O Ibovespa não para de surpreender. Nesta quinta-feira, o principal índice da B3 cravou mais um recorde histórico, fechando acima dos 177 mil pontos. É o terceiro dia seguido de máximas, embalado por um vento favorável vindo lá de fora e por um otimismo crescente em relação à saúde da nossa economia. Mas, como toda boa festa, fica a pergunta: será que ela vai continuar?
Para entender o que turbinou o Ibovespa, é preciso olhar para o cenário global. As tensões geopolíticas, que vinham pesando sobre os mercados, deram uma leve arrefecida. As tensões geopolíticas fazem com que o capital busque refúgio em outros lugares. O Brasil tem se tornado um destino preferencial desses investidores.
Essa movimentação, conhecida como “Sell America”, injetou ânimo no nosso mercado de capitais. A B3, nossa bolsa de valores, tem se beneficiado desse fluxo estrangeiro, com investidores de olho nas oportunidades que o Brasil oferece. Afinal, o Brasil oferece um ambiente de oportunidades para investidores estrangeiros.
Arrecadação turbinada e otimismo local
Não foi só o cenário externo que contribuiu para essa arrancada. Por aqui, a arrecadação do governo federal também deu um show. Em 2025, a Receita Federal registrou um aumento real de 3,65% em relação ao ano anterior, totalizando R$2,887 trilhões. É o melhor resultado anual da série histórica, iniciada em 1995. Dinheiro no caixa do governo geralmente significa mais espaço para investir e, consequentemente, um impulso para a economia.
E por falar em economia, os números de 2025 foram animadores. A inflação sob controle, o crescimento do PIB e a perspectiva de juros mais baixos criam um ambiente propício para os investimentos. É como se o Brasil estivesse finalmente harmonizando seus indicadores econômicos e políticas governamentais.
Quem brilhou no pregão?
O bom humor se espalhou por diversos setores da bolsa. As ações de empresas ligadas à educação, como Cogna e Yduqs, lideraram as altas, surfando na onda do otimismo com o futuro do país. A Braskem também se destacou, impulsionada pela melhora nas perspectivas para o setor petroquímico. Já no lado oposto, poucas empresas ficaram de fora da festa. Prio, PetroReconcavo e Raia Drogasil foram as únicas a destoar do coro positivo.
Vale destacar o peso das blue chips, as empresas de maior valor de mercado, nesse rali do Ibovespa. Petrobras, Vale e os grandes bancos puxaram a fila, mostrando que a confiança nos gigantes da nossa economia continua alta. O movimento das blue chips, empresas de maior valor, geralmente influencia o desempenho de outras ações na bolsa, devido ao seu peso nos índices e ao efeito de confiança que geram.
Cautela nunca é demais
Mas, antes de sair abrindo champagne e planejando a próxima viagem, é importante ter os pés no chão. O mercado financeiro exige atenção: as oscilações podem ser rápidas e intensas. É preciso ter cautela e diversificar os investimentos, para não colocar todos os ovos na mesma cesta.
Afinal, o que subiu muito rápido, pode cair na mesma velocidade. A rotação de capital dos mercados americanos para países emergentes, como o Brasil, é um fator importante a ser considerado. Como destacou Rodrigo Marcatti, economista e CEO da Veedha Investimentos, parte dos recursos do mercado americano têm migrado de forma constante para países emergentes, incluindo o Brasil. No entanto, essa tendência pode mudar a qualquer momento, dependendo do humor dos investidores e das notícias que vêm de fora.
Dividendos são como aluguéis: você recebe sem precisar vender o imóvel. Ou seja, podem ser uma boa opção para quem busca renda passiva e proteção contra a volatilidade do mercado. Mas, lembre-se, a decisão final é sempre sua. Analise os riscos, compare as opções e invista com responsabilidade. E, quem sabe, você também poderá brindar aos recordes do Ibovespa com um sorriso no rosto.
Disclaimer: Este artigo tem fins informativos e não constitui recomendação de investimento. Cada investidor deve realizar sua própria análise e consultar um profissional qualificado antes de tomar qualquer decisão.