O dólar deu um respiro nesta segunda-feira (26), fechando em leve queda de 0,14%, cotado a R$ 5,28. Uma pausa estratégica antes daquela que promete ser uma semana agitada para os mercados, com decisões importantes sobre juros tanto no Brasil quanto nos Estados Unidos. Mas, calma, que a novela não se resume a isso.

Afinal, por que o dólar não aproveitou para cair mais? É que a queda nos preços do petróleo e do minério de ferro, como apontou a Exame Invest, acabou atuando como um freio. Imagine que o real estava ganhando força, mas a queda nas commodities freou essa valorização. E, claro, o humor em relação à Petrobras também entrou na conta.

Decisões de juros no radar

A semana promete fortes emoções com as decisões dos bancos centrais. Nos Estados Unidos, a expectativa é grande em torno do que o Fed (Federal Reserve, o banco central americano) vai sinalizar sobre o futuro da política monetária. Por aqui, o Copom (Comitê de Política Monetária) também deve agitar as coisas. A ver se teremos mais cortes na Selic, a nossa taxa básica de juros.

Essa antecipação já estava precificada no mercado, como apontou a InfoMoney. E, em um cenário de juros mais altos nos EUA e potencialmente menores aqui, a tendência é de valorização do dólar frente ao real. Mas, como diria o ditado, "o mercado é soberano" e tudo pode acontecer.

Petróleo e Petrobras no jogo

E por falar em tudo pode acontecer, o petróleo segue sendo um personagem importante nessa história. Afinal, a commodity tem um peso considerável na nossa balança comercial. Uma queda nos preços, como a que vimos hoje, pode impactar negativamente a entrada de dólares no país e, consequentemente, pressionar o câmbio.

A situação da Petrobras também merece atenção. As ações da estatal são um importante indicador do sentimento do mercado em relação ao Brasil. Notícias positivas tendem a impulsionar o real, enquanto incertezas podem ter o efeito contrário.

O que esperar?

A semana que se inicia será de muita volatilidade. Prepare-se para acompanhar de perto os desdobramentos das decisões sobre juros e os humores do mercado em relação ao petróleo e à Petrobras. E lembre-se: diversificação é a chave para navegar em mares turbulentos. É como dizem: não coloque todos os ovos na mesma cesta.

O cenário externo também merece atenção. A Money Times destacou que as incertezas geopolíticas e o risco de uma nova paralisação do governo dos Estados Unidos têm pesado sobre o dólar globalmente. Esse movimento de aversão ao risco pode acabar beneficiando o real, mas é importante acompanhar de perto como esses fatores vão se desenrolar.

Se você está pensando em viajar ou comprar produtos importados, vale a pena ficar de olho no câmbio nos próximos dias. Pequenas oscilações podem fazer a diferença no seu orçamento. Mas, como sempre digo, evite decisões baseadas em especulações de curto prazo. O ideal é ter uma estratégia de longo prazo e seguir o seu planejamento financeiro.