Sexta-feira de turbulência no mercado financeiro. O Ibovespa tentou se manter acima dos 165 mil pontos, embalado pela alta do petróleo, mas a sombra da Selic alta ainda paira sobre os investidores. A moeda americana também sentiu o baque, operando em alta frente ao real.
O que pesou na Bolsa?
O principal fator que azedou o humor do mercado foi a divulgação do Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) de novembro. O índice, considerado uma espécie de “prévia do PIB”, veio acima do esperado. Na prática, isso significa que a economia brasileira segue mais aquecida do que se imaginava, o que diminui a pressão para o Banco Central (BC) começar a cortar a taxa Selic.
E por que a Selic alta incomoda tanto? Simples: ela encarece o crédito, freia o consumo e, consequentemente, o crescimento das empresas. É como tentar escalar uma montanha com uma mochila pesada: o esforço é maior e o progresso mais lento.
Rodrigo Alvarenga, sócio da One Investimentos, resumiu bem a situação: "O crescimento do IBC-Br reforça que há resistência da atividade brasileira, o que tende a alongar o início de queda da taxa Selic, que está em 15% ao ano, e tem dificultado um início promissor para algumas empresas do setor de consumo, do varejo neste começo de ano".
Nem tudo é notícia ruim
Apesar do cenário macroeconômico desafiador, algumas empresas conseguiram se destacar. A Petrobras (PETR4), por exemplo, surfou na onda da alta do petróleo e impulsionou o Ibovespa. No entanto, Vale (VALE3) e os grandes bancos não acompanharam o bom humor, o que limitou o avanço do índice.
No mercado futuro, o Ibovespa futuro (WING26) operou de lado, mas o BTG Pactual mantém um viés de alta para o índice. Segundo os analistas do banco, o movimento comprador é reforçado a partir dos 168.435 pontos.
Oportunidades no radar?
Para quem busca oportunidades de curto prazo, o BTG Pactual indicou a compra de Raia Drogasil (RADL3), Axia Energia (AXIA6) e Multiplan (MULT3) para operações de swing trade.
E agora, qual a melhor estratégia?
Com a Selic nas alturas e a economia dando sinais contraditórios, a palavra de ordem é CAUTELA. É hora de repensar a estratégia, diversificar a carteira e, principalmente, não se desesperar. Afinal, investir é como navegar em águas turbulentas: exige atenção, estratégia e sangue frio.
Lembre-se: as informações e análises apresentadas aqui são apenas um ponto de partida. A decisão final é sempre sua. Consulte um profissional qualificado antes de tomar qualquer atitude.
Disclaimer: Este artigo tem fins informativos e não constitui recomendação de investimento. Cada investidor deve realizar sua própria análise e consultar um profissional qualificado antes de tomar qualquer decisão.