Sextou com S de 'subiu'! O Ibovespa fechou a primeira semana completa de 2026 com um sorriso no rosto, embalado por notícias vindas tanto do Velho Continente quanto aqui de casa. Depois de muita novela, o acordo entre Mercosul e União Europeia parece, finalmente, caminhar para um final feliz, injetando otimismo no mercado. Para completar, a inflação brasileira ficou dentro da meta, dando um respiro para o Banco Central.

O índice fechou o pregão de sexta-feira (9) com alta de 0,27%, atingindo os 163.370,31 pontos, e acumulou um ganho de 1,76% na semana. E não foi só por aqui que o clima foi de festa. As bolsas globais também pegaram carona no bom humor, impulsionadas por dados do mercado de trabalho americano e a expectativa de uma retomada econômica global.

O que turbinou o Ibovespa?

Foram vários os fatores que contribuíram para essa arrancada do Ibovespa. Vamos destrinchar os principais:

Acordo Mercosul-União Europeia: a novela está perto do fim?

Depois de décadas de negociação, o acordo entre Mercosul e União Europeia parece estar, de fato, prestes a sair do papel. O aval político já foi dado, e agora o processo se resume a formalidades. A notícia foi recebida com entusiasmo pelos investidores, que veem no acordo um grande potencial para impulsionar o comércio e o crescimento econômico no Brasil e na região.

Para o presidente Lula, o acordo é um "dia histórico para o multilateralismo", sinalizando uma aposta no comércio internacional como motor de crescimento. Resta saber se essa parceria vai realmente decolar, ou se será mais um daqueles projetos ambiciosos que nunca saem do papel (cof, trem-bala, cof).

IPCA dentro da meta: alívio no front da inflação

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que mede a inflação oficial do país, acelerou em dezembro, mas fechou 2025 dentro da meta estabelecida pelo governo. Essa notícia trouxe um certo alívio para o mercado, que temia um estouro da meta e, consequentemente, uma postura mais agressiva do Banco Central na política monetária.

Com a inflação sob controle (pelo menos por enquanto), a expectativa é que o BC possa continuar o ciclo de cortes na taxa Selic, o que tende a ser positivo para a atividade econômica e para o mercado de ações. Claro, sempre com um olho no câmbio e nas contas públicas, porque a vida de investidor no Brasil nunca é fácil, né?

Mercado americano dá o tom

O mercado americano também respirou aliviado com os dados de emprego divulgados na sexta-feira. Embora a criação de vagas tenha ficado abaixo do esperado, a taxa de desemprego caiu, indicando um mercado de trabalho ainda aquecido. Wall Street comemorou, e o Ibovespa aproveitou para pegar carona na onda positiva. Afinal, o humor dos investidores lá fora sempre acaba influenciando o nosso mercado.

Dólar em queda: bom para quem viaja, nem tanto para quem exporta

Além do Ibovespa, o mercado de câmbio também teve seus momentos de emoção na semana. O dólar à vista fechou a sexta-feira cotado a R$ 5,3658, com queda de 0,43%. No acumulado da semana, a moeda americana desvalorizou 1,10% frente ao real. Essa queda do dólar pode ser explicada por diversos fatores, como o bom humor do mercado global, a entrada de fluxo estrangeiro no Brasil e a perspectiva de manutenção da política monetária do Banco Central.

Para quem está planejando aquela viagem para o exterior, a queda do dólar é uma ótima notícia. Mas para os exportadores, a situação já não é tão animadora, já que um dólar mais fraco pode impactar a competitividade dos produtos brasileiros no mercado internacional.

Cogna decola, C&A patina: os destaques da semana

No ranking das ações que mais se destacaram na semana, a Cogna (COGN3) liderou os ganhos do Ibovespa. Já a C&A (CEAB3) amargou o pior desempenho. Esses movimentos refletem as expectativas do mercado em relação aos diferentes setores da economia. A valorização da Cogna pode estar relacionada a perspectivas positivas para o setor de educação, enquanto a queda da C&A pode indicar preocupações com o desempenho do varejo.

E agora, o que esperar?

A primeira semana de 2026 deixou um gostinho de quero mais para os investidores. Mas será que essa animação vai durar? A resposta, como sempre, não é simples. O mercado continuará de olho nos desdobramentos do acordo Mercosul-União Europeia, nos dados de inflação e nas decisões do Banco Central. Além disso, eventos geopolíticos e notícias vindas do exterior também podem influenciar o humor dos investidores.

Uma coisa é certa: a volatilidade continuará sendo uma característica marcante do mercado financeiro brasileiro. Por isso, é fundamental ter cautela, diversificar os investimentos e, claro, contar com a ajuda de um bom profissional para tomar as melhores decisões. Afinal, no mundo dos investimentos, informação é poder (e um bom filtro para evitar as furadas, sejamos sinceros).