Sabe aquele amigo gringo que sempre se dá bem em qualquer situação? O dólar, normalmente, é tipo ele no mercado financeiro. Mas essa semana a história foi diferente. A moeda americana perdeu força frente ao real, fechando a sexta-feira cotada a R$ 5,36 – uma queda de mais de 1% no acumulado da semana. E olha que o dólar até tentou reagir lá fora, viu? O tal do DXY, que mede a força do dólar contra outras moedas importantes, subiu. Mas aqui, a festa foi verde e amarela.
Por que o Real deu um baile no Dólar?
Foram alguns fatores que se juntaram pra dar essa força pro Real. E não, não foi milagre.
Inflação (quase) sob controle
O IPCA, nosso índice oficial de inflação, acelerou em dezembro, é verdade. Mas, no acumulado de 2025, ficou dentro da meta estabelecida pelo Banco Central. Ou seja, o BC pode respirar aliviado (pelo menos por enquanto). Essa “tranquilidade” inflacionária ajuda a acalmar os ânimos dos investidores, que ficam menos preocupados com uma disparada dos preços e, consequentemente, com um aumento agressivo das taxas de juros.
Petróleo nas alturas
O petróleo deu um show essa semana. O barril do Brent, que é referência mundial, subiu mais de 2%, impulsionado por incertezas no Oriente Médio, mais especificamente, tensões envolvendo o Irã. E o que isso tem a ver com o real? Simples: o Brasil é um grande exportador de petróleo. Quando o preço sobe, entram mais dólares no país, o que fortalece a nossa moeda. Moedas de outros países emergentes que também exportam commodities também se beneficiaram, como o peso mexicano.
E a Selic? Continua no radar
Apesar do IPCA dentro da meta, a Selic ainda é um ponto de atenção. O Banco Central sinalizou que pretende continuar cortando a taxa, mas de forma gradual. Essa cautela é importante para não colocar em risco a meta de inflação e, ao mesmo tempo, estimular a economia. Mas, claro, a Selic mais baixa tende a diminuir a atratividade do Brasil para investidores estrangeiros, o que poderia pressionar o real para baixo no futuro. É tipo um cabo de guerra, saca?
E o futuro? Mineração pode agitar o mercado
Fique de olho no setor de mineração! Rumores de uma possível fusão entre gigantes como Glencore e Rio Tinto podem agitar bastante o mercado. Uma operação desse porte teria um impacto significativo no preço do minério de ferro, que é um dos principais produtos de exportação do Brasil. E, claro, a Vale, gigante brasileira do setor, também estaria no centro das atenções. Se o preço do minério subir, o real tende a se valorizar ainda mais. Mas, como tudo no mercado financeiro, nada é garantido.
Payroll decepciona nos EUA
Pra completar o cenário, os dados do mercado de trabalho nos Estados Unidos vieram abaixo do esperado. O famoso payroll, que mede a criação de vagas de emprego, mostrou um resultado bem mais fraco do que as projeções dos analistas. Isso indica que a economia americana pode estar perdendo fôlego, o que, em tese, poderia enfraquecer o dólar globalmente.
Pra você que investe: o que fazer agora?
Calma, não precisa vender todos os seus dólares e comprar real desesperadamente. O mercado financeiro é volátil e as coisas podem mudar rapidamente. O importante é ter uma estratégia de investimentos bem definida e diversificada, com ativos em diferentes moedas e setores. E, claro, acompanhar de perto os acontecimentos do mercado e as análises dos especialistas. Assim, você estará preparado para aproveitar as oportunidades e se proteger dos riscos. E, quem sabe, surfar nessa onda de valorização do real!
Disclaimer: Este artigo tem fins informativos e não constitui recomendação de investimento. Cada investidor deve realizar sua própria análise e consultar um profissional qualificado antes de tomar qualquer decisão.