O Ibovespa tenta se firmar nesta terça-feira, depois de um pregão de segunda-feira que deixou muita gente de cabelo em pé. O índice chegou a tocar os 191 mil pontos, renovando sua máxima histórica, para depois virar e fechar em queda de 0,88%, aos 188.853 pontos. É aquela velha história: bolsa não tem elevador, só escada. Mas o que está por trás dessa gangorra?

O que derrubou o Ibovespa ontem?

Basicamente, uma combinação de fatores. Lá fora, o mercado americano azedou depois que Donald Trump (sim, ele de novo!) reacendeu o temor de uma guerra comercial global. Trump elevou tarifas de importação, o que jogou um balde de água fria nas expectativas de quem achava que a coisa ia se acalmar. O resultado? Dow Jones, S&P 500 e Nasdaq fecharam no vermelho, e o Ibovespa não conseguiu escapar da maré baixa.

Por aqui, o setor bancário também pesou. Ações de grandes bancos como Santander (SANB11) não foram bem, o que contribuiu para a queda do índice. A queda das ações bancárias pesou sobre o índice, assim como um freio em um carro.

O que esperar para hoje?

Ainda é cedo para cravar qualquer coisa, mas o mercado está de olho em alguns indicadores importantes. Dados de transações correntes no Brasil e um relatório de empregos nos EUA podem dar o tom do pregão. Afinal, informação nunca é demais na hora de tomar decisões sobre seus investimentos.

Segundo a análise técnica da XP Investimentos, o Ibovespa ainda mantém uma tendência de alta no gráfico diário, mesmo com a correção de ontem. Para voltar a embalar, o índice precisa romper a máxima histórica em 191.002 pontos e consolidar um fluxo comprador consistente. Caso contrário, pode buscar suportes mais abaixo, na faixa dos 183.662/180.088 pontos.

Destaques do dia: Raízen sobe, bancos tropeçam

Enquanto alguns setores sofrem, outros mostram resiliência. As ações da Raízen (RAIZ4), por exemplo, sobem forte neste pregão. A empresa tem se beneficiado da alta do etanol e das perspectivas positivas para o setor de energia.

Já as ações de bancos, como dito antes, seguem pressionadas. Santander (SANB11) é um dos destaques negativos, refletindo um sentimento de cautela em relação ao setor financeiro. É aquela história: nem tudo são flores no mundo dos investimentos.

E as outras ações?

Outras ações que merecem atenção neste momento são as da Vivo (VIVT3), que costumam ser mais estáveis, e as da Gerdau (GGBR4), que dependem bastante do cenário econômico global. Já Small Caps como SMFT3 e PICS, tem volatilidade alta, demandando atenção redobrada.

Lembre-se: o mercado financeiro é dinâmico e cheio de surpresas. Por isso, é fundamental acompanhar de perto as notícias, analisar os dados e, principalmente, definir uma estratégia de investimentos que faça sentido para o seu perfil e objetivos. E, claro, diversificar a carteira é sempre uma boa ideia para não colocar todos os ovos na mesma cesta.

Disclaimer: Este artigo tem fins informativos e não constitui recomendação de investimento.