Olá, investidor! Sábado chegou, hora de relaxar e, claro, fazer um balanço da semana. Com a B3 fechada, a gente aproveita para analisar o cenário com calma e projetar os próximos passos. E olha, a semana rendeu assuntos importantes para você ficar de olho.
FGC: a maratona de pagamentos do Banco Master
Começando pelo caso Banco Master, o Fundo Garantidor de Créditos (FGC) segue correndo contra o tempo para ressarcir os credores. A maratona é grande: segundo informações divulgadas, o FGC já pagou 67,29% dos credores, o que representa mais de 521 mil pessoas. Em valores, foram R$ 26 bilhões em garantias até a última sexta-feira. É dinheiro na praça!
O FGC tem processado uma quantidade impressionante de pedidos por hora, cerca de 2,8 mil, via aplicativo. A instituição ressalta que os pagamentos podem levar um tempo maior devido aos procedimentos de segurança e prevenção a fraudes. Normal, né? Ninguém quer que o dinheiro vá parar na mão errada.
Para quem está acompanhando de perto, vale lembrar que o FGC estima pagar R$ 6,3 bilhões em garantias referentes ao Will Bank. Os pagamentos devem começar assim que o FGC receber a base de dados dos credores.
Brex: a fintech brasileira que conquistou Wall Street (e foi vendida)
Ainda no radar financeiro, a notícia da semana foi a venda da Brex, fintech fundada pelos brasileiros Henrique Dubugras e Pedro Franceschi, para a Capital One Financial Corporation por US$ 5,15 bilhões. Para quem não conhece a história, os dois jovens criaram a Brex em 2017 no Vale do Silício, focando em cartões de crédito corporativos. A empresa chegou a ser avaliada em mais de US$ 12 bilhões em 2022. Um baita feito!
Apesar do valor bilionário, o mercado recebeu a notícia com certa desconfiança. Explico: a Brex já valeu mais que o dobro. Alguns analistas apontam que a venda pode indicar um momento de ajuste no mercado de fintechs, que vinham crescendo a taxas elevadíssimas, mas agora enfrentam um cenário mais desafiador com juros altos e menor apetite por risco.
De qualquer forma, a trajetória de Dubugras e Franceschi é inspiradora. Eles são a prova de que, com boas ideias e muito trabalho, é possível construir empresas de sucesso global. E quem sabe, inspirar a próxima geração de empreendedores brasileiros a desbravar o mercado internacional.
Mercosul-UE: uma parceria de longo prazo
Outro assunto que agitou a semana foi o acordo entre Mercosul e União Europeia. Depois de anos de negociação, o acordo finalmente saiu do papel (ou quase). Mas calma, a festa não é para já. Um relatório do Bradesco aponta que o impacto comercial relevante para o Brasil deve acontecer apenas no médio prazo.
O principal motivo é que o acordo prevê longas transições para a diminuição de tarifas entre os blocos, e os produtos agrícolas terão tarifas zeradas apenas dentro de cotas estabelecidas. Ou seja, não espere uma explosão nas exportações de soja ou carne bovina para a Europa da noite para o dia. Além disso, o acordo ainda precisa passar por uma revisão jurídica no Parlamento Europeu.
Para o agronegócio brasileiro, o acordo representa uma oportunidade de diversificar mercados e reduzir a dependência de alguns poucos compradores. Mas, como em toda negociação complexa, é preciso ter paciência e construir a relação aos poucos. As próximas semanas serão de muita atenção para a aprovação final do acordo, e para saber como as empresas brasileiras vão se posicionar para aproveitar essa nova janela que se abre.
Na agenda da semana: Super Quarta e balanços das big techs
Já de olho na próxima semana, o calendário econômico promete agitar o mercado. Teremos a famosa "Super Quarta", com decisões de política monetária tanto nos Estados Unidos quanto no Brasil. O Fed (Federal Reserve, o banco central americano) e o Copom (Comitê de Política Monetária do Banco Central) se reúnem para definir as taxas de juros. As expectativas são de manutenção nos EUA e, por aqui, o mercado já precifica mais um corte na Selic.
Além disso, a temporada de balanços das big techs americanas estará a todo vapor. Prepare-se para acompanhar os resultados de empresas como Microsoft, Apple, Amazon e Google. Os números dessas gigantes da tecnologia podem dar o tom para o mercado internacional e influenciar o desempenho das bolsas de Nova York.
Bitcoin: segue firme e forte
Enquanto o mercado tradicional faz uma pausa no fim de semana, o mercado de criptomoedas não dorme. O Bitcoin segue mostrando resiliência e operando em patamares elevados. Para quem acompanha de perto, vale ficar de olho nos próximos movimentos e nos fatores que podem influenciar o preço da criptomoeda, como notícias sobre regulamentação e adoção institucional.
Para refletir...
Essa semana tivemos um mix de notícias: FGC correndo contra o tempo, fintech brasileira fazendo história (mesmo com a venda abaixo do valuation anterior), acordo Mercosul-UE abrindo portas para o futuro e a Super Quarta no horizonte. Uma boa síntese do nosso mercado: dinâmico, cheio de oportunidades e desafios. Bom fim de semana e até a próxima!
Disclaimer: Este artigo tem fins informativos e não constitui recomendação de investimento. Cada investidor deve realizar sua própria análise e consultar um profissional qualificado antes de tomar qualquer decisão.