Quarta-feira de notícias diversas no mercado, com a Inteligência Artificial (IA) mostrando sua força, o CEO do Santander Brasil esbanjando otimismo e o minério de ferro patinando. Vamos aos detalhes do que está movimentando a B3 neste momento.
IA x Software: a batalha do futuro (e do presente)
Avanços na Inteligência Artificial não estão agradando a todos. Ontem, vimos uma verdadeira liquidação de ações de empresas de software em Wall Street. O motivo? O lançamento de novas ferramentas de IA que automatizam tarefas antes exclusivas desses softwares. Imagine a seguinte situação: você é dono de uma locadora de fitas de vídeo e de repente surge o Netflix. A lógica é parecida.
O gatilho para a aversão generalizada foi o anúncio da Anthropic, que integrou recursos jurídicos ao seu assistente Cowork. A ferramenta agora é capaz de revisar contratos e fazer pesquisas legais, o que assustou investidores de empresas como Thomson Reuters, LegalZoom e London Stock Exchange Group. As ações dessas companhias despencaram, com quedas superiores a 12%. A notícia da Exame Invest mostra bem o tamanho do impacto.
A onda de vendas se espalhou e atingiu outros setores de software. Gigantes como PayPal, Expedia, Intuit, Equifax e EPAM Systems também sentiram o baque, com perdas acima de 10%. No total, o mercado de software, dados financeiros e bolsas perdeu cerca de US$ 300 bilhões em valor.
Oportunidade ou pânico?
Resta saber se essa é uma correção passageira ou o início de uma nova era, onde a IA substituirá grande parte do software tradicional. Para quem gosta de comprar na baixa, pode ser uma oportunidade. Para quem prefere a segurança do modelo antigo, é hora de repensar a estratégia.
Santander vê Brasil com bons olhos (apesar dos juros)
Enquanto a tecnologia causa turbulência em alguns setores, o Brasil parece seguir em uma trajetória mais tranquila, pelo menos na visão de Mario Leão, CEO do Santander Brasil. Em coletiva de imprensa sobre os resultados do banco no quarto trimestre, Leão se mostrou otimista com o fluxo de capital estrangeiro na bolsa brasileira.
Segundo ele, a entrada de R$ 26 bilhões no mercado acionário neste ano já superou o valor registrado em todo o ano de 2025. Um bom sinal, impulsionado por uma realocação global de investimentos que antes estavam concentrados nos Estados Unidos. É como se o mundo estivesse redescobrindo o Brasil, depois de um tempo focado em outros mercados.
Leão também destacou a maturidade institucional do país, afirmando que o mercado percebeu que as eleições não são o fator central para os investimentos. "O mercado está dizendo que o Brasil, em qualquer cenário, é maior que o governante que estiver [no poder]", afirmou. Uma visão otimista, que coloca o Brasil acima de eventuais turbulências políticas.
Minério de ferro: sobe e desce em meio a demanda incerta
No mercado de commodities, o minério de ferro segue em um sobe e desce que exige sangue frio dos investidores. Nesta quarta-feira, os contratos futuros oscilaram na Bolsa de Dalian, na China, e fecharam com uma leve queda de 0,32%, cotados a 781,5 iuanes (US$ 112,67) por tonelada. Um comportamento típico de quem está em busca de um rumo.
Apesar da expectativa de aumento na produção de ferro-gusa, o reabastecimento das siderúrgicas foi interrompido temporariamente, segundo a Shanghai Metals Market. A produção de produtos siderúrgicos acabados acelerou na semana passada, elevando os estoques em um momento de demanda fraca. É como se a fábrica estivesse produzindo mais do que o mercado consegue absorver.
Com a aproximação do Ano Novo Lunar, muitos canteiros de obras paralisaram suas atividades, o que pode impactar ainda mais a demanda por minério de ferro. A cautela é a palavra de ordem para quem opera nesse mercado.
E para você, investidor, qual é a sua estratégia para hoje? A Inteligência Artificial te assusta ou te anima? Acredita no otimismo do CEO do Santander ou prefere esperar para ver? E o minério de ferro, vai subir ou descer? As respostas para essas perguntas, como sempre, estão no mercado.
Disclaimer: Este artigo tem fins informativos e não constitui recomendação de investimento. Cada investidor deve realizar sua própria análise e consultar um profissional qualificado antes de tomar qualquer decisão.