O dólar tá que nem a gente depois do almoço de domingo: meio apático, sem muita energia pra subir ou descer com vontade. Nesta terça-feira (13), a moeda americana fechou com uma leve alta de 0,06%, cotada a R$ 5,3759. Nada que faça o Ibovespa tremer ou os investidores correrem para as corretoras, mas vale ficar de olho no que está mexendo com o câmbio.
O que segurou o dólar? Inflação nos EUA e geopolítica
Dois fatores principais estão nessa dança do dólar. Primeiro, os dados de inflação nos Estados Unidos. O CPI (Índice de Preços ao Consumidor) subiu 0,3% em dezembro, como esperado. Isso não é exatamente uma bomba, mas também não dá muita margem para o Federal Reserve (Fed, o Banco Central americano) afrouxar a política monetária tão cedo. E, como a gente sabe, juros altos nos EUA tendem a valorizar o dólar.
Segundo, as tensões geopolíticas. O mundo tá virando um barril de pólvora, com conflitos pipocando em vários cantos. Essa incerteza geralmente leva os investidores a buscar a segurança do dólar, o que aumenta a demanda e, consequentemente, o preço.
E o Brasil nessa história?
Por aqui, o cenário eleitoral também joga um papel. A proximidade das eleições presidenciais aumenta a volatilidade e a cautela dos investidores, que preferem esperar para ver qual será o rumo da economia brasileira. Afinal, política e economia, no Brasil, são quase siamesas, né?
Ibovespa no radar: futuro aponta para baixo
Enquanto o dólar andava de lado, o Ibovespa futuro para fevereiro (WING26) recuou 0,84%, aos 163.800 pontos. Segundo análise técnica do BTG Pactual, o movimento está de acordo com as expectativas de baixa a curto prazo. Para quem opera no curtíssimo prazo, é bom ficar de olho nos suportes em 163.750 e 162.250 pontos, de acordo com o BTG. A volta do otimismo, segundo os analistas, só viria com uma aceleração acima dos 167.000 pontos.
O que esperar do dólar nos próximos dias?
É difícil cravar uma direção única para o dólar. A combinação de fatores externos e internos torna o cenário complexo. Mas, em resumo, o que pode acontecer?
- Se a inflação nos EUA continuar sob controle: o Fed pode começar a sinalizar cortes de juros, o que enfraqueceria o dólar.
- Se as tensões geopolíticas aumentarem: a busca por segurança pode impulsionar a moeda americana.
- No Brasil, o rumo da política econômica: Dependendo de quem ganhar a eleição, o dólar pode tanto disparar quanto cair.
Ainda de acordo com o BTG Pactual, o rompimento da região de R$ 5,380 é crucial para dar continuidade às quedas e destravar um movimento mais consistente. Caso contrário, o dólar pode continuar nessa “gangorra” sem muita emoção.
E o caso Hapvida (HAPV3)?
A gente sabe que não tem nada a ver com o tema central, mas como investidor adora diversificar (e eu sei que você tem umas HAPV3 na carteira), vale um breve comentário. A Hapvida enfrenta uma crise de gestão e suas ações vêm sofrendo na bolsa. É um exemplo de como problemas internos de uma empresa podem impactar o preço das ações, independentemente do cenário macroeconômico. Fique de olho e, se precisar, procure ajuda especializada para entender se é hora de comprar mais, segurar ou pular fora.
Resumindo: o mercado está indeciso, o dólar está meio parado e a gente, como investidor, precisa acompanhar de perto os acontecimentos e ter sangue frio para tomar as melhores decisões. E, claro, não colocar todos os ovos na mesma cesta. 😉
Disclaimer: Este artigo tem fins informativos e não constitui recomendação de investimento. Cada investidor deve realizar sua própria análise e consultar um profissional qualificado antes de tomar qualquer decisão.