Se você acompanha o mercado, deve ter notado a novela que virou a Hapvida (HAPV3). A operadora de saúde, que já foi queridinha de muitos investidores, agora patina em meio a trocas de executivos e desconfiança do mercado. A mais recente reviravolta? Alain Benvenuti, que havia deixado o cargo de COO (diretor de operações) há poucas semanas, foi anunciado como o novo vice-presidente comercial da companhia. É tipo trocar a bateria do carro no meio da corrida, para usar uma analogia que todo mundo entende.

E o mercado, claro, não gostou nada dessa dança das cadeiras. As ações da Hapvida (HAPV3) lideraram as quedas do Ibovespa, chegando a tombar mais de 9% em um único dia. É o famoso sobe e desce de montanha russa, só que, nesse caso, a sensação é mais de pavor do que de diversão.

Por que tanta instabilidade na Hapvida?

A pergunta que não quer calar é: o que está acontecendo nos bastidores da Hapvida? A verdade é que a empresa enfrenta uma série de desafios, desde a perda de beneficiários até a pressão por resultados em um cenário econômico incerto. Para piorar, a troca constante de executivos no alto escalão gera ainda mais incerteza sobre o futuro da companhia.

É como se a empresa estivesse tentando montar um quebra-cabeça com as peças trocadas e sem o manual de instruções. Difícil, né?

Afinal, quem é Alain Benvenuti?

Para quem não está familiarizado com os nomes por trás da Hapvida, Alain Benvenuti é um veterano da companhia. Ele estava na empresa desde 2017, liderando a expansão da rede própria em diversas regiões do país. Inclusive, seu nome chegou a ser cotado para o cargo de CEO, mas a empresa optou por Luccas Adib em dezembro.

Agora, Benvenuti assume a vice-presidência comercial, uma posição que já havia sido ocupada por Rafael Andrade, que deixou a empresa em outubro. Jaqueline Sena continua como VP da área odontológica. É tanta gente entrando e saindo que dá a impressão de que a porta giratória da Hapvida não para nunca.

O que esperar das ações da Hapvida (HAPV3)?

Essa é a pergunta de um milhão de dólares. A resposta, como sempre, não é simples. O Bradesco BBI, em relatório, classificou a volta de Benvenuti como um sinal misto, mas ponderou que pode ser positivo para a estratégia comercial da empresa. Veja bem, o BBI não está dando um “comprem já”, mas sinalizando que talvez haja um lado bom nessa história toda.

O fato é que a Hapvida precisa urgentemente mostrar que tem um plano sólido para superar seus desafios e retomar o crescimento. Trocar de executivos sem apresentar resultados concretos só aumenta a desconfiança dos investidores e afunda ainda mais as ações (HAPV3).

Se você tem ações da Hapvida na carteira, é hora de repensar sua estratégia. Avalie seus objetivos, seu perfil de risco e acompanhe de perto os próximos passos da empresa. E lembre-se: no mercado financeiro, paciência e sangue frio são fundamentais para não tomar decisões precipitadas.

Afinal, investir não é um jogo de azar, mas uma maratona que exige preparo, disciplina e, acima de tudo, muita informação.