A Bolsa brasileira opera em território positivo nesta segunda-feira (20/07/2026), com os investidores focando na temporada de divulgação dos resultados do segundo trimestre de 2026. A expectativa de números sólidos por parte de algumas companhias tem impulsionado o apetite por risco no mercado.

A B3, que abriu suas portas para negociação às 10h, acompanha um movimento de alta generalizada, refletindo a cautela que precede os anúncios de balanços, mas também o otimismo em relação a empresas que já sinalizam um bom desempenho.

Empresas em Destaque na Temporada de Balanços

A XP Investimentos, por exemplo, projeta resultados robustos para a LWSA (LWSA3) e a Bemobi (BMOB3). Para a LWSA (LWSA3), a expectativa é de crescimento de receita e expansão de margens, com um Ebitda ajustado projetado em R$ 98 milhões e lucro líquido ajustado de R$ 51 milhões. A companhia divulgará seus números em 13 de agosto. Já a Bemobi deve ter seu desempenho impulsionado pelas divisões de pagamentos e de SaaS (software como serviço), demonstrando uma diversificação estratégica que agrada ao mercado.

Quem acompanha o setor de locação de frotas sabe que a Vamos (VAMO3) tem sido um case de recuperação. O Bradesco BBI, em relatório recente, reforça essa tese ao considerar que a ação ainda não precifica totalmente a melhora operacional observada. Com uma taxa Selic em 14,25% ao ano, a capacidade da empresa de gerar resultados mesmo sem um corte expressivo de juros é um ponto crucial. A análise do banco indica um potencial de alta de quase 90% para a ação, sinalizando que a recuperação deixou de ser apenas uma expectativa e começou a se materializar nos números.

É fascinante observar como o mercado reage a esses sinais. Lembro-me de situações semelhantes em 2021, quando algumas empresas de tecnologia já mostravam resiliência em meio a incertezas macroeconômicas, e o mercado, inicialmente cético, acabou premiando quem apostou nelas. A Vamos (VAMO3), nesse contexto, parece estar passando por uma trajetória semelhante de recuperação, onde a execução e a melhora operacional superam um cenário de juros altos.

Otimismo com o Potencial de Valorização das Ações

Além dos casos específicos, o mercado está atento às visões mais amplas de estratégicos. Marco Saravalle, estrategista-chefe da Krivo Capital, recentemente lançou um novo fundo de ações e declara que "há empresas que deveriam valer 50%, 70% ou até 100% mais". Essa fala, em um momento onde o Ibovespa opera em alta, mas ainda com muitas empresas apresentando múltiplos descontados, soa como um convite à análise aprofundada. A lógica por trás disso é simples: em momentos de incerteza e volatilidade, ativos de qualidade podem ser negociados a preços abaixo de seu valor intrínseco, gerando oportunidades de ganho para quem sabe identificar esses ativos subvalorizados antes do restante do mercado.

Na minha leitura, o desafio para o investidor pessoa física é exatamente esse: separar as empresas cujas ações caíram devido a um movimento especulativo ('efeito manada'), sem problemas fundamentais subjacentes, daquelas que realmente enfrentam dificuldades.

O que esperar para o restante do pregão?

Enquanto a B3 segue aberta, a movimentação nos próximos dias será guiada pelos anúncios de balanços. Empresas como Sabesp (SBSP3), MBRF (MBRF3), Suzano (SUZB3), Hypera (HYPE3) e Iguatemi (IGTI11), que compõem a carteira recomendada da Terra Investimentos, também estarão no radar. A Terra Investimentos, aliás, viu sua carteira acumular alta de 52,20% em 12 meses, superando o Ibovespa, o que reforça a ideia de que a escolha criteriosa de ativos continua sendo a chave para o sucesso na renda variável.

Para o investidor, a mensagem é clara: a temporada de balanços do 2T26 pode ser uma oportunidade de grande valor para quem souber identificar e selecionar as melhores oportunidades. Ações de empresas com fundamentos sólidos e múltiplos atrativos podem proporcionar retornos expressivos nos próximos meses, especialmente se confirmarem as expectativas de resultados positivos.