A Bolsa brasileira ensaia uma recuperação, mas o Ibovespa opera com oscilações nesta segunda-feira (18/05/2026), buscando se firmar acima dos 176 mil pontos. O dia é marcado pela divulgação da prévia do Produto Interno Bruto (PIB) de março, que mostrou um certo freio na atividade econômica, e pela volatilidade nos preços do petróleo, que impacta diretamente gigantes como a Petrobras (PETR4). O dólar, por sua vez, negocia em leve queda, oferecendo um respiro para ativos brasileiros.

No radar dos investidores, o Boletim Focus revisou para cima as projeções de inflação e da taxa Selic para 2026, o que pode gerar certa cautela no mercado financeiro. A Secretaria de Política Econômica (SPE) do Ministério da Fazenda, no entanto, manteve sua projeção de crescimento do PIB para o ano em 2,3%. A pasta atribuiu o aumento da perspectiva inflacionária, principalmente, aos desdobramentos do conflito no Oriente Médio sobre os preços do petróleo.

Copasa dispara com sinal verde para privatização

Em contraponto à cautela geral, as ações da Copasa (CSMG3) despontam como a estrela do dia na B3. Os papéis da companhia de saneamento básico de Minas Gerais disparam mais de 4%, impulsionados pela aprovação unânime do Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais (TCE-MG) para o avanço no processo de privatização. Essa sinalização positiva do órgão regulador abre caminho para a companhia negociar suas ações no mercado, o que animou os investidores, apesar das ressalvas de que o TCE-MG continuará acompanhando todo o processo.

Vale sob pressão e gigantes de Wall Street observam o Brasil

O cenário não é tão otimista para todos. A Vale (VALE3) figura entre as principais baixas do Ibovespa, com seus papéis recuando mais de 1%. A mineradora sente o peso da saída de capital estrangeiro da bolsa brasileira e a fraqueza nas commodities, com o minério de ferro também operando em baixa. Acompanhar os movimentos de grandes investidores institucionais, como Citi e Citadel, que aumentaram suas posições em ações brasileiras em R$ 6 bilhões, pode oferecer pistas sobre o sentimento do mercado a médio prazo.

O que esperar daqui para frente?

O pregão desta segunda-feira demonstra a complexidade do momento para a Bolsa de Valores. A conjuntura macroeconômica, com dados de atividade e inflação sob observação, somada às incertezas geopolíticas e ao fluxo de capital estrangeiro, exige dos investidores uma leitura atenta dos movimentos do mercado. Enquanto algumas empresas celebram avanços em seus planos estratégicos, como a Copasa, outras enfrentam um ambiente mais desafiador. Acompanhar de perto os próximos comunicados do governo e as tendências das commodities será fundamental para quem busca tomar as melhores decisões de investimento.