O pregão desta segunda-feira foi de atenção para os investidores da Embraer (EMBJ3), com a fabricante de aeronaves reportando números positivos de entregas no primeiro trimestre de 2026, mas também com a notícia da saída de seu diretor financeiro (CFO), Antonio Carlos Garcia, que irá ocupar o mesmo cargo na Azul (AZUL53).
Embraer entrega resultados robustos no 1º trimestre
Apesar do dia agitado, a Embraer apresentou um desempenho operacional sólido no primeiro trimestre, entregando 44 aeronaves, um aumento de 47% em relação ao mesmo período do ano passado. O ritmo de produção parece estar se estabilizando, o que é um bom sinal para a empresa e para seus investidores. Analistas do Citi destacaram que a Embraer mantém um ritmo sólido nas entregas graças ao nivelamento da produção.
Para quem acompanha de perto o setor aéreo, sabe que essa regularidade na produção é fundamental. É como um carro saindo da linha de montagem: quanto mais constante o fluxo, melhor para os custos e para a previsibilidade dos resultados. E, claro, investidor gosta de previsibilidade, ainda mais em um cenário global que ainda apresenta desafios.
Saída do CFO: um voo inesperado para a Azul
A grande surpresa do dia ficou por conta da renúncia de Antonio Carlos Garcia, CFO da Embraer, para assumir o mesmo cargo na Azul. A mudança, segundo comunicado da Embraer, foi motivada por “decisão pessoal, para se dedicar a novos projetos profissionais”. A Azul, por sua vez, celebrou a chegada do executivo, destacando sua experiência na Embraer, considerada uma de suas parceiras mais importantes.
A saída repentina de um CFO sempre gera um certo ruído no mercado. É como trocar o piloto no meio do voo: gera apreensão. A Embraer, para acalmar os ânimos, anunciou que o CEO, Francisco Gomes Neto, acumulará interinamente a função financeira até que um substituto definitivo seja encontrado.
O que esperar para os próximos trimestres?
Apesar da saída do CFO, a Embraer reforçou que a mudança não altera sua estratégia, operações ou compromissos financeiros. Resta saber se a empresa conseguirá manter o bom desempenho operacional e encontrar um novo CFO que dê continuidade ao trabalho de Garcia.
Vale lembrar que o cenário macroeconômico também influencia nos resultados da Embraer. A Selic em patamares elevados, por exemplo, pode impactar os custos de financiamento da empresa. Da mesma forma, a variação do IGP-M, índice utilizado para correção de diversos contratos, pode afetar a receita da companhia. E claro, o apetite dos investidores estrangeiros por ativos brasileiros também joga um papel importante. Uma melhora no cenário global pode atrair mais capital para o Brasil, beneficiando empresas como a Embraer.
E agora, vale a pena investir na Embraer?
Essa é a pergunta que não quer calar. O BTG Pactual publicou recentemente uma análise sobre a Embraer, questionando se, após uma queda de 30% em relação ao pico, valeria a pena investir na empresa. A resposta? Depende do seu perfil de risco e dos seus objetivos de investimento.
A Embraer é uma empresa sólida, com atuação global e um portfólio diversificado. No entanto, como qualquer investimento, existem riscos. A saída do CFO, a volatilidade do mercado e o cenário macroeconômico incerto são fatores que podem impactar o desempenho das ações da empresa.
Dividendos são como aluguéis: você recebe sem precisar vender o imóvel. No caso da Embraer, é importante analisar o histórico de pagamento de dividendos e a política da empresa para os próximos anos. Se o seu objetivo é ter uma renda passiva, esse é um fator importante a ser considerado.
A decisão final é sempre sua. Analise os dados, estude a empresa e, se precisar, procure um profissional para te ajudar a tomar a melhor decisão para o seu bolso.
Disclaimer: Este artigo tem fins informativos e não constitui recomendação de investimento. Cada investidor deve realizar sua própria análise e consultar um profissional qualificado antes de tomar qualquer decisão.