Segunda-feira indigesta para quem acompanha o mercado financeiro. O Ibovespa não resistiu à combinação indigesta de turbulências internacionais e problemas domésticos, fechando o dia em queda de 0,72%, aos 161.973 pontos. Para quem gosta de comparar, é como se o seu prato preferido viesse com um ingrediente estragado: dá pra comer, mas não desce redondo.

O que azedou o caldo?

A receita para o dia de baixa teve vários ingredientes. Lá fora, a escalada das tensões no Irã, com direito a dedo do Trump, e a pressão do ex-presidente sobre o Federal Reserve (Fed, o banco central americano) criaram um clima de aversão ao risco. É como se o mercado estivesse andando na corda bamba, e qualquer balançada mais forte pudesse derrubar tudo.

E por falar em Trump, o ex-presidente, sempre ele, resolveu atiçar ainda mais a situação no Irã, estimulando protestos e prometendo ajuda (sem especificar qual). Para Bruno Perri, economista-chefe da Forum Investimentos, essa postura coloca em xeque a independência do Fed, o que, convenhamos, não é nada bom para a estabilidade do mercado.

Bancos e 'Utilities' na Berlinda

Por aqui, a situação também não foi das melhores. As ações de bancos e empresas de serviços de utilidade pública, as chamadas 'utilities', como Axia e Sabesp, puxaram o Ibovespa para baixo. É como se fossem os tijolos faltando na parede, comprometendo a estrutura como um todo.

Nem tudo foi desgraça: Petrobras e Vale dão um alívio

Mas nem tudo foi motivo para desespero. Petrobras e Vale, as gigantes da bolsa, conseguiram evitar um tombo ainda maior do Ibovespa. Suas ações subiram, dando um respiro ao índice. É como se fossem os paraquedas, impedindo uma queda livre.

A Petrobras, em particular, teve um dia de destaque, impulsionada pela alta do petróleo no mercado internacional. Já a Vale, surfou na onda dos preços do minério de ferro, que se mantiveram em patamares elevados.

Dólar sobe de mansinho

No mercado de câmbio, o dólar também sentiu o clima de incerteza. A moeda americana fechou o dia em leve alta, cotada a R$ 5,375. Não foi nada explosivo, mas o suficiente para deixar o investidor mais cauteloso. Afinal, em tempos de turbulência, o dólar costuma ser o porto seguro dos investidores.

Inflação nos EUA entra em cena

Outro fator que mexeu com o mercado foi a divulgação dos dados de inflação nos Estados Unidos. O índice de preços ao consumidor (CPI) subiu 0,3% em dezembro, dentro do esperado. Apesar de não ter causado um grande impacto, os números servem de termômetro para as próximas decisões do Fed em relação à taxa de juros. E como a gente sabe, qualquer sinalização do Fed pode mexer com o mercado global.

O que esperar agora?

A pergunta que não quer calar: e agora, José? O mercado financeiro é imprevisível, mas alguns pontos merecem atenção. A crise no Irã e a postura de Trump em relação ao Fed continuam sendo fatores de risco. No cenário doméstico, o andamento da agenda econômica do governo e a situação fiscal do país também devem influenciar o humor dos investidores.

Para quem está começando a investir, a dica é manter a calma e diversificar a carteira. Em momentos de turbulência, é importante ter investimentos em diferentes classes de ativos, como ações, renda fixa e até mesmo dólar. Assim, se um lado da carteira sofrer, o outro pode compensar as perdas.

E para quem já tem mais experiência, a hora é de analisar com cuidado os fundamentos das empresas e buscar oportunidades de longo prazo. Afinal, como diz o ditado, "é na crise que separam os homens dos meninos" (e as mulheres das meninas, claro!).

No fim das contas, o mercado financeiro é como a vida: tem seus altos e baixos. O importante é estar preparado para os momentos difíceis e aproveitar as oportunidades quando elas surgirem. E, claro, nunca perder o bom humor. Porque, como já dizia um certo economista, "se o mercado estivesse fácil, ninguém estaria trabalhando".