recomendação de investimento. Cada investidor deve realizar sua própria análise e consultar um profissional qualificado antes de tomar qualquer decisão.