O Ibovespa fechou a segunda-feira (19) praticamente estável, com uma leve alta de 0,03%, aos 164.849 pontos. O pregão foi esvaziado pelo feriado do Martin Luther King Jr. nos Estados Unidos, o que reduziu drasticamente a liquidez. Para quem acompanha o mercado, a falta de Wall Street é como tentar jogar futebol sem um dos times: a partida fica morna.

Além da ausência dos americanos, o mercado brasileiro também digeriu um coquetel de notícias que incluía desde tensões geopolíticas até o cenário eleitoral doméstico. As novas ameaças tarifárias do governo Trump a países europeus adicionaram uma dose extra de cautela, já que ninguém gosta de ver uma guerra comercial se desenhando no horizonte.

O que mexeu com o mercado hoje?

No Brasil, as atenções se voltaram para as declarações do ministro da Fazenda, Fernando Haddad. Em entrevista, Haddad mencionou conversas sobre seu papel nas eleições de 2026, indicando uma possível saída do ministério até fevereiro. Essa movimentação política, claro, gera um certo ruído no mercado, que sempre busca previsibilidade.

Enquanto isso, o dólar comercial fechou em queda, cotado a R$ 5,36. Aparentemente, a moeda americana resolveu dar um descanso depois de semanas de alta. Já os juros futuros (DIs) terminaram o dia com quedas ao longo da curva, indicando uma expectativa de menor pressão inflacionária no futuro.

Destaques do pregão: Azul e Banco do Brasil

Entre as ações, a Azul (AZUL53) foi um dos destaques negativos do dia, com uma queda de quase 10% nos minutos finais do pregão. Já o Banco do Brasil (BBAS3) também apresentou um desempenho fraco, fechando na mínima do dia, com queda de 0,56%.

Por outro lado, Vale (VALE3) também apresentou baixa e bancos como o Bradesco (BBDC4) oscilaram ao longo do dia.

Bitcoin e criptomoedas: calmaria após a tempestade?

No mundo das criptomoedas, o Bitcoin e outras moedas digitais parecem ter entrado em um período de relativa calmaria após a volatilidade das últimas semanas. O Bitcoin se mantém acima dos US$ 40 mil, mas sem grandes movimentos. É como se o mercado estivesse respirando fundo antes do próximo grande salto (ou tombo).

Apesar da aparente estabilidade, o mercado de criptomoedas segue sendo influenciado por fatores externos, como a regulação e o humor dos investidores. E, claro, qualquer declaração bombástica de algum guru das finanças pode mudar tudo da noite para o dia.

O que esperar para amanhã?

Com a volta dos investidores americanos, a expectativa é de um pregão mais movimentado na terça-feira. No radar, seguem as tensões geopolíticas, o cenário eleitoral brasileiro e, claro, os balanços trimestrais das empresas, que começam a ser divulgados nas próximas semanas. Dividendos também sempre estão no radar.

Para quem investe, o conselho de sempre: diversifique seus investimentos, mantenha a calma e não se deixe levar pelo calor do momento. Afinal, no mercado financeiro, a paciência é uma virtude – e a impulsividade, um pecado capital.