Sextou com a temporada de balanços do quarto trimestre de 2025 (4T25) a todo vapor, trazendo um mix de resultados que merecem a atenção do investidor. De recorde de receita na Embraer a dividendos da Petrobras, passando por resultados mistos de empresas como Dexco e Trisul, o mercado financeiro brasileiro segue agitado. Vamos aos detalhes que podem impactar sua carteira.
Embraer: voo de águia com receita nas alturas
A Embraer (EMBJ3) decolou alto e apresentou uma receita recorde de R$ 41,9 bilhões em 2025, um salto de 18% em relação ao ano anterior. O resultado foi impulsionado, principalmente, pelos segmentos de Defesa & Segurança e Aviação Executiva, que registraram avanços de 36% e 24%, respectivamente. A empresa encerrou o ano com uma carteira de pedidos também recorde, totalizando US$ 31,6 bilhões.
No quarto trimestre, a empresa pode ter desacelerado um pouco, mas o resultado anual impressiona. Para o investidor, isso significa que a Embraer continua entregando bons resultados e tem perspectivas positivas para o futuro. E tem mais: a Embraer aprovou um programa de recompra de até 10,9 milhões de ações, com validade até março de 2027. Sinal de confiança da empresa em seus próprios papéis.
Petrobras: dividendos à vista?
A Petrobras (PETR3; PETR4) também divulgou seus números do 4T25, e a geração de caixa da empresa garante bons dividendos, mas o nível de investimentos (capex) segue sendo um ponto de atenção. O Ebitda ajustado ficou em US$ 10,9 bilhões, um pouco abaixo das projeções, impactado pela queda no preço do Brent. Já o lucro líquido de US$ 2,9 bilhões superou as expectativas da XP, mesmo com baixas contábeis no trimestre.
Os dividendos, na casa dos US$ 1,5 bilhão (ou R$ 8,1 bilhões), vieram em linha com o esperado. Ou seja, o investidor que busca renda passiva com dividendos pode ficar otimista. Mas, como apontou Regis Cardoso, analista da XP, a composição da geração de caixa livre merece um olhar atento, dada a contribuição do capital de giro. Em bom português, é preciso monitorar a qualidade dessa geração de caixa para saber se os dividendos continuarão vindo com a mesma frequência e volume.
Outros resultados: Dexco no vermelho, Trisul em queda
Nem tudo são flores na temporada de balanços. A Dexco (DXCO3), por exemplo, amargou um prejuízo líquido de R$ 48,3 milhões no 4T25, revertendo o lucro de R$ 22,4 milhões do mesmo período de 2024. Já a Trisul (TRIS3) apresentou um lucro líquido de R$ 65,3 milhões no quarto trimestre, uma queda de 11% na comparação anual. A receita da construtora, por outro lado, cresceu 5,1%, totalizando R$ 440,3 milhões.
Ecorodovias e Viveo: tráfego e receita em alta
A Ecorodovias (ECOR3) registrou um aumento de 22,6% no tráfego consolidado em fevereiro, impulsionado principalmente pelo bom desempenho da Capixaba. Já a Viveo (VVEO3) superou as expectativas de receita no quarto trimestre, o que fez suas ações dispararem.
Ibovespa no radar: o que esperar?
Com tantos resultados sendo divulgados, o Ibovespa segue no radar dos investidores. A performance das empresas listadas, como vimos, tem um peso importante na direção do índice. A Embraer, por exemplo, com seus resultados recordes, pode dar um impulso positivo. Já a Dexco, com seu prejuízo, pode pesar um pouco. É a dinâmica do mercado. Por isso, diversificar a carteira é sempre uma boa estratégia, como diz o velho ditado: não coloque todos os ovos na mesma cesta.
E por falar em estratégia, vale lembrar que as decisões de investimento são sempre individuais e dependem do seu perfil de risco e objetivos financeiros. As análises e informações apresentadas aqui servem como um guia, mas a palavra final é sempre sua. Bons investimentos!
Disclaimer: Este artigo tem fins informativos e não constitui recomendação de investimento. Cada investidor deve realizar sua própria análise e consultar um profissional qualificado antes de tomar qualquer decisão.